A Grow Grow Baby Grow é uma marca de roupa para bebés 100% algodão e 100% made in Portugal, com cores vivas e padrões divertidos para combater a tradicionalidade e conservadorismo.
A Cristina (designer de moda) e a Filipa (designer gráfica) começaram este projeto bem disposto há cerca de dois meses. A Sara (fotógrafa) adorou a ideia e ajudou a criar a imagem da página do facebook. Para já é mesmo através do facebook que se fazem as encomendas mas brevemente vai haver site.
A coleção de Verão já lá está com um modelo de babygrow em 11 versões diferentes e em 4 tamanhos (recém-nascido, 0-3 meses, 3-6 meses e 6-9 meses). A cada tamanho corresponde uma cor. Há também um modelo de gorro que poderá ser produzido nas mesmas 11 versões em 2 tamanhos (0-6 meses e 6-9 meses).
Ficam aqui algumas fotos mas o melhor é ir lá espreitar.
Quinta-feira também é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre o Bernardo Carvalho.
O Bernardo nasceu em Lisboa, em 1973. Estudou Design Gráfico na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e fez o curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Mesmo quando ainda não sabia ler já era fascinado por histórias aos quadradinhos, pelas perspetivas e enquadramentos.
É Ilustrador e editor de livros para crianças. É um dos fundadores da editora Planeta Tangerina (que este ano foi candidata ao prémio ALMA) e amante do surf e de praia.
Assume-se como profundamente ligado aos universos da banda desenhada e da fotografia e completamente obcecado por desenhar.
Não gosta de ser repetitivo nas suas ilustrações e por isso não se prende aos mesmos materiais.
O seu trabalho tem sido reconhecido sistematicamente por prémios de todos os lados. Até da Coreia e da Venezuela.
O Bernardo foi o protagonista da terceira edição do programa Bologna a testa in su. Anualmente, um ilustrador de renome é convidado a conceber a sua visão desenhada da cidade, seguindo a filosofia de um projeto editorial dirigido tanto a adultos como a crianças. Os originais foram reunidos em exposição individual. Parabéns!
O Bernardo foi também o entrevistado mais rápido a responder até agora!
O Planeta Tangerina faz livros para crianças mas também para adultos que gostam de álbuns ilustrados. O Bernardo quando começa a ilustrar um livro pensa nas crianças ou nos adultos?
R: Penso em fazer um livro giro para todos, mas às vezes ficam um bocado infantis e às vezes um bocado adultos.
Diz que quando acaba um livro já está farto dele e muitas vezes já não gosta das ilustrações. É muito crítico em relação ao seu trabalho?
R: É dificil de manter o discernimento e a capacidade de julgamento das coisas que faço depois de olhar muito para elas.
E quando vê um livro seu impresso pela primeira vez, que tipo de coisas lhe chamam a atenção?
R: Os defeitos, claro.
O Mundo num segundo ainda é o livro que mais gosta? Ou é o Praia-Mar?
R: O Mundo num segundo foi um livro que pela maneira como foi inventado (a meias com toda a gente no planeta) me deu um grande gozo de fazer. Adoro o assunto e a maneira como está contado. Ao nível do desenho não arrisquei nem inventei nada mas sempre queria ter feito um livro assim meio ao estilo da BD mas sem ser BD. O Praia-Mar também gosto, ainda... ou já, não sei bem.
Teve direito a uma exposição individual em Bolonha, este convite surpreendeu-o? E como foi a experiência?
R: Sim surpreendeu. Com tanta gente a fazer coisas tão fixes, acho sempre incrível que alguém me peça para fazer desenhos para um livro. A experiência foi muito gira. Passei uma semana a passear em Bologna debaixo do maior nevão dos últimos 30 anos. Foi demais.
Se não fosse ilustrador o que seria?
R: Fotógrafo de casamentos desempregado e agricultor.
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Tenho de me organizar para não perder os melhores dias de ondas!
