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05/07/2012

O que me faz feliz

O que me faz feliz é um livro novo, que eu ilustrei e a Joana Cabral escreveu.

Este livro é um inventário das coisas simples que nos fazem sorrir no dia-a-dia. Narrado por uma criança, usando frases curtas e ilustrações coloridas, celebram-se os dias de sol, os amigos, os bons livros, o recreio, as ondas, os sonhos e muitos outros momentos. Mas este livro é igualmente um convite a que, algures no nosso quotidiano, cada um de nós descubra e celebre o que nos faz feliz.


Chega às livrarias amanhã e sábado há festa de lançamento no Museu Nacional do Teatro.
Venham todos e tragam os filhos, sobrinhos e vizinhos! Vamos ter lanche e atividades para os mais novos. A entrada é livre, claro.
Aqui fica o convite :)

30/03/2012

galeria apresenta Dia Nacional dos Centros Históricos

Todas as sextas-feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, projeto, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!

Hoje, apresentamos o Dia Nacional dos Centros Históricos.

A convite da Câmara Municipal do Porto, várias entidades sediadas no Centro Histórico vão abrir as suas portas e promover um conjunto concertado de atividades no próximo dia 31 de março (amanhã). A maior parte das atividades são gratuitas, outras têm um custo reduzido: são visitas guiadas a monumentos, circuitos pelas ruas históricas, passeios de barco pelo Rio Douro, passeios de segway, feiras, exposições, workshops, filmes para os mais novos, oficinas pedagógicas e outras atividades que são um convite irrecusável.

Consulte o programa e passe o sábado no Centro Histórico.


O Porto celebra desde 2008 o Dia Nacional dos Centros Históricos, aderindo assim às comemorações oficiais promovidas pela Associação Nacional de Municípios com Centro Histórico de 28 de Março, data do nascimento do seu patrono, Alexandre Herculano.

22/03/2012

Lourdes Castro

Nasceu no Funchal em 1930. Veio para Lisboa com 20 anos para frequentar o curso de pintura na ESBAL. Passou por Munique e Berlim mas fixou-se em Paris até 1983, ano em que regressou à Madeira, onde reside.


Em Paris fez parte dos fundadores do KWY que juntava um grupo de artistas emigrantes de diversos países, editaram 12 números da revista com o mesmo nome.
Reinava a Pop Inglesa, Novos Realismos e culto dos objetos. Lourdes Castro encontrou assim o meio ideal para prosseguir as suas experiências fora da pintura.



Dedicou a sua atividade artística a uma pesquisa constante em torno da sombra. No início da década de 1960 colecionava objetos do quotidiano como caixas, caricas, colheres, conchas da sopa e pintava tudo com tinta prateada, de alumínio. Depois começou a pintar só os contornos das peças e cada vez mais foi ficando
só a sombra.

“Ninguém liga às sombras, são de deitar fora, sempre gostei das coisas sem importância. Escolhemos consoante o nosso feitio. Tudo é impermanente e não há um igual ao outro. É preciso dar-se conta das coisas para não repetir”.



Começa também a introduzir a cor no seu trabalho, uma cor uniforme - o vermelho, o azul ou o verde, por exemplo. Estas pesquisas sobre sombras e contornos passam da serigrafia à tela e do plexiglass ao pano, que recorta manualmente e joga com várias placas para atingir o jogo de sombras. As sombras deram origem a lençois bordados e algumas tapeçarias a cargo da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. Foram também adquiririndo novas formas, sombras projetadas e contornos, passando pelo “Grande Herbário das Sombras” ou pelos seus conhecidos “Álbuns de Família”.
Na segunda metade da década de 1970 produz, primeiro com René Bertholo, depois com Manuel Zimbro, um Teatro de Sombras onde junta cenas do quotidiano a outras situações onde o maravilhoso e o fantástico se revelam.




