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20/06/2012

The Soaked Lamb

A banda portuguesa The Soaked Lamb nasceu em 2006. É composta por seis músicos multi-instrumentistas.
Um dos membros tinha um apartamento dividido em muitas assoalhadas e uma varanda com uma vista soberba. Nesse espaço foram gravando e chegando a outros músicos. Depois começaram os ensaios para poder tocar ao vivo. O dono da casa fez, algumas vezes, ensopado de borrego e foi assim que a banda ganhou um nome. O primeiro CD chamou-se Homemade Blues, e o segundo Hats & Chairs. Com este álbum ganharam o Prémio Pop Eye 2011 e foram considerados melhor artista português.

foto: Manuel Portugal

Dizem que não soam apenas a blues ao estilo de Piedmont, também trazem bocadinhos de ragtime, boogie-woogie, swing e gospel.
Já tocaram por todo o país e participaram em bandas sonoras de filmes, como A Arte de Roubar de Leonel Vieira.
Os concertos passam-se sentados, o público e a banda. E Todos usam chapéu. Miguel Lima, Tiago Albuquerque, Mariana Lima, Vasco Condessa, Afonso Cruz e Gito.

O novo disco chama-se Evergreens e é composto por 12 temas revisitados a partir de originais de Hank Williams, Georgia White e Merle Travis, entre outros.
Neste álbum podemos descobrir sonoridades como gospel, country, jazz, blues, samba e canção mexicana e ainda três novas versões de canções dos próprios The Soaked Lamb e também um inédito.
O single de apresentação é A Flor e o Espinho, do brasileiro Nelson Cavaquinho, que contou com um arranjo de cordas de Rodrigo Leão.



soakedlamb.blogspot.pt
facebook.com/thesoakedlamb
myspace.com/thesoakedlamb

18/05/2012

galeria apresenta Lissabon

Todas as sextas feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!


Hoje, a galeria apresenta os Lissabon.


Os Lissabon já tinham sido mencionados na galeria portuguesa, numa entrevista a um dos elementos da banda, a Inês. Na altura o primeiro álbum ainda estava para sair.
Estão juntos desde 2010. Um rapaz e uma rapariga. Outra rapariga e um rapaz.
Depois do EP de apresentação lançaram no final de abril o primeiro álbum If It's Only Just a Dream... Um disco composto por sonoridades que vão desde "o psicadélico dos anos 70, aos synths dos anos 80 e a pop mais contemporânea".

Quem quiser ver os Lissabon ao vivo pode ir até Telheiras no dia 22 de Maio, ao Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.
Aqui há um passatempo onde oferecem convites duplos.

www.lissabonmusic.com
facebook.com/lissabonmusic


E deixo-vos com o vídeo Wake Up. Bom fim-de-semana!

13/02/2012

Rita Redshoes

Chama-se Rita Pereira, é de Loures e nasceu em 1981.
É cantora, compositora e toca vários instrumentos. Foi estudante do ISPA e da Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa.


Em pequena tocava, cantava e fazia grandes performances para a família. A certa altura, achou que queria ser bailarina e estudou ballet durante oito anos. Até que o irmão comprou uma bateria e sempre que ele não estava em casa a Rita tocava. Começa aqui a sua ligação mais séria com a música, ainda na escola secundária como baterista do grupo de Teatro Ita Vero. Percebeu que havia ali algo que podia explorar, mesmo não sabendo como. Mais tarde, num ensaio da banda do irmão, Atomic Bees, o vocalista faltou. Como sabia as músicas todas de cor, a Rita substituiu-o. E foi ficando. Decidiu ir estudar música e foi para a Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa. Mas confessa que nunca conseguiu acompanhar o ritmo. Diz que o ensino era demasiado fechado para quem vinha da pop, um universo mais livre e na sua opinião com mais piada. Sentiu um choque de linguagens, como se estivessem a formatá-la. Musicalmente, foi um processo muito produtivo, porque compôs imenso nessa altura, mas também muito conturbado. Fez a sua escolha e desistiu da Escola Superior de Música. Viu-se obrigada a optar por outro caminho mas nunca largou a ideia de trabalhar na música. Não via futuro à sua frente e ficou deprimida o que a levou à psicoterapia. Apaixonou-se pelo processo e aos 21 anos, depois de ter tirado um pequeno curso de marketing musical, entrou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
Entretanto teve a sorte de o David Fonseca ter ouvido o disco da banda do irmão. Gostou e convidou-a para integrar a banda do seu projeto a solo. Tornou-se assim a teclista de serviço na banda de suporte de David Fonseca.
Foi também uma das finalistas do concurso Jovens Criadores, tocando baixo no projeto Rebel Red Dog, e tocou piano e cantou no projeto Photographs.


