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03/04/2012

Ornatos Violeta

daqui

Banda de rock alternativo que se juntou no Porto em 1991 (Manel Cruz, voz; Nuno Prata, baixo; Peixe, guitarra; Kinörm, bateria; Elísio Donas, teclado), participaram em várias coletâneas e ganharam o prémio de originalidade do 7º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous. O primeiro álbum, Cão! surgiu seis anos depois e inclui o tema Letra S, um dueto com Manuela Azevedo.

daqui
O Monstro Precisa de Amigos foi lançado em 1999. Deste álbum saíram os singles Ouvi Dizer, dueto com Victor Espadinha, e Capitão Romance, com Gordon Gano, vocalista dos Violent Femmes. Foi ainda neste ano que colaboraram no disco XX Anos XX Bandas, um tributo aos 20 anos dos Xutos & Pontapés, com uma versão do tema Circo de Feras.
A banda terminou em 2002 e não chegou a gravar o terceiro álbum que aparentemente já tinha o nome de Monte Elvis.


No último concerto Manel Cruz agradeceu a todo o pessoal técnico que trabalhou com eles, e despediu-se do público “Até um dia!”
Esse dia chegou e depois de 10 anos de inatividade, em jeito de comemoração dos 20 anos de criação da banda, os Ornatos Violeta anunciaram em fevereiro o regresso aos palcos, mais concretamente dos Coliseus de Lisboa e do Porto a 25 e 30 de Outubro, respetivamente. Os bilhetes esgotaram em apenas três dias mas foram marcadas mais duas datas: 26 de Outubro em Lisboa e 31 de Outubro no Porto.
Também confirmaram a participação no Festival Paredes de Coura 2012.

08/03/2012

Miguel Esteves Cardoso

No dia internacional da mulher, a galeria portuguesa publica sobre um homem, mas sobre o homem que escreveu isto:
"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."


Miguel Esteves Cardoso nasceu em Lisboa em 1955. É crítico, escritor e jornalista português. Mas é também letrista, tradutor, ensaísta, autor de programas de rádio, dramaturgo, entrevistador e tem um grande sentido de humor.
Teve uma educação privilegiada e foi um aluno brilhante com um talento invulgar para a escrita. Estudou no Reino Unido, mais concretamente na Universidade de Manchester, onde se licenciou em Estudos Políticos, e prosseguiu na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Em 1982 regressou a Portugal e entrou para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar. Foi ainda professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, co-fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, visiting fellow do St. Antony's College, em Oxford, e fez um pós-doutoramento em Filosofia Política, sob orientação de Derek Parfit e de Joseph Raz.
A partir do contacto estreito com as bandas pós-punk e new wave da editora Factory quando esteve no Reino Unido, MEC (como ficou conhecido), escrevia crónicas sobre música pop, publicadas nos jornais Se7e, O Jornal ou Música & Som. Participou na Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar, entre outros. Fez letras de músicas e foi ainda autor e co-autor de diversos programas de rádio como Trópico de Dança, Aqui Rádio Silêncio, W, Dançatlântico e A Escola do Paraíso, todos na Rádio Comercial.
Começou a dedicar-se à crítica literária e cinematográfica e a ser presença assídua na rádio e na televisão. Marcava a diferença pela sua aparência invulgar de jovem intelectual com intervenções imprevisíveis e desconcertantes, irónicas e irreverentes. Tornou-se colaborador do Expresso, onde as suas crónicas satíricas A Causa das Coisas e Os Meus Problemas, conheceram o acompanhamento regular de muitos leitores e o sucesso junto dos jovens.


Monárquico e antieuropeísta convicto, apresentou-se como candidato a deputado ao Parlamento Europeu, em 1987, como independente nas listas do Partido Popular Monárquico, não conseguindo a eleição. Simultaneamente, é incentivado a integrar a Companhia de Teatro de Lisboa, o que o leva à dramaturgia. Publicou então Carne Cor-de-Rosa Encarnada (encenada por Carlos Quevedo), Os Homens (encenado por Graça Lobo) e traduziu várias peças de Samuel Beckett.
Em 1988 fundou, com Paulo Portas, O Independente. Um semanário que pretendia revolucionar o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista, mas simultaneamente libertário e culto, à imprensa esquerdista que prevalecia na época. MEC ocupava-se da parte cultural, no destacável Vida e fazia dupla com Paulo Portas em entrevistas a algumas figuras marcantes da política e cultura portuguesa.