Fez inúmeras exposições e a sua obra encontra-se em diversas coleções públicas e privadas em Londres, Havana, Belgrado, Varsóvia, Lisboa e Porto e muitos outros sítios.
Em 2000, representou Portugal na XVIII Bienal de São Paulo. O seu trabalho tem sido distinguido com muitos prémios como O CELPA/Vieira da Silva, Grande Prémio EDP ou prémios da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), em parceria com o Ministério da Cultura.
Quem a conhece admira a sua atitude perante a vida, o seu despojamento das coisas materiais, o proporcionar felicidade aos outros com pequenos gestos e o seu contacto com a natureza.

15/02/2012

Pedro Gadanho

Nasceu na Covilhã, em 1968. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. É mestre em Arte e Arquitetura pelo Kent Institut of Arts and Design em Inglaterra e tem dividido a sua atividade entre a docência e a profissão de arquiteto, mas também a de curador, crítico, investigador e editor. Neste domínio, é responsável pela série Beyond, Short-Stories on the Post-Contemporary, em Amesterdão, e pelo blogue ShrapnelContemporary. Para além disso, colabora com regularidade em diversas publicações internacionais e publicou o livro Arquitectura em Público (Dafne), que fixa a sua tese de doutoramento na FAUP, um estudo sobre 15 anos de atenção mediática sobre a arquitetura nas páginas do jornal Público e em outros meios de comunicação.


Cedo percebeu que valia a pena diversificar a atividade. Contornando a ideia do atelier profissional que anda à procura de clientes e tenta conseguir encomendas para fazer obra.
Numa época em que há pouco trabalho para os arquitetos, Pedro Gadanho encoraja os novos profissionais a encarar a arquitetura como um campo aberto: "As qualidades que o arquiteto aprende na formação expandem-se a imensas possibilidades. Tem a ver com o domínio do espaço e da informação, o que tem aplicação em muitas áreas além da construção de edifícios."


Pedro Gadanho foi escolhido num concurso internacional lançado pelo MoMA e é agora o curador de Arquitetura Contemporânea no Departamento de Arquitetura e Design do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Está a dirigir, desde janeiro, o setor das exposições e aquisições, e ainda o dos Jovens Arquitetos. O objetivo deste programa é mostrar os arquitetos emergentes e ir construindo retratos recentes da realidade da arquitetura em diferentes localizações.
“Comecei por enviar o meu currículo, mas, no início, a minha expectativa de vir a ser escolhido era zero”. Pedro Gadanho vê a sua escolha para o MoMA como “o corolário de uma carreira de freelancer em áreas inovadoras no domínio da arquitetura, que têm crescido muito nos últimos anos”.

shrapnelcontemporary.wordpress.com

04/01/2012

Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro nasceu em 1935 em Sacavém. Foi paquete e empregado de escritório na antiga Fábrica da Loiça e foi lá que aprendeu a fotografar. Captava imagens dos operários, à saída da fábrica, com uma máquina de plástico emprestada pelo irmão, que ainda guarda de recordação. Tentava registar os rostos, os olhares e as expressões de toda essa miséria social.

foto de pedro soares
 O “Diário de Notícias” publicou a sua primeira fotografia quando tinha apenas 12 anos.
Foi sempre um autodidata. Desde cedo conseguiu registar os momentos certos, nas alturas certas, com evidente qualidade. Marcou a diferença e rompeu com o socialmente instituído. Alcançou reconhecimento nacional e internacional.
Já recebeu mais de 300 prémios em todo o mundo. O primeiro foi num concurso do Sindicato dos Empregados de Escritório do Distrito de Lisboa, em 1955.


Iniciou-se no fotojornalismo numa revista de Vila Franca de Xira, depois foi trabalhar para o “Diário Ilustrado”. Passou pelas publicações “O Século Ilustrado”, “Eva”, “Almanaque” e “Match Magazine”. Foi editor da revista “Sábado” e colaborou com a delegação portuguesa da Associated Press e a Companhia Nacional de Bailado. Foi fotógrafo oficial, pela Presidência da República durante os mandatos do general Ramalho Eanes. Sobre isso diz que “Era um trabalho de bate chapas" mas necessário do ponto de vista financeiro.
Foi ele que deu a conhecer ao mundo os acontecimentos dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique. A registar momentos marcantes da Revolução de 25 de Abril, como aquele em que, na sede da PIDE, um soldado retira a fotografia de Salazar.