Dream on Girl, uma música que a Rita tinha gravado em casa e colocado no MySpace, começa a ganhar notoriedade e algum destaque em rádios como a RADAR (foi nomeada para Canção do Ano). A partir daqui estava lançada e em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo chamado Golden Era.
Associou-se à campanha Fashion Targets Breast Cancer, cedendo a sua música Choose Love para banda sonora. Foi também madrinha da campanha de criação de um Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.
Lights & Darks, o seu segundo álbum, foi lançado em 2010 e teve direito a uma reedição muito especial, um ano depois. Esta reedição tinha para além além do disco um DVD, Into Lights & Darks, com um documentário realizado por Rita Redshoes, a desvendar todo o processo criativo do disco, desconstruindo as canções, influências, abrindo as portas ao imaginário das suas músicas. Este DVD inclui também excertos do concerto na Aula Magna e alguns vídeos (incluindo o dueto com The Legendary Tiger Man em Fever).

foto de José Sena Goulão
Os sapatos vermelhos vêm do imaginário do Feiticeiro de Oz, algo ingénuo e sonhador e com o lado mais feminino e sexy e um bocadinho rock n’roll. No fundo alguém que age como uma mulher mas depois chora como uma menina.
A Rita é também a porta-voz da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.
Vai atuar em Lisboa no Teatro Municipal São Luiz a 8 de Março.

ritaredshoes.com

"As canções são fragmentos de mim, de coisas que eu penso sobre o amor, são influenciadas pelo que eu vejo, não tanto pela música, mas por imagens, por filmes. Tenho muitas imagens gravadas na minha cabeça e tudo isso me influencia".

06/02/2012

David Fonseca

Um homem, mil instrumentos e uma Polaroid.
O David nasceu em Leiria em 1973. Adora gatos, fotografia e andar de bicicleta.
Estudou cinema, vertente de Imagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e foi aluno da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Foi também fotógrafo de moda, chegando a participar em alguns catálogos.


Pertenceu ao grupo Silence 4 que, nos finais da década de noventa, se tornou um fenómeno da música portuguesa, arrecadando multi-platina em 2 anos. Desde aí não tem parado de nos surpreender. É autor, compositor, intérprete e performer completíssimo. Esgota auditórios por todo o país, ganha prémios, e leva a sua música além fronteiras.
Em 2003, já a solo, lançou o álbum Sing Me Something New, onde tocou praticamente todos os instrumentos. O primeiro single atingiu o número 1 do airplay nacional e o segundo foi escolhido como tema de campanha da Vodafone, catapultando uma digressão de grande sucesso por todo o país.
Em 2004 participou no projecto Humanos, dando voz a temas inéditos de António Variações ao lado de Manuela Azevedo e Camané. O sucesso do disco culminou em 3 espetáculos memoráveis nos Coliseus de Lisboa e Porto e uma atuação para 40.000 pessoas no festival Sudoeste.
Em 2005 o disco Our Hearts Will Beat As One foi disco de ouro logo após o seu lançamento e foi considerado pelos media como o melhor álbum pop do ano. Pela terceira vez foi nomeado para o MTV European Music Awards.
O álbum Dreams In Colour veio em 2007 e com ele o single Superstars e uma versão de Rocket man (de Elton John) - Esta versão teve direito a um vídeoclip gravado em take único e passado de trás para a frente.
Em 2008, David Fonseca foi eleito artista do mês na MTV e Artista do Ano pelos leitores da revista Blitz.
Between Waves, o seu 4º disco a solo (que compôs e escreveu na íntegra ) marcou o regresso à performance de praticamente todos os instrumentos. Este disco foi também editado em Itália, na Grécia e em Espanha.