Em 1991, deixou a direção d'O Independente para criar a Revista K, projeto que não durou mais que dois anos.  Mas a dedicação à literatura foi-se intensificando, até que acabou por afastá-lo do jornalismo ativo.
O amor é fodido é o título do seu primeiro romance, publicado em 1994 e foi um best-seller.
Na televisão, colaborou com Herman José, como guionista do programa Humor de Perdição e em vários talk-shows, entre eles o popular A Noite da Má-Lingua na SIC, com a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.
No final dos anos 90, por motivos que nunca revelou, abandonou os ecrãs televisivos. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro n'O Independente, mais tarde no Diário de Notícias. Em 1999, criou também um blogue chamado Pastilhas, que abandonou em 2002.
Em 2006 retomou a sua colaboração com o Expresso. Em 2009 Lançou o livro Em Portugal não se come mal.
"A vida come-se quando é boa; come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também comemos com ela".

Neste vídeo, Miguel Guilherme lê um texto sobre palavrões, de Miguel Esteves Cardoso.

13/02/2012

Rita Redshoes

Chama-se Rita Pereira, é de Loures e nasceu em 1981.
É cantora, compositora e toca vários instrumentos. Foi estudante do ISPA e da Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa.


Em pequena tocava, cantava e fazia grandes performances para a família. A certa altura, achou que queria ser bailarina e estudou ballet durante oito anos. Até que o irmão comprou uma bateria e sempre que ele não estava em casa a Rita tocava. Começa aqui a sua ligação mais séria com a música, ainda na escola secundária como baterista do grupo de Teatro Ita Vero. Percebeu que havia ali algo que podia explorar, mesmo não sabendo como. Mais tarde, num ensaio da banda do irmão, Atomic Bees, o vocalista faltou. Como sabia as músicas todas de cor, a Rita substituiu-o. E foi ficando. Decidiu ir estudar música e foi para a Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa. Mas confessa que nunca conseguiu acompanhar o ritmo. Diz que o ensino era demasiado fechado para quem vinha da pop, um universo mais livre e na sua opinião com mais piada. Sentiu um choque de linguagens, como se estivessem a formatá-la. Musicalmente, foi um processo muito produtivo, porque compôs imenso nessa altura, mas também muito conturbado. Fez a sua escolha e desistiu da Escola Superior de Música. Viu-se obrigada a optar por outro caminho mas nunca largou a ideia de trabalhar na música. Não via futuro à sua frente e ficou deprimida o que a levou à psicoterapia. Apaixonou-se pelo processo e aos 21 anos, depois de ter tirado um pequeno curso de marketing musical, entrou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
Entretanto teve a sorte de o David Fonseca ter ouvido o disco da banda do irmão. Gostou e convidou-a para integrar a banda do seu projeto a solo. Tornou-se assim a teclista de serviço na banda de suporte de David Fonseca.
Foi também uma das finalistas do concurso Jovens Criadores, tocando baixo no projeto Rebel Red Dog, e tocou piano e cantou no projeto Photographs.


Dream on Girl, uma música que a Rita tinha gravado em casa e colocado no MySpace, começa a ganhar notoriedade e algum destaque em rádios como a RADAR (foi nomeada para Canção do Ano). A partir daqui estava lançada e em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo chamado Golden Era.
Associou-se à campanha Fashion Targets Breast Cancer, cedendo a sua música Choose Love para banda sonora. Foi também madrinha da campanha de criação de um Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.
Lights & Darks, o seu segundo álbum, foi lançado em 2010 e teve direito a uma reedição muito especial, um ano depois. Esta reedição tinha para além além do disco um DVD, Into Lights & Darks, com um documentário realizado por Rita Redshoes, a desvendar todo o processo criativo do disco, desconstruindo as canções, influências, abrindo as portas ao imaginário das suas músicas. Este DVD inclui também excertos do concerto na Aula Magna e alguns vídeos (incluindo o dueto com The Legendary Tiger Man em Fever).

foto de José Sena Goulão
Os sapatos vermelhos vêm do imaginário do Feiticeiro de Oz, algo ingénuo e sonhador e com o lado mais feminino e sexy e um bocadinho rock n’roll. No fundo alguém que age como uma mulher mas depois chora como uma menina.
A Rita é também a porta-voz da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.
Vai atuar em Lisboa no Teatro Municipal São Luiz a 8 de Março.

ritaredshoes.com

"As canções são fragmentos de mim, de coisas que eu penso sobre o amor, são influenciadas pelo que eu vejo, não tanto pela música, mas por imagens, por filmes. Tenho muitas imagens gravadas na minha cabeça e tudo isso me influencia".

