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19/06/2012
Ângela Correia
A Ângela é, há 22 anos, professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leciona disciplinas como Práticas de Redação e Argumentação, Revisão de Original, Crítica Textual e Literatura Medieval. Além de ser autora de bibliografia científica, escreveu dois romances: Enganos (1997) e Relógios (2010). Estreou-se este ano na literatura para a infância com o livro Guilherme e os Agriões.
A Ângela tem também um blogue, chama-lhe diário irregular, onde escreve coisas bonitas como esta:
Não sei
Está quase
Mandaram recado a dizer que está quase
Mais de um recado; dos que custam a mandar e incertamente chegam.
Sinto a impaciência crescer aqui, onde as costelas se afastam
e poderiam confundir-se com o pormenor de uma borboleta.
Falta pouco, eu sei que falta pouco, já percebi, não nego, não me oponho.
A garganta queixa-se de pressão inusitada
a nuca de um caminho de formigas que corrói.
Volto-me ao movimento da sombra
que também mo diz, mesmo se afinal não era.
Disse-mo a matrícula de um carro branco e
os números iluminados do relógio digital.
Falta o equivalente na eternidade
a dois minutos, não mais.
Ouço passos de ninguém.
Move-se o ar a passagem nenhuma.
Está quase, eu sei.
Disperso, incontenho-me junto à cancela do tempo
e o ar força passagem pelas narinas, aos repelões.
Todos os sinais me chegaram: está quase, falta um pouco que é quase nada.
ngelacorreia.wordpress.com
09/05/2012
Sérgio Godinho e as 40 ilustrações
Sérgio Godinho faz 40 anos de carreira. Parabéns!
Para os comemorar escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses. Letras e ilustrações foram reunidas num livro Sérgio Godinho e as 40 ilustrações, uma edição da Abysmo.
Estão lá Lisboa que amanhece, Etelvina, Balada da Rita, Arranja-me um emprego, Com um brilhozinho nos olhos, O elixir da eterna juventude, Em dias consecutivos e também Sopro do coração, que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Os ilustradores foram escolhidos por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo. O resultado final apresenta ilustrações inéditas feitas em carvão, digital, colagem, técnica mista ou com a tecnologia de um iPhone.
O livro foi apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho recebeu uma medalha de honra atribuída pela SPA.
"Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras e os sons", escreveu Sérgio Godinho no texto introdutório do livro.
A Exposição Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações está neste momento e até dia 20 de Maio em Viana do Castelo (Antigos Paços do Concelho).
Sérgio Godinho estará presente na Exposição, para uma sessão de autógrafos, no dia 12 de Maio.
Dia 13 de Maio, às 15h, há sessão de autógrafos no Pavilhão Rosa Mota (II Porto Book Stock Fair).
Para os comemorar escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses. Letras e ilustrações foram reunidas num livro Sérgio Godinho e as 40 ilustrações, uma edição da Abysmo.
Estão lá Lisboa que amanhece, Etelvina, Balada da Rita, Arranja-me um emprego, Com um brilhozinho nos olhos, O elixir da eterna juventude, Em dias consecutivos e também Sopro do coração, que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Os ilustradores foram escolhidos por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo. O resultado final apresenta ilustrações inéditas feitas em carvão, digital, colagem, técnica mista ou com a tecnologia de um iPhone.
O livro foi apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho recebeu uma medalha de honra atribuída pela SPA.
"Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras e os sons", escreveu Sérgio Godinho no texto introdutório do livro.
A Exposição Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações está neste momento e até dia 20 de Maio em Viana do Castelo (Antigos Paços do Concelho).
Sérgio Godinho estará presente na Exposição, para uma sessão de autógrafos, no dia 12 de Maio.
Dia 13 de Maio, às 15h, há sessão de autógrafos no Pavilhão Rosa Mota (II Porto Book Stock Fair).
08/02/2012
Nilton
O Nilton nasceu em Angola em 1976 e veio para Portugal com quatro anos. Passou a infância e a adolescência em Proença-a-Nova. Quando tinha 17 anos respondeu a um anúncio do Expresso (pediam um disco-jóquei em Albufeira), foi na sua mota e ficou com o emprego. Mais tarde, abriu uma empresa de decoração de interiores.
Desde míudo que tem a veia da escrita bastante apurada. Até coisas sérias, como poesia, embora nunca a deixasse vir à tona com o nome Nilton.
No início dos anos 90 ofereceram-lhe um CD do Robin Williams a fazer stand-up. Ficou fascinado e descobriu o que realmente queria fazer mas o conceito ainda não era conhecido em Portugal e não havia "os youtubes". Viveu frustrado vários anos por não conseguir divulgar o seu trabalho. Vinha a Lisboa entregar os seus vídeos mas não o levavam "a sério". Só começou a atuar em 1997. A Câmara de Portimão deu-lhe um espaço para fazer stand-up uma vez por ano, tradição que ainda se mantém. Seguiu-se outro texto, outro espectáculo... as ideias ganharam forma e em 2000 mudou-se para Lisboa. Entregou uma gravação no Teatro A Barraca, eles gostaram e decidiram apostar. Acabou por ser esta a sua rampa de lançamento. Foi ali que Sérgio Noronha da Rádio Comercial o descobriu. Foi também lá que sentiu a honra de ver na Plateia Raul Solnado e Júlio César. A visita valeu-lhe um convite para uma temporada de 3 meses no Casino Estoril.
