08/01/2012

Resumo da semana :: 7

Domingo é dia de resumo. Esta semana, a galeria portuguesa falou sobre Nuno Lopes, Eduardo Gageiro e Ana Free.
Entrevistou a Joana Nogueira. E apresentou a ADORO.

Aproveite para ver ou rever.

06/01/2012

galeria apresenta ADORO

Todas as sextas-feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, projeto, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!

Hoje, apresentamos a ADORO.



A Carla, a Sofia e a Sabrina conheceram-se na faculdade quando estudavam Design. Anos depois, queixavam-se da vida profissional, lamentavam os trabalhos precários e instáveis quando perceberam que podiam fazer a diferença e tinham o que é preciso: talento e vontade.



Assim, criaram a ADORO. Em inglês fariam "party planning, styling & life photo". Em português fazem exatamente o mesmo. Idealizam, concretizam e registam dias felizes.





Os serviços da ADORO são para toda a gente: “Adoramos grávidas e grávidos, bebés que são a riqueza da avó, meninos e meninas, famílias XL e XS, amigos de duas e quatro patas, namorados enamorados, noivos e almas gémeas, seniores enxutos, divorciados animados, aniversariantes e anfitriões foliões, convívios no geral e festejos em particular”.
E são anti-repetição: "Porque cada pessoa e cada festa/celebração têm diferentes requisitos que resultam em diferentes soluções e personalizadas".


adoro.com.pt
facebook

05/01/2012

Ana Free

Chama-se Ana Gomes Ferreira e nasceu em 1987. Cresceu em Cascais e estudou na St. Julian's School, altura em que tinha uma banda chamada Audacity, juntamente com outro fenómeno do YouTube, a sua amiga Mia Rose.
Nunca teve formação musical, aos oito anos o pai ensinou-lhe os primeiros acordes na guitarra do irmão e foi praticando. Pouco tempo depois já compunha músicas com letras e melodias bem definidas. Inspira-se em experiências próprias e em pessoas que fazem ou já fizeram parte da sua vida.


Foi com 18 anos para Londres fazer o curso de Economia na University of Kent. Apresentou-se ao mundo através do YouTube, em Janeiro de 2007. De forma descontraída e sem noção do impacto que viria a ter, fez o upload de um vídeo onde cantava uma música da Sheryl Crow "Strong Enough To Be My Man".


Seguiram-se muitos outros vídeos e multiplicaram-se os seguidores. O seu sucesso foi tal que rapidamente alcançou 30 milhões de visualizações e uma legião de mais de 80 mil subscritores no YouTube. Isto, sem qualquer disco editado, sem concertos realizados, sem apoio do circuito comercial e nenhum trabalho de marketing ou publicidade.
Enquanto gravava estes vídeos continuou a licenciatura em Economia, que acabou em 2008. Nesse ano editou o single "In My Place" que foi um sucesso na rádio, saltou para o primeiro lugar do top iTunes Portugal e foi aproveitado para publicidade televisiva da Zon.


Gravou outros singles e um EP "Radian" que estreou em concertos esgotados em Miami e Nova Iorque. Abriu concertos em festivais e grandes salas de espetáculos para artistas como Shakira, Colbie Caillat, James Morrison, Joe Brooks e cantou para 15 mil pessoas na American Airlines Arena, em Miami. Também deu voz à música do filme da Disney "Sininho", na versão portuguesa.
Prepara-se para lançar, em 2012, o seu álbum de estreia.

fotos daqui e daqui
Adora desporto. Quando era adolescente praticou futebol, vólei e ténis.
Gosta de seguir as notícias e é viciada em aprender. Um dia, gostava de criar uma organização para ajudar crianças e famílias desfavorecidas, para que todos possam ter as mesmas oportunidades e acesso a uma boa educação.

youtube.com/user/anafree
anafreemusic.com

04/01/2012

Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro nasceu em 1935 em Sacavém. Foi paquete e empregado de escritório na antiga Fábrica da Loiça e foi lá que aprendeu a fotografar. Captava imagens dos operários, à saída da fábrica, com uma máquina de plástico emprestada pelo irmão, que ainda guarda de recordação. Tentava registar os rostos, os olhares e as expressões de toda essa miséria social.

foto de pedro soares
 O “Diário de Notícias” publicou a sua primeira fotografia quando tinha apenas 12 anos.
Foi sempre um autodidata. Desde cedo conseguiu registar os momentos certos, nas alturas certas, com evidente qualidade. Marcou a diferença e rompeu com o socialmente instituído. Alcançou reconhecimento nacional e internacional.
Já recebeu mais de 300 prémios em todo o mundo. O primeiro foi num concurso do Sindicato dos Empregados de Escritório do Distrito de Lisboa, em 1955.