08/02/2012

Nilton

O Nilton nasceu em Angola em 1976 e veio para Portugal com quatro anos. Passou a infância e a adolescência em Proença-a-Nova. Quando tinha 17 anos respondeu a um anúncio do Expresso (pediam um disco-jóquei em Albufeira), foi na sua mota e ficou com o emprego. Mais tarde, abriu uma empresa de decoração de interiores.


Desde míudo que tem a veia da escrita bastante apurada. Até coisas sérias, como poesia, embora nunca a deixasse vir à tona com o nome Nilton.
No início dos anos 90 ofereceram-lhe um CD do Robin Williams a fazer stand-up. Ficou fascinado e descobriu o que realmente queria fazer mas o conceito ainda não era conhecido em Portugal e não havia "os youtubes". Viveu frustrado vários anos por não conseguir divulgar o seu trabalho. Vinha a Lisboa entregar os seus vídeos mas não o levavam "a sério". Só começou a atuar em 1997. A Câmara de Portimão deu-lhe um espaço para fazer stand-up uma vez por ano, tradição que ainda se mantém. Seguiu-se outro texto, outro espectáculo... as ideias ganharam forma e em 2000 mudou-se para Lisboa. Entregou uma gravação no Teatro A Barraca, eles gostaram e decidiram apostar. Acabou por ser esta a sua rampa de lançamento. Foi ali que Sérgio Noronha da Rádio Comercial o descobriu. Foi também lá que sentiu a honra de ver na Plateia Raul Solnado e Júlio César. A visita valeu-lhe um convite para uma temporada de 3 meses no Casino Estoril.

"O palco é uma luta de boxe. Tens três segundos em que estás sem levar chapadas do adversário. Três segundos enquanto eles batem palmas. Tens que arrancar logo a seguir. Não há deixas, não há contracena. Estás ali sozinho: és só tu, o micro e a plateia."

Foi pioneiro no conceito de stand-up em Portugal e é esta a sua base de trabalho apesar de fazer outras coisas como televisão, rádio, livros e DVDs.
Gravou em 2002, o primeiro DVD de Stand up Comedy feito em Portugal. “Nilton ao vivo no Teatro Maria Matos”. No ano seguinte foi convidado para o programa da SIC, “Levanta-te e Ri”. O sucesso foi tal que surgiu o convite para criar o seu próprio programa, “K7 Pirata”, onde concretizou o sonho de juntar entrevistas e humor.
Gosta de piadas corrosivas, que puxem os limites. O humor negro é o que o diverte mais e faz sempre uma piada com as piores desgraças. Inspira-se no 'tuga' que há em nós.
Tem noção de que não agrada a toda a gente. Já ouviu ameaças de morte e há pessoas que lhe querem bater. Já lhe chamaram todos os nomes possíveis e imaginários mas gosta de arriscar e experimentar coisas diferentes. Faz as coisas em primeiro lugar para se rir. Não tem o hábito de dizer asneiras e tenta não ofender.
Só dorme quatro horas por noite, é viciado em trabalho. Trabalha todos os dias, até ao fim de semana. Tem o cérebro sempre ligado, aponta piadas enquanto lê ou vê televisão.
É também distraído, não bebe café, não toma drogas e não fuma, "sou um totó".
Adorava ficar em casa só a escrever. Vivia feliz.

facebook.com/niltoncomedy

06/02/2012

David Fonseca

Um homem, mil instrumentos e uma Polaroid.
O David nasceu em Leiria em 1973. Adora gatos, fotografia e andar de bicicleta.
Estudou cinema, vertente de Imagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e foi aluno da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Foi também fotógrafo de moda, chegando a participar em alguns catálogos.