Eduardo Gageiro já fotografou em todo o mundo. Timor e Cuba tiveram um significado especial. Foi recebido por Fidel Castro e fotografou sem grandes restrições.
A arte de fotografar será sempre a paixão da sua vida.



Até 7 de Janeiro estará presente no Museu Casa da Luz no Funchal uma exposição sua "Lisboa, as pessoas, o seu olhar e a sua Alma".

12/12/2011

Paula Rego

Paula Rego nasceu em Lisboa, em 1935. Vem de uma família republicana e liberal, com ligações às culturas inglesa e francesa. Iniciou os seus estudos no Colégio Integrado Monte Maior e depois no St. Julian's School em Carcavelos, onde os professores cedo lhe reconheceram o talento para a pintura. O pai incentivou o seu desenvolvimento artístico. Partiu para Londres, onde estudou na Slade School of Fine Art, com apenas 17 anos. Foi lá que conheceu o pintor Victor Willing, com quem se casou e teve três filhos.
Viveu uns anos na Ericeira mas numa ida a Londres conheceu o pintor Jean Dubuffet e com ele as ruturas. Seguem-se uma série de obras de rompimento, que ainda hoje são consideradas, por alguma crítica mais conservadora, o seu período de ouro. Recorrem a colagens e ao uso de materiais diversos.
Ao longo da década de 60 dividiu o seu tempo entre Portugal e Londres. Assinou exposições coletivas em Inglaterra e entusiasmou a crítica ao expôr individualmente na Galeria de Arte Moderna da Escola de Belas-Artes de Lisboa.


A casa de família na Ericeira figurou em muita da sua produção artística, como diversas memórias e traços de um imaginário evocativo de uma certa "cultura portuguesa", associada à sua infância. Muitas das suas obras contam também com referências explícitas ou implícitas ao seu marido. Especialmente alguns trabalhos dos anos 80, durante a fase terminal da esclerose múltipla que acabou por vitimá-lo.
Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres simbólicas. Impõe a sua consciência cívica em Aborto numa crítica ao resultado do primeiro referendo realizado em Portugal em 1997.


Inaugura a 18 de Setembro de 2009, a Casa das Histórias Paula Rego, com o intuito de acolher e promover a divulgação e estudo da sua obra.
O seu trabalho foi reconhecido bastante cedo mas foi sobretudo aos 50 anos de idade que se tornou um nome incontornável, não só no panorama artístico português ou inglês, mas também no plano internacional. Paula Rego, com uma criação artística usualmente definida como Arte bruta, foi inúmeras vezes convidada a produzir obras para galerias e exposições específicas, tornando-se a primeira Artista Associada da National Gallery, em Londres. Com um imaginário prodigioso, explora técnicas e linguagens diversas, apresentando uma coerência surpreendente. Conta com inúmeras exposições individuais e retrospetivas em museus e galerias de renome, e com inúmeros prémios e distinções como o Prémio Celpa/Vieira da Silva de Consagração e o Grande Prémio Soquil. Em Junho de 2010 recebeu da Rainha Isabel II a Ordem do Império Britânico com o grau Dama Oficial, pela sua contribuição para as artes. Em 2011 recebeu o Doutoramento Honoris Causa da Universidade de Lisboa.


Atualmente, trabalha e reside em Londres, sendo representada pela Marlborough Fine Arts.
Paula Rego é a pintora portuguesa mais aclamada a nível internacional, considerada um dos quatro maiores pintores vivos em Inglaterra.
Diz que "Pintar é (um ato) prático mas também mágico. Estar no meu estúdio é como estar dentro do meu próprio teatro”.

www.casadashistoriaspaularego.com

imagens daqui, daqui e daqui