20/12/2011

galeria entrevista Mami Pereira

Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Mami Pereira.


O nome Mami vem de Maria Miguel. Tirou Comunicação Cultural e é mestre em História de Arte.
Gosta de escrever com ironia e de tirar fotografias. Diz que qualquer dia vai ser escritora-viajante.
Perde-se com M&Ms amarelos, livros do Boris Vian, coreografias do Nijinsky, músicas do Stravinsky, filmes do Wong Kar Wai e Carne de Porco à Alentejana.
Quando era pequena queria ser bailarina, arqueóloga ou caixa de supermercado. Mas é jornalista, blogger e fotógrafa.
Já foi editora da Lecool e da Found, escreve para os Guias Lisboa ConVida, assina os clips de Lifestyle da Compal no canal Fox Life e dedica-se agora a desenvolver um projeto inspirador chamado A Arqueologista – pessoa apaixonada por lojas antigas que se dedica à caça, descoberta e catalogação dos achados do comércio tradicional.

www.arqueolojista.com


Tenho que perguntar: Porquê Mami? Não gosta de Maria?
R: Ora, porque é que chamamos “Rossio” à praça D.Pedro IV? Terreiro do Paço à Praça do Comércio? Rua do Ouro à Rua Áurea? Mami à Maria Miguel? Há lá coisas que pegam.

Vem de Comunicação Cultural e História de Arte. Qual era a ideia inicial para a sua carreira?
R: “Eu vim de ciências”, como dizia o Darwin, e queria ser astrofísica… já ostentava alguma miopia e o resto era uma questão de tempo mas o destino levou-me para comunicação, neste caso, a negativa a geometria descritiva…. Depois de acabar o curso apaixonei-me pela Historia de Arte e fui fazer um mestrado (os avós gostam mais de netos com mestrados)... Um dia vou ser professora à Clube dos Poetas Mortos. Juro.

Como é que surgiu A Arqueologista, e como é que tem corrido esta experiência?
R: Devia estar a beber o meu galãozinho numa pastelaria lisboeta quando “inventei” o nome. Achei de estalo. Juntei isso à vontade de cronicar o castiço, ao namorico com a fotografia, à mania de meter conversa com gente sénior e bonacheirona e a lâmpada imaginária da ideia acendeu! 
A concretização tem sido melhor que alheira com ovo a cavalo. Tanto pelos tesouros descobertos, como pelos lojistas que tenho a sorte de conhecer e pelos leitores que me mandam palmadinhas-nas-costas por email. É mimo por todo o lado!



Faz compras nos sítios que apresenta?
R: Sim. A experiência da compra é única. É prefaciada com muitos “ó menina”. É uma coisa ritualista, o balcão é quase altar. Trocam-se dizeres e memórias, somos batizados de fregueses, somos sempre bem tratados. Apetece voltar. Fazer-se muito lá de casa. 

Diz que adora andar de transportes públicos. Porquê?
R: É um fenómeno estranho mas feliz. É o único sítio em que consigo entrar em estado Zen. Aquilo não vai andar mais depressa por telepatia e sabemos exatamente onde vai dar por isso podemos relaxar e deixar-nos ir. É bom para treinar a gestão se stress. É óptimo para assistir à vida ao vivo, ler, escrever, tirar fotos, ouvir música. Toda uma experiencia subestimada.

Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Claro. Ela lembra-se do que os meus olhos se esquecem. Um dia sem máquina é um dia perdido.



Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: É tudo segundo o Borda d’Água. Se está Sol, pego na máquina e saio de casa, se está chuva como chocolates e vejo comédias dos anos 80, se for Janeiro semeio a fava, a ervilha e o rabanete, se for Junho faço anos, se for Setembro colho as amêndoas… O resto acontece por si…

Tem projetos para um futuro próximo?
R: Vou descobrir a América do Sul e quando voltar quero começar a dinamizar A Arqueolojista. Quem sabe um guia castiço, umas visitas guiadas, uns cabazes capazes de pôr aqui os rapazes a comprar o que é nosso... vamos ver.

Para além de escrever e fotografar, o que mais gosta de fazer?
R: Sou moça simples, gosto de dormir, de comer e de ouvir música (tudo em excesso). Também gosto de conversa. E lanches. O lanche é a avó das refeições, é uma coisa formidável.


E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Sair da cama. Custa-me sempre. Ainda que o faça às 11h da manhã. É aquele choque do nascimento renovado diariamente.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Ainda pensei em escolher o poeta Bulhão Pato só por causa das amêijoas. Mas quem leva a taça hoje é o Eduardo Gageiro, incrível fotógrafo do que é nosso. Se alguma vez quiser uma aprendiza, cozinho-lhe amêijoas todos os dias.

3 comentários:

  1. parabens pelo Bloog...pena nao ter uma pitadinha de poesia! :)....oxala a sugestão seja o iniciar de um poeminha aqui e ali...como as fotos...aqui e ali!
    e....continue!
    saravah

    Pedro Luis Cardoso

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  2. Que surpresa tão Agradável ...numa busca intensa da minha parte em conhecimento de artistas e ilustradores, seguindo um rasto muito saúdavel ao arquiteto/ilustrador Paulo Galindo, aparece na listagem o nome Mami Pereira.
    Curiosa foi espreitar ...e é mesmo a menina Fotografa : )). Fico feliz porque nos dias que vivemos, se entrevistar e valorizar o trabalho desde "Grandes Artistas Culturais".
    Mami se me permites...na Cidade do Barreiro, existe a Drogaria do Senhor Gaspar...Um sitio giro e interessante para fotografar : )).

    Muitos parabéns Mami : )

    Joana Ferreira

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