Pertenceu ao grupo Silence 4 que, nos finais da década de noventa, se tornou um fenómeno da música portuguesa, arrecadando multi-platina em 2 anos. Desde aí não tem parado de nos surpreender. É autor, compositor, intérprete e performer completíssimo. Esgota auditórios por todo o país, ganha prémios, e leva a sua música além fronteiras.
Em 2003, já a solo, lançou o álbum Sing Me Something New, onde tocou praticamente todos os instrumentos. O primeiro single atingiu o número 1 do airplay nacional e o segundo foi escolhido como tema de campanha da Vodafone, catapultando uma digressão de grande sucesso por todo o país.
Em 2004 participou no projecto Humanos, dando voz a temas inéditos de António Variações ao lado de Manuela Azevedo e Camané. O sucesso do disco culminou em 3 espetáculos memoráveis nos Coliseus de Lisboa e Porto e uma atuação para 40.000 pessoas no festival Sudoeste.
Em 2005 o disco Our Hearts Will Beat As One foi disco de ouro logo após o seu lançamento e foi considerado pelos media como o melhor álbum pop do ano. Pela terceira vez foi nomeado para o MTV European Music Awards.
O álbum Dreams In Colour veio em 2007 e com ele o single Superstars e uma versão de Rocket man (de Elton John) - Esta versão teve direito a um vídeoclip gravado em take único e passado de trás para a frente.
Em 2008, David Fonseca foi eleito artista do mês na MTV e Artista do Ano pelos leitores da revista Blitz.
Between Waves, o seu 4º disco a solo (que compôs e escreveu na íntegra ) marcou o regresso à performance de praticamente todos os instrumentos. Este disco foi também editado em Itália, na Grécia e em Espanha.



Em 2011 os Premios de la Música y la Creación Independiente - Pop Eye distinguem David Fonseca como Artista Revelación Europeo.
Criou uma comunidade online com o nome Amazing Cats Club, baseado na sua label e estúdio The Castle of Amazing Cats com o intuito de agrupar os entusiastas da sua obra.
O David tem agora um novo projeto musical com o nome Seasons que terá a duração de um ano, ao longo do qual editará dois álbuns e várias canções através de vários formatos.
Propõe relatar a sua vida através de canções durante 12 meses, de Março deste ano até Março de 2013.
«A ideia: um ano de vivências e observações pessoais transformadas em canções, um retrato musical dos dias que marcaram esse trajecto numa espécie de calendário/diário musical»
Os dois discos saídos de Seasons chamam-se Rising e Falling e serão lançados a 21 de Março e a 21 de Setembro, respetivamente. O primeiro single, What Life Is For, está disponível a partir de hoje.

26/01/2012

galeria entrevista Inês Vicente

Quinta-feira também é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Inês Vicente.


A Inês nasceu em Lisboa em 1978. E é em Lisboa que vive.
Divide o seu tempo entre a arquitetura e a música.
É licenciada em Arquitetura e com dois amigos da faculdade abriu o atelier DATA, onde trabalha a tempo (quase) inteiro.
A música esteve sempre presente na sua vida. Começou com bandas de garagem com amigos do liceu, tocava guitarra e chegou a cantar. Depois, trocou a guitarra pelo baixo e foi membro dos You Should Go Ahead - banda portuguesa que gravou dois álbuns, foram finalistas do TMN Garage Sessions, tocaram no Festival Sudoeste e no Lisboa Soundz, participaram no maior festival de música do mundo, South By Southwest 2007 nos Estados Unidos e foram convidados a tocar no main stage do Festival Creamfields. Ainda arrecadaram o prémio de Melhor Vídeo de Ficção no VIMUS 2007 - Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa do Varzim. Em 2009 anunciaram o fim da banda.
A Inês continuou na música e fundou os Lissabon, banda portuguesa de quatro elementos que lançou um EP em 2011 e faz parte da banda sonora da série Morangos com Açúcar.
Mais sobre a Inês? É incapaz de dizer não a uma criança, não se dá bem com cogumelos e gosta de pizzas com ingredientes pouco habituais.

atelierdata.com
lissabonmusic.com
myspace.com/lissabonmusic


Como é que gere estas duas profissões?
R: Tanto a arquitetura como a música funcionam muito por ciclos que felizmente são manipuláveis de forma a que não colidam. Há alturas de aperto em que dou prioridade a uma das áreas, mas de maneira geral convivem pacificamente. Tenho a felicidade de ter a meu lado, tanto na arquitetura como na música, pessoas que percebem a importância desta conjugação e também elas ajudam a tornar possível a convivência.

