10/04/2012

galeria entrevista Mariana, a Miserável

Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Mariana, a Miserável.


Mariana, a Miserável, porque é mais fixe que Mariana Santos e porque é uma azarada! Na verdade, o nome vem de uma fanzine que fez há uns anos e decidiu adotá-lo.
Não gosta de biografias mas vale a pena ler a que tem no seu blogue:
Quando era pequena queria ser florista, mas cedo tomou a liberdade de seguir uma vida de "miséria, fossa e rock 'n' roll". Tem feito parte de bizarros triângulos amorosos e de coisas ainda mais quadradas, e quando não acha que é deus, ... acredita que este é um senhor divorciado que não ouve bem. A um passo da queda e a outro do casamento por conveniência, vendeu o seu coração numa loja de souvenirs para pagar a conta da água.
Um dia (talvez uma noite), descobriu que gostava de desenhar coisas estranhas – de desconstruir o mundo para construir outros, não necessariamente melhores, mas que aos seus olhos fizessem mais sentido.
Na origem de tudo o que faz está uma grande compota de estórias de si própria vista à lupa, da vizinha do lado, de gente má como as cobras, de flores que não se cheiram, de amor, de desamor, de despedidas, de bizarrias, de desassossegos, de animais raros ou inexistentes, de finais infelizes ou de finais apenas, de cárdio citologias (seja lá isso o que for) e de homens feios, porcos e maus.
Depois, sentindo que devia partilhar as suas intimidades gráficas com alguém para além da mãe, de opinião sempre suspeita, optou por fazê-lo num blog, onde é visitada por umas quantas pessoas de "mau gosto" e por outras que o fazem por obrigação.
Começou recentemente a comercializar e publicar as suas criações e acredita que mais cedo ou mais tarde vai dominar o mundo.


marianaamiseravel.blogspot.pt
marianaamiseravel.com
flickr.com/photos/marianaamiseravel
society6.com/Marianaamiseravel
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Diz que não sabe desenhar mas entrou no mundo da ilustração. Como?
R: Eu tinha coisas para dizer mas nunca tive jeito para as palavras.

Chora-se muito nas suas ilustrações. Até os gatos choram. Porquê?
R: Obviamente porque acabaram de picar cebola.



Mas a Mariana tem um sentido de humor bem apurado. Deve gostar de rir...
R: De mim, bastante.

É assim tão azarada?
R: Há quem às vezes tenha dias não, eu tenho dias sim.



Não gosta de inaugurações. É tímida?
R: Sou miserável em relações humanas, principalmente em acontecimentos formais, só vou às inaugurações pelos salgadinhos.

Gostava de explorar novos materiais? Quais?
R: Interessa-me explorar novos formatos, primeiro murais e depois prédios.

E em relação aos trabalhos que apresenta, é muito crítica?
R: Tenho um pequeno Salazar na cabeça. Há dias em que tudo o que faço é severamente censurado e escondido em gavetas.



Tem conselhos para quem está a começar agora?
R: Não fiques à espera de convites. Vê o que se tem feito, tem boas ideias, desenha muito, inicia os teus próprios projetos. Apaixona-te por aquilo que fazes.

Já começou a dominar o Mundo?
R: Todos os dias um passinho.


Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Eu tento ser metódica mas às vezes o jeito para desenhar não acorda comigo às 9h da manhã.

Tem projetos para um futuro próximo?
R: Fazer exposições, planear fanzines, escrever uma tese e partir corações.


Para além da ilustração, o que mais gosta de fazer?
R: Tenho um consultório sentimental via facebook.

E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Pagar contas.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: 99% dos meus heróis são portugueses mas não vou nomear só um porque todos me inspiram de formas diferentes e quero ser um bocadinho de todos eles quando for grande.


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