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Estou a fazer ilustrações para um texto mais para teenagers, (que é um espetáculo) da Ana Pessoa, vencedora do prémio Branquinho da Fonseca, da Gulbenkian. Espero não assassinar o livro com os meus desenhos. Também gostava de concorrer a um festival de curtas metragens que vai haver em Lisboa.
Para além de desenhar e de fazer surf, o que mais gosta de fazer?
R: Acampar, ficar em hoteis, viajar, fotografar, plantar legumes, passear, comer, dormir, namorar, filmar, sair à noite, cinema, amigos, vinho tinto e mais 3794 coisas.
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Responder a mails e apanhar trânsito.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: É uma lista interminável e nunca mais saíamos daqui. Desde desenhadores a fotógrafos a surfistas e agricultores. Há muita gente a fazer coisas muito giras.
Todas as sextas-feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, projeto, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!
Hoje, apresentamos a Rewashlamp.
A REWASHLAMP é um novo conceito de iluminação que defende a reutilização dos materiais conjugada com uma produção em pequena escala, 100% manual e original. O responsável por este projeto é o designer português Tó Martins.
Na base destes candeeiros está um tambor de máquina de lavar roupa (imagine-se!) em fim de vida, decorado com os mais diversos materiais, o Tó descontextualiza-os da sua habitual utilização ou função e dá-lhes um novo papel. A este corpo é associado um tripé fotográfico numa combinação de design e funcionalidade.
Todas as peças podem ser ajustadas em altura de acordo com o gosto pessoal de cada um. Depois de produzidos são devidamente acondicionados para poderem ser transportados para qualquer parte do mundo.
O facto de se dividirem em apenas duas partes, tambor e tripé, permite uma montagem rápida e simples.
Todos os tecidos com pelo são sintéticos e as peças contêm lâmpadas economizadoras.
"Não é novidade que a sustentabilidade é o caminho que conduz qualquer negócio, no entanto a importância de minimizar o desperdício dos recursos naturais cada vez que um novo produto é criado, faz com que sejamos nós, designers e consumidores a promover uma vida mais saudável e sustentável".
Distant Friends é o nome de uma exposição de Ana Ventura e Camilla Engman.
A Ana Ventura tem formação em pintura, ilustração e gravura. Foi uma das primeiras convidadas da galeria portuguesa (ler entrevista aqui).
Juntou-se à sua amiga Camilla Engman, sueca com formação em arte e design, para uma exposição que une os seus universos. A inauguração é no dia 29 de Março na galeria do Centro Português de Serigrafia, no CCB, pelas 18.30 h. A exposição está patente até dia 26 de Abril e a entrada é gratuita.
Certamente, um evento a não perder.
Sobre a exposição:
A distância no espaço, de culturas, não impediu as jovens artistas de juntarem os seus universos num comum horizonte de fábulas exemplares que hoje nos surpreende e deleita na presente exposição de serigrafias sobre linho. Resultantes desse diálogo à distância, feito pela troca de imagens e opiniões, cada artista foi trabalhando com base nos elementos enviados pela outra. O resultado notavelmente alcançado foi então impresso sobre linho no Atelier CPS e bordados alguns elementos selecionados pelas artistas, conferindo uma riqueza adicional a cada obra.
Para além destas edições de diálogo, de reduzida tiragem, a exposição integra ainda recentes edições individuais das artistas, igualmente editadas pelo CPS.
Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre o Pedro Gomes.
O Pedro mora em Lisboa mas é um cidadão do Mundo. Tem 27 anos e um percurso surpreendente.
Começou a sua formação em Arquitetura mas não se fascinou e após dois anos decidiu mudar para o curso de Design na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.
É um apaixonado pelo design e um pouco workaholic. Ainda na faculdade começou a trabalhar como freelancer para ateliers, associações e clientes privados.