Quando os You Should Go Ahead acabaram, equacionou deixar a música?
R: Quando me convidaram para fazer parte dos You Ahould Go Ahead, para tocar baixo (que na altura era coisa que nunca tinha feito), tinha tomado essa decisão, depois de terminar uma outra banda. A verdade é que sentia tanto a falta de tocar que, mesmo sendo um outro instrumento, me atirei de cabeça. Depois dos You Should Go Ahead a história repetiu-se… bastou um sms para voltar a pegar no baixo e fazer barulho!

YSGA
Quem assiste aos vossos concertos não é propriamente quem assiste à série Morangos com Açúcar. Ficaram surpreendidos com o convite?
R: Não diria surpreendidos, mas apreensivos. Há sempre o eterno complexo dos “vendidos”. A verdade é que fazemos a música que queremos, se a querem aproveitar para coisas que não imaginávamos, melhor! Não alterámos em nada a nossa postura, a diferença é que temos neste momento um público mais abrangente. A surpresa veio em perceber que quem assiste à série não é apenas o público que imaginávamos…

Sentem que cativaram um público novo com este destaque televisivo?
R: Ainda estamos muito no início, o nosso primeiro álbum está prestes a ser editado, só aí vamos perceber verdadeiramente. Nos concertos que temos feito temos vindo a perceber que há pessoas que já conhecem as músicas da série, e algumas que conhecem outras porque ouviram a música na série e foram procurar mais, e isso é bom. Como os Lissabon têm ainda pouco tempo de existência é complicado dizer se é um público novo, não temos termo de comparação.

Lissabon
É muito difícil viver da música em Portugal. Mas se fosse possível, dedicava-se a tempo inteiro?
R: Se esta pergunta me tivesse sido feita há uns anos atrás a resposta seria definitivamente um sim, hoje a resposta é bem diferente, um redondo não! É ótimo viver na esquizofrenia da arquitetura e da música. São áreas que se tocam em muitas ocasiões e dou por mim muitas vezes a aplicar os conceitos de uma delas na outra. Teria muito a perder se tivesse abdicado de uma delas.

Que música ouve atualmente?
R: Tento ir atualizando a playlist com coisas novas mas continua a saber-me muito bem ouvir alguns discos que se tornaram clássicos da banda sonora da minha vida. Coisas relativamente recentes: Metronomy, M83, We Have Band.


A arquitetura em Portugal vai no bom caminho?
R: Mais a arquitetura portuguesa que a arquitetura em Portugal, mas sim, num excelente caminho! É muito gratificante perceber o reconhecimento que tem sido dado à arquitetura portuguesa. Não me refiro apenas às grandes estrelas, mas a uma nova geração de arquitetos / ateliers que, com uma estrutura bastante mais modesta, conseguem competir internacionalmente com grande sucesso.

E a música?
R: A música… o fado parece que está! A música em Portugal parece estar a marinar… ainda não encontrou o seu espaço neste novo molde, mais tecnológico, menos físico.

Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho pois! Entre a arquitetura e a música há sempre coisas a acontecer. Já em Fevereiro / Março queremos lançar o primeiro álbum de Lissabon. Na arquitetura é um pouco mais difícil descrever os projetos, mas estão em ebulição!



Para além da música a da arquitetura, o que mais gosta de fazer?
R: De estar com os amigos e família, tantas vezes sacrificados pelo excesso de atividades que tenho em mãos, de me tornar outra vez criança e brincar com os meus sobrinhos, e quando posso, gosto de não fazer nada!

E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Cozinhar é definitivamente uma coisa para a qual não fui talhada e da qual não retiro qualquer prazer.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: As minhas grandes referências são pessoais, pessoas anónimas para a maioria, como os meus pais. Vou fazer batota (posso?) e apontar uma pessoa coletiva: os voluntários. Acho que são pessoas que fazem efetivamente este mundo um pouco melhor, com uma generosidade e dedicação extremas. Saber que há pessoas que depois de um dia de trabalho, em vez de irem para casa descansar, dão o seu tempo a causas nobres… dá que pensar… porque é que eu não faço isso?