Em 2011 os Premios de la Música y la Creación Independiente - Pop Eye distinguem David Fonseca como Artista Revelación Europeo.
Criou uma comunidade online com o nome Amazing Cats Club, baseado na sua label e estúdio The Castle of Amazing Cats com o intuito de agrupar os entusiastas da sua obra.
O David tem agora um novo projeto musical com o nome Seasons que terá a duração de um ano, ao longo do qual editará dois álbuns e várias canções através de vários formatos.
Propõe relatar a sua vida através de canções durante 12 meses, de Março deste ano até Março de 2013.
«A ideia: um ano de vivências e observações pessoais transformadas em canções, um retrato musical dos dias que marcaram esse trajecto numa espécie de calendário/diário musical»
Os dois discos saídos de Seasons chamam-se Rising e Falling e serão lançados a 21 de Março e a 21 de Setembro, respetivamente. O primeiro single, What Life Is For, está disponível a partir de hoje.

30/01/2012

Luísa Sobral

A Luísa nasceu em Lisboa em 1987.
Foi com uma guitarra que iniciou a empatia com os instrumentos. Foi com a guitarra que percebeu de onde vinham os acordes das músicas dos pais. Dos Beatles e de outros. E foi com tenra idade que se entregou às canções únicas que o jazz eternizou.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos e ficou em 3º lugar. Pouco tempo depois foi para os Estados Unidos em busca de formação musical e fez a licenciatura na Berklee College of Music. Passou por Boston e Nova Iorque, durante quatro anos que lhe permitiram descobrir a sua própria identidade musical.


Ainda antes de editar o seu primeiro registo discográfico a Luísa esteve nomeada para Best Jazz Artist nos Hollywood Music Awards de 2009, ganhou a Best Jazz Song nos Malibu Music Awards de 2008 e foi finalista em dois concursos de escrita de canções, a John Lennon Sonwriting Competition e a International Songwriting Competition.
“The Cherry On My Cake” é o seu primeiro álbum de originais, lançado em Março de 2011 e já atingiu o disco de ouro.
Aponta como influências Björk, Regina Spektor, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Elis Regina, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
A sua vivência e a relação com as pessoas inspiraram-na no processo de composição do seu disco de estreia, como o cinema francês, o frenesim de Nova Iorque e o afeto familiar de Lisboa.
É uma mistura da sonoridade das melodias dos anos 50 com sons que gosta de ouvir agora, como a harpa, por exemplo.
A Luísa é cantora, compositora, letrista e instrumentista.

luisasobral.com
Se quiser ver a Luísa ao vivo e a cores, aqui ficam as datas dos próximos concertos:
17 de Fevereiro - Seia Jazz & Blues 2012 (Seia)
18 de Fevereiro - Theatro Circo (Braga)
8 de Março - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
13 de Abril - Casa da Música (Porto)
14 de Abril - CCB (Lisboa)



26/01/2012

galeria entrevista Inês Vicente

Quinta-feira também é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Inês Vicente.


A Inês nasceu em Lisboa em 1978. E é em Lisboa que vive.
Divide o seu tempo entre a arquitetura e a música.
É licenciada em Arquitetura e com dois amigos da faculdade abriu o atelier DATA, onde trabalha a tempo (quase) inteiro.
A música esteve sempre presente na sua vida. Começou com bandas de garagem com amigos do liceu, tocava guitarra e chegou a cantar. Depois, trocou a guitarra pelo baixo e foi membro dos You Should Go Ahead - banda portuguesa que gravou dois álbuns, foram finalistas do TMN Garage Sessions, tocaram no Festival Sudoeste e no Lisboa Soundz, participaram no maior festival de música do mundo, South By Southwest 2007 nos Estados Unidos e foram convidados a tocar no main stage do Festival Creamfields. Ainda arrecadaram o prémio de Melhor Vídeo de Ficção no VIMUS 2007 - Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa do Varzim. Em 2009 anunciaram o fim da banda.
A Inês continuou na música e fundou os Lissabon, banda portuguesa de quatro elementos que lançou um EP em 2011 e faz parte da banda sonora da série Morangos com Açúcar.
Mais sobre a Inês? É incapaz de dizer não a uma criança, não se dá bem com cogumelos e gosta de pizzas com ingredientes pouco habituais.

atelierdata.com
lissabonmusic.com
myspace.com/lissabonmusic


Como é que gere estas duas profissões?
R: Tanto a arquitetura como a música funcionam muito por ciclos que felizmente são manipuláveis de forma a que não colidam. Há alturas de aperto em que dou prioridade a uma das áreas, mas de maneira geral convivem pacificamente. Tenho a felicidade de ter a meu lado, tanto na arquitetura como na música, pessoas que percebem a importância desta conjugação e também elas ajudam a tornar possível a convivência.