Quando acabou o curso começou a enviar portfólios, rapidamente foi contratado pela agência Designaffairs e partiu para Munique. Quando acabou o contrato ficou por lá a trabalhar como freelancer e comecou à procura da próxima experiência. Foi contratado pela agência One&Co em São Francisco, no gabinete de design da HTC.
A empresa Arctic viu o seu portfólio online e convidou-o para colaborar no desenvolvimento de uma nova stylus para uma marca emergente. Assim, surgiu pelas mãos do Pedro a Architect Stylus. Uma stylus para tablets e smartphones com design minimal, muito leve e com a “ponta” em silicone que não danifica os ecrãs. Para além de ser útil para quem gosta de desenhar e tirar notas.
Em 2011 decidiu voltar para Portugal e criar o seu atelier. A crise estava instalada mas achou que era a altura ideal para criar mudança.
Neste momento trabalha principalmente para clientes internacionais na Suíça, Luanda, Singapura, Hong Kong e Estados Unidos com projetos de produtos eletrónicos, mobiliário, design estratégico, branding e uma área na qual se pretende focar – Envision Design.
O Pedro foi um dos 25 vencedores da competição mundial Faces of Design Awards 2012 e verá o seu trabalho apresentado a cerca de 1.200 representantes da área. Recebeu também uma menção especial do júri. Este não foi o primeiro prémio conseguido pelo designer português, o seu trabalho tem sido premiado e publicado internacionalmente. Certamente não será o último visto que é candidato a outros concursos e prémios de design, nacionais e internacionais.
Adora viajar, compreender culturas e perceber como as pessoas interagem e vêm o Mundo. É apaixonado por sushi, fanático por web browsing e não vive sem o seu Moleskine!
Inspira-se na variedade criativa que o rodeia, seja uma música, um texto ou uma imagem. Está sempre à procura do próximo desafio.
Trocou a arquitetura pelo design. Ter frequentado o curso de arquitetura durante dois anos deu-lhe bagagem para ser um designer mais completo?
R: Sem dúvida nenhuma! Isso e ter feito o 12º ano nos EUA em São Diego, o que me abriu horizontes e perspetivas.
Penso que entrar na Faculdade aos 18, por vezes aos 17 é extremamente cedo. Há que amadurecer, viver e experienciar. Os 2 anos de Arquitetura foram exatamente isso... uma experiência imprescindível que me deu mais bagagem para abraçar aquilo que realmente era a minha paixão – o Design!
Tem o design português em boa conta?
R: Cada vez mais. Confesso que era mais virado para o Design Internacional e trabalho de agência... mas o Design Nacional tem vindo a crescer cada vez mais, com uma qualidade impressionante e com uma abordagem muito interessante.
Como foi trabalhar no estrangeiro?
R: Ir trabalhar para fora sempre fez parte dos meus planos. Sou uma pessoa dada a novas experiências, novos desafios. Sendo assim no fim do meu curso comecei a enviar portfólios e tive a felicidade de ser rapidamente contratado. Foi um processo muito interessante e gratificante.
Decidiu regressar a Portugal numa altura em que o país estava altamente instável financeiramente. E diz que aproveitou esse periodo para "criar novos modelos de negócios". Mas a situação económica não melhorou, pelo contrário. Tem conseguido remar contra a maré?
R: Estava não... está. Regressei somente há menos de 8 meses e o meu investimento em Portugal já tem dado resultados.
Penso que a instabilidade, é na sua essência, um motor de inovação. A agitação e violência dos mercados permite a implementação de novas mentalidades, novas maneiras de pensar!
Parte do processo de “remar” é usar a criatividade para encontrar novos caminhos. Se calhar em vez de remar contra a maré, podemos remar com a maré, mas com destinos e perspetivas diferentes?! ....
Com uma boa proposta voltava a ir para fora? Ou está bem aqui?
R: Já tive várias boas propostas mas não faz parte dos meus planos sair. Vim para ficar e investir... agora é trabalhar para crescer conjuntamente com os meus clientes!
Quando concebeu a Architect Stylus percebeu imediatamente que tinha na mão um produto com muito potencial?