Iniciou-se no fotojornalismo numa revista de Vila Franca de Xira, depois foi trabalhar para o “Diário Ilustrado”. Passou pelas publicações “O Século Ilustrado”, “Eva”, “Almanaque” e “Match Magazine”. Foi editor da revista “Sábado” e colaborou com a delegação portuguesa da Associated Press e a Companhia Nacional de Bailado. Foi fotógrafo oficial, pela Presidência da República durante os mandatos do general Ramalho Eanes. Sobre isso diz que “Era um trabalho de bate chapas" mas necessário do ponto de vista financeiro.
Foi ele que deu a conhecer ao mundo os acontecimentos dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique. A registar momentos marcantes da Revolução de 25 de Abril, como aquele em que, na sede da PIDE, um soldado retira a fotografia de Salazar.


Eduardo Gageiro já fotografou em todo o mundo. Timor e Cuba tiveram um significado especial. Foi recebido por Fidel Castro e fotografou sem grandes restrições.
A arte de fotografar será sempre a paixão da sua vida.



Até 7 de Janeiro estará presente no Museu Casa da Luz no Funchal uma exposição sua "Lisboa, as pessoas, o seu olhar e a sua Alma".

03/01/2012

galeria entrevista Joana Nogueira

Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Joana Nogueira.

A galeria portuguesa lançou o desafio (Eu devia estar aqui) e a Joana aproveitou. Enviou um e-mail e apresentou o seu trabalho. Parabéns!


A Joana tem 22 anos e é licenciada em Artes Plásticas pela ESAD das Caldas da Rainha, onde percorreu várias áreas como a gravura, a pintura e a fotografia.
Quando terminou o curso deu aulas durante 2 anos, em simultâneo desenvolveu um projeto chamado The Punpis Family. Uma família de monstros amistosos, personagens que criou e que surgiram por brincadeira, no Natal de 2009, quando fazia um presente para o namorado. Depois foram surgindo novas ideias, novas personagens, o nome da família e várias notas escritas com pequenos detalhes sobre cada um deles. O projeto passa, entre outras coisas, por telas, acessórios de moda, objetos de decoração, apontamentos para livros e ilustrações de histórias.

joananogueira.carbonmade.com
filterfoundry.com/Joananogueira


The Punpis Family é uma família de monstros. Fale-nos um pouco sobre esta família.
Esta família nasceu de uma brincadeira... mas a brincadeira foi crescendo e dando origem a outras criaturas. Comecei apenas por desenhos e apontamentos, depois passei a utilizá-las na pintura, talvez porque era a técnica mais familiar que trouxe das artes plásticas. Mas neste momento ultrapassaram a barreira da pintura, e as personagens cresceram noutros sentidos: objectos de decoração, acessórios...


Deu aulas durante dois anos. Os seus alunos conheceram o seu projeto? Como reagiram?
Sim! Os meus alunos do secundário conheciam o projeto e acompanhavam no facebook... Quando eu publicava algo de novo que tinha feito, algumas alunas no dia seguinte... pediam para ensinar a fazer: «Stora, eu gosto é daqueles bonecos que a stora faz! Podia-nos ensinar!!»

As crianças gostam destes monstros?
Os Punpis surgiram sem pensar num publico específico, mas à medida que o tempo passa e que as personagens são divulgadas e comercializadas reparo que há peças mais específicas para as crianças. Os pais gostam de lhes oferecer... e elas parecem gostar muito de as receber!


Onde estão à venda?
Neste momento estão à venda em várias lojas de peças de autor em Portugal - Porto, Póvoa do Varzim, Coimbra, Lisboa e Vilamoura - e em Espanha - Barcelona.
E claro... através da internet: no facebook as pessoas entram directamente em contacto comigo e compram as peças disponíveis ou encomendam algo em especial... mas também estão divulgados em dois sites: joananogueira.carbonmade.com e em filterfoundry.com/Joananogueira.
Muito recentemente criei um site de vendas pelas internet, mas que ainda se encontra em construção...
Aproveito para divulgar também, que neste momento estão à venda na Praia de Moledo (Viana do Castelo), numa exposição que está patente até ao final do mês de Dezembro. Sei que para a maioria não é possível visitar, mas deixo a sugestão para aqueles/as que o conseguirem fazer.

E quem é que os costuma comprar?
Posso dizer que tanto uma miúda da minha idade os compra como um senhor reformado.
Não compram os dois a mesma peça: a ''miúda'' compra um colar e o ''senhor reformado'' compra um candeeiro.
E é essa diversidade de peças que procuro fazer para que ninguém se sinta discriminado :)


Que sonhos tem para esta família de monstros?
Tenho muitas ideias para por em prática... mas sonho seria vê-los em stopmotion! ... algo que irei fazer quando disser ''É Hoje!''