Quando os You Should Go Ahead acabaram, equacionou deixar a música?
R: Quando me convidaram para fazer parte dos You Ahould Go Ahead, para tocar baixo (que na altura era coisa que nunca tinha feito), tinha tomado essa decisão, depois de terminar uma outra banda. A verdade é que sentia tanto a falta de tocar que, mesmo sendo um outro instrumento, me atirei de cabeça. Depois dos You Should Go Ahead a história repetiu-se… bastou um sms para voltar a pegar no baixo e fazer barulho!

YSGA
Quem assiste aos vossos concertos não é propriamente quem assiste à série Morangos com Açúcar. Ficaram surpreendidos com o convite?
R: Não diria surpreendidos, mas apreensivos. Há sempre o eterno complexo dos “vendidos”. A verdade é que fazemos a música que queremos, se a querem aproveitar para coisas que não imaginávamos, melhor! Não alterámos em nada a nossa postura, a diferença é que temos neste momento um público mais abrangente. A surpresa veio em perceber que quem assiste à série não é apenas o público que imaginávamos…

Sentem que cativaram um público novo com este destaque televisivo?
R: Ainda estamos muito no início, o nosso primeiro álbum está prestes a ser editado, só aí vamos perceber verdadeiramente. Nos concertos que temos feito temos vindo a perceber que há pessoas que já conhecem as músicas da série, e algumas que conhecem outras porque ouviram a música na série e foram procurar mais, e isso é bom. Como os Lissabon têm ainda pouco tempo de existência é complicado dizer se é um público novo, não temos termo de comparação.

Lissabon
É muito difícil viver da música em Portugal. Mas se fosse possível, dedicava-se a tempo inteiro?
R: Se esta pergunta me tivesse sido feita há uns anos atrás a resposta seria definitivamente um sim, hoje a resposta é bem diferente, um redondo não! É ótimo viver na esquizofrenia da arquitetura e da música. São áreas que se tocam em muitas ocasiões e dou por mim muitas vezes a aplicar os conceitos de uma delas na outra. Teria muito a perder se tivesse abdicado de uma delas.

Que música ouve atualmente?
R: Tento ir atualizando a playlist com coisas novas mas continua a saber-me muito bem ouvir alguns discos que se tornaram clássicos da banda sonora da minha vida. Coisas relativamente recentes: Metronomy, M83, We Have Band.


A arquitetura em Portugal vai no bom caminho?
R: Mais a arquitetura portuguesa que a arquitetura em Portugal, mas sim, num excelente caminho! É muito gratificante perceber o reconhecimento que tem sido dado à arquitetura portuguesa. Não me refiro apenas às grandes estrelas, mas a uma nova geração de arquitetos / ateliers que, com uma estrutura bastante mais modesta, conseguem competir internacionalmente com grande sucesso.

E a música?
R: A música… o fado parece que está! A música em Portugal parece estar a marinar… ainda não encontrou o seu espaço neste novo molde, mais tecnológico, menos físico.

Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho pois! Entre a arquitetura e a música há sempre coisas a acontecer. Já em Fevereiro / Março queremos lançar o primeiro álbum de Lissabon. Na arquitetura é um pouco mais difícil descrever os projetos, mas estão em ebulição!



Para além da música a da arquitetura, o que mais gosta de fazer?
R: De estar com os amigos e família, tantas vezes sacrificados pelo excesso de atividades que tenho em mãos, de me tornar outra vez criança e brincar com os meus sobrinhos, e quando posso, gosto de não fazer nada!

E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Cozinhar é definitivamente uma coisa para a qual não fui talhada e da qual não retiro qualquer prazer.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: As minhas grandes referências são pessoais, pessoas anónimas para a maioria, como os meus pais. Vou fazer batota (posso?) e apontar uma pessoa coletiva: os voluntários. Acho que são pessoas que fazem efetivamente este mundo um pouco melhor, com uma generosidade e dedicação extremas. Saber que há pessoas que depois de um dia de trabalho, em vez de irem para casa descansar, dão o seu tempo a causas nobres… dá que pensar… porque é que eu não faço isso?