16/01/2012

Sílvia Alberto

A Sílvia nasceu em Lisboa em 1981.
Não se dá bem com as quartas-feiras, com manhãs (no geral) e confessa que é um perigo ao volante.
É um bom garfo, gosta de música, teatro e livros. Coleciona conchas, búzios e tudo o que apanha à beira-mar. Está a terminar um mestrado na área da literatura.
Queria ser escritora ou advogada mas estudou Artes no Secundário e formou-se em Dramaturgia. Pensou em ser atriz mas achou que não tinha talento. Uma amiga convenceu-a a fazer uns castings para ser manequim e deu o salto para a televisão, mais concretamente para o "Clube Disney".


Foi locutora de rádio na Mix FM e entre a RTP e a SIC já fez reportagens e apresentou programas, galas, concursos. Pequenos e grandes formatos televisivos. Gravados e em direto. Mas gosta mesmo é de dirigir atores e de escrever textos. Foi também nomeada para um Globo de Ouro na categoria de apresentadora de entretenimento.

fotos daqui.
Já está confirmada a segunda série de "Masterchef" e "Não me Sai da Cabeça" é o programa que vai apresentar brevemente na RTP, dedicado em exclusivo aos êxitos cantados em português. Conjuga o entretenimento com o documentário e terá em cena figuras conhecidas do mundo do espetáculo, desporto, política e moda.
A Sílvia será também a apresentadora do Festival da Canção em 2012, como tem sido, aliás, desde 2008.

09/01/2012

Vanda Miranda

A Vanda tinha 17 anos, era tímida e ouvia muitos discos de vinil do irmão. Um colega do liceu aliciou-a a fazer testes numa Rádio local e foi assim que se estreou na Rádio Clube da Moita. Seguiu-se a Super FM e depois a Energia durante 5 anos. A Energia fechou e surgiu o convite da Comercial que ia passar a ser uma rádio-rock, mesmo ao seu estilo. O convite foi aceite e já lá está há 14 anos. Faz parte da equipa do Programa na Manhã com Pedro Ribeiro, Nuno Markl e Vasco Palmeirim, no ar de segunda a sexta, entre as 7h e as 11h e ao Sábado, a solo, entre as 13h e as 16h.

Nunca tirou um curso, pelo menos daqueles com diploma, mas a sua experiência na Rádio já dava para muitos canudos.

O seu diário foi um cromo desta caderneta:

Vale a pena ouvir este cromo hilariante aqui.
Viciada em rádio, a animadora da Comercial já experimentou fazer televisão, esteve cerca de dois anos a apresentar o Top Rock, ao sábado de manhã, na TVI. Mas diz que a televisão não lhe deixou muitas saudades: "Gosto mesmo é de rádio."
Para a Vanda o importante é sentir que está a conversar com as pessoas e não apenas a ler um texto.

21/12/2011

Ricardo Araújo Pereira

O Ricardo nasceu em Lisboa, em 1974. Quando era pequeno queria ser escritor e futebolista. Mas foi com a avó que descobriu a sua vocação: "Na infância comecei por fazer rir a minha avó, que ria-se e depois me dizia: Não tens piadinha nenhuma!"

foto daqui
Foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa. Dez anos depois da licenciatura inscreveu-se num mestrado de Teoria da Literatura, área que gostaria de ter seguido. Sobre o facto de ter voltado a estudar diz que "Aos 18 anos é-se uma besta. Não se está minimamente interessado em aprender. Agora, tenho outra vontade".
Começou por trabalhar como jornalista na redação do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO.

foto daqui
Escreve crónicas semanais na revista Visão, que já deram livros: "Boca do Inferno" e "Novas Crónicas da Boca do Inferno".
Faz parte do Governo Sombra, que é um programa da rádio TSF, coordenado pelo jornalista Carlos Vaz Marques.
Adaptou para teatro (com Pedro Mexia) "Como Fazer Coisas com Palavras", do filósofo inglês John Austin, peça que também interpretou no Teatro São Luiz, em 2008.
Não chegou a ser futebolista mas escreveu para o jornal A Bola, foi co-autor de "O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente)" e em 2010 escreveu o livro "A Chama imensa".
Os seus textos, a criação de personagens e a interpretação humorística elevaram-no ao estatuto de principal referência da nova geração do humor em Portugal. Foi incluído na lista "Grandes Portugueses".
Assume-se como Marxista não Leninista e Benfiquista Ferrenho, sócio nº 17.411.