R: Não foi uma perceção imediata mas essa é uma consciência que cresce durante o processo de design. Fico muito contente que a Architect Stylus esteja a ser um sucesso e espero que o mesmo aconteça com o próximo produto que estamos a desenvolver! Novidades para muito brevemente.
Estes prémios que tem recebido transformam-se em oportunidades e mais trabalho?
R: Estes prémios são sem dúvida um passo para novos clientes e oportunidades. O reconhecimento internacional permite uma projeção com mais credibilidade e uma posição mais sólida num mercado competitivo.
O que é exatamente Envision Design?
R: Envision Design é uma vertente do Design mais virada para o design conceptual. São poucas as empresas que investem nela mas espero que o mercado venha a crescer, pois é uma abordagem essencial para algumas empresas. Envision Design é ferramenta estruturada que através de um pensamento estratégico, organizado e criativo permite o desenvolvimento de conceitos que prevêm tendências de mercado a um médio, longo prazo.
Trata-se duma área perto do Cool Hunting mas que se distingue pelo desenvolvimento de produtos ou serviços para o futuro que respondem a modelos de negócio emergentes ou tendências de mercado com projeção a longo prazo.
Esta é uma área essencial a muitas empresas pois permite planear o seu desenvolvimento a longo prazo e orientar investimentos tendo em conta os resultados. Empresas como a Philips / Nike / Electrolux fazem-no e com resultados visíveis!
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Sou muito organizado, mas o instinto tem um papel muito importante no meu dia-a-dia. É um equilibro entre os dois ...
E qual é o próximo desafio?
R: Muitos ... mas destaco a criação de um novo projeto / atelier / agência de Design com o Designer Daniel Pera. Estamos neste momento a desenvolver a estratégia de comunicação e a estabelecer parcerias estratégicas com empresas Nacionais e Internacionais.
Vai ser um novo desafio que servirá de base para muitos outros!
Estou confiante e curioso para ver o que 2012 nos reserva...
Para além do design, o que mais gosta de fazer?
R: Adoro viajar e viver a Natureza!!!! Comer sushi, uma boa saída com os meus amigos, ... Adoro recarregar as baterias junto ao Mar (essencial!). Adoro desenhar e fazer desporto (Natação e recentemente conheci o prazer da corrida) ...
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Talvez responder a emails durante horas... e muitas vezes perceber que 24 horas num dia não chega!
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Tal como em outras entrevistas não gosto de me comprometer com uma sugestão. Torna-se demasiado redutor, ainda mais quando há um crescente número de canais como este, que dão a conhecer inúmeros Portugueses que fazem algo de especial... inovador. Este espírito Nacional... este espírito de mudança... de acreditar e fazer por melhor... isso sim é algo que me inspira!
Todas as sextas-feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, projeto, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!
Hoje, apresentamos a Verse Store.
A Verse Store é uma loja online que vende telas, impressões e vinis autocolantes com imagens de novos talentos ibéricos.
Uma forma simples e original de decorar paredes de quartos de adultos ou de miúdos, sala, cozinha e até da casa de banho. Basta escolher as obras de que mais gosta, no formato que mais lhe convém, encomendar e colocar na sua casa.
Esta loja promove os trabalhos de designers, ilustradores e fotógrafos como verdadeiros produtos de autor. Para além dos designers residentes da Verse contam com a criatividade de Afonso Cruz, Ana Afonso, Enric Vives-Rubio, Eunice Rosado, Maria Imaginário, Rachel Caiano, Raquel Pinheiro e Tiago Albuquerque.
Há muitas alternativas à escolha no site mas a Verse também produz de acordo com o gosto do cliente, caso pretenda algum tema específico ou um vinil feito à sua medida. Também fazem consultas de decoração e remodelações, projeto e obra.
Querem proporcionar a todos os apaixonados por arte a oportunidade de deixarem de comprar apenas as obras standardizadas que se encontram em qualquer lado.