Pensa em voltar a dar aulas?
Estive dois anos a dar aulas... e gostei da experiência! Este ano não se proporcionou e dedico-me a tempo inteiro aos Punpis, mas não digo que não voltarei para uma escola.

Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
Penso que quando conciliava este trabalho com as aulas conseguia ser mais organizada... uma vez que o tempo que tinha para me dedicar a eles era escasso. Hoje em dia programo dia-a-dia, o que vou fazer amanhã e depois de amanhã e depois e depois... a verdade é que há sempre algo que ficou de ontem para hoje, e amanhã penso em algo novo para fazer que toma o lugar daquilo que já estava destinado...


Tem projetos para um futuro próximo?
Tenho projetos... Continuar a trabalhar estas personagens e levá-las mais além: ilustrar contos, transformá-las em mascotes, passar para a animação...
Um outro projeto é de fazer uma (longa) pausa, pegar na mochila e na máquina fotográfica, e viajar pelo mundo sem pressas. Tenho muita vontade de conhecer dois pontos opostos: a Índia e a América do Sul. 

Para além das artes plásticas, o que mais gosta de fazer?
Adoro fotografia! Sou capaz acordar e entrar num laboratório de fotografia... ficar por ali ''às escuras''... e quando dou conta, o dia também escureceu.
Gosto muito de fotografia analógica, embora ultimamente utilize mais a minha câmara digital. A verdade é que os custos não se comparam, e desde que voltei para Moledo ainda não encontrei um laboratório de fotografia onde possa trabalhar. Se por acaso alguém souber ou tiver um local disponível eu estou completamente interessada!
E depois gosto daqueles momentos que toda a gente gosta: ir a praia e brincar com o cão, passear ao fim da tarde, ver um filme debaixo dos lençóis a comer pipocas...

E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
A parte mais difícil do meu dia é mesmo o início. Eu adoro dormir!

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
Na verdade inspiro-me em lugares que visito ao acaso, em pessoas que encontro na rua... É assim que as minhas ideias vão surgindo.

02/01/2012

Nuno Lopes

O Nuno nasceu em Lisboa em 1978. Quando era miúdo queria ser cinematógrafo marítimo ao estilo
Jacques Cousteau mas desistiu da ideia quando viu “um documentário sobre os biólogos marinhos portugueses que estavam a limpar os esgotos no Tejo”.


Um dia foi assistir a um sarau onde a irmã dançava, na Junta de Freguesia de Benfica, e viu o António Feio
a apresentar uma peça com uns miúdos e achou que era capaz de fazer aquilo. Tinha treze anos e algumas influências dos programas do Herman. Era muito tímido, fazia umas brincadeiras em família, porque não tinha coragem de fazer isso fora. Entrou para o curso do António Feio, que foi fundamental no seu percurso. Depois, formou-se na Escola superior de Teatro e Cinema e frequentou a Master Class da École des Maîtres. Teve também formação de esgrima artística, dança e música.


No teatro representou textos de autores de renome e trabalhou com atores e encenadores consagrados.
No cinema destaca-se a sua participação em "Alice" de Marco Martins, "Quaresma e Peixe Lua" de José
Álvaro Morais, "António, Um Rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo e "Goodnight Irene" de Paolo
Marinou-Blanco. Recentemente fez "Sangue do meu sangue" de João Canijo, filme português que estreou em Outubro de 2011 e foi premiado no Festival de Cinema de San Sebastián.
Em televisão, a primeira experiência foi no "Programa da Maria" que depois o levou ao Herman José. Foi
catapultado para o Brasil onde gravou uma novela e esteve seis anos afastado. Regressou à televisão com a série "Os Contemporâneos", de onde saiu a personagem O Chato e a sua frase ‘Vai mas é trabalhar’.
Em 2006 recebeu o Globo de Ouro para Melhor Ator em cinema com o filme "Alice", assim como o prémio
de Melhor Ator no Festival de Cinema Luso-Brasileiro e o prémio de Shooting Star no Festival de Cinema
de Berlim. Em 2009 recebeu outro Globo de Ouro com o filme "Goodnight Irene" e entregou-o a António Feio.
Sempre quis fazer de António Variações e ter um projeto seu para passar para o outro lado, a encenar ou
realizar.
fotos daqui e daqui
A carreira como Dj começou em 2006, em nome próprio ou pela dupla Tha Lovely Bastards (dupla que
mantém com Mad.Mac). Trabalha com regularidade em vários clubes por todo o país e em algumas cidades europeias.
Tirando os momentos em que está a estudar ou a ver filmes até às tantas, raramente se fecha em casa. Gosta de andar de bicicleta e de se sentar numa esplanada a ver passar pessoas.