"O palco é uma luta de boxe. Tens três segundos em que estás sem levar chapadas do adversário. Três segundos enquanto eles batem palmas. Tens que arrancar logo a seguir. Não há deixas, não há contracena. Estás ali sozinho: és só tu, o micro e a plateia."
Foi pioneiro no conceito de stand-up em Portugal e é esta a sua base de trabalho apesar de fazer outras coisas como televisão, rádio, livros e DVDs.
Gravou em 2002, o primeiro DVD de Stand up Comedy feito em Portugal. “Nilton ao vivo no Teatro Maria Matos”. No ano seguinte foi convidado para o programa da SIC, “Levanta-te e Ri”. O sucesso foi tal que surgiu o convite para criar o seu próprio programa, “K7 Pirata”, onde concretizou o sonho de juntar entrevistas e humor.
Gosta de piadas corrosivas, que puxem os limites. O humor negro é o que o diverte mais e faz sempre uma piada com as piores desgraças. Inspira-se no 'tuga' que há em nós.
Tem noção de que não agrada a toda a gente. Já ouviu ameaças de morte e há pessoas que lhe querem bater. Já lhe chamaram todos os nomes possíveis e imaginários mas gosta de arriscar e experimentar coisas diferentes. Faz as coisas em primeiro lugar para se rir. Não tem o hábito de dizer asneiras e tenta não ofender.
Só dorme quatro horas por noite, é viciado em trabalho. Trabalha todos os dias, até ao fim de semana. Tem o cérebro sempre ligado, aponta piadas enquanto lê ou vê televisão.
É também distraído, não bebe café, não toma drogas e não fuma, "sou um totó".
Adorava ficar em casa só a escrever. Vivia feliz.
facebook.com/niltoncomedy
Desde míudo que tem a veia da escrita bastante apurada. Até coisas sérias, como poesia, embora nunca a deixasse vir à tona com o nome Nilton.
No início dos anos 90 ofereceram-lhe um CD do Robin Williams a fazer stand-up. Ficou fascinado e descobriu o que realmente queria fazer mas o conceito ainda não era conhecido em Portugal e não havia "os youtubes". Viveu frustrado vários anos por não conseguir divulgar o seu trabalho. Vinha a Lisboa entregar os seus vídeos mas não o levavam "a sério". Só começou a atuar em 1997. A Câmara de Portimão deu-lhe um espaço para fazer stand-up uma vez por ano, tradição que ainda se mantém. Seguiu-se outro texto, outro espectáculo... as ideias ganharam forma e em 2000 mudou-se para Lisboa. Entregou uma gravação no Teatro A Barraca, eles gostaram e decidiram apostar. Acabou por ser esta a sua rampa de lançamento. Foi ali que Sérgio Noronha da Rádio Comercial o descobriu. Foi também lá que sentiu a honra de ver na Plateia Raul Solnado e Júlio César. A visita valeu-lhe um convite para uma temporada de 3 meses no Casino Estoril.
"O palco é uma luta de boxe. Tens três segundos em que estás sem levar chapadas do adversário. Três segundos enquanto eles batem palmas. Tens que arrancar logo a seguir. Não há deixas, não há contracena. Estás ali sozinho: és só tu, o micro e a plateia."
Foi pioneiro no conceito de stand-up em Portugal e é esta a sua base de trabalho apesar de fazer outras coisas como televisão, rádio, livros e DVDs.
Gravou em 2002, o primeiro DVD de Stand up Comedy feito em Portugal. “Nilton ao vivo no Teatro Maria Matos”. No ano seguinte foi convidado para o programa da SIC, “Levanta-te e Ri”. O sucesso foi tal que surgiu o convite para criar o seu próprio programa, “K7 Pirata”, onde concretizou o sonho de juntar entrevistas e humor.
Gosta de piadas corrosivas, que puxem os limites. O humor negro é o que o diverte mais e faz sempre uma piada com as piores desgraças. Inspira-se no 'tuga' que há em nós.
Tem noção de que não agrada a toda a gente. Já ouviu ameaças de morte e há pessoas que lhe querem bater. Já lhe chamaram todos os nomes possíveis e imaginários mas gosta de arriscar e experimentar coisas diferentes. Faz as coisas em primeiro lugar para se rir. Não tem o hábito de dizer asneiras e tenta não ofender.
Só dorme quatro horas por noite, é viciado em trabalho. Trabalha todos os dias, até ao fim de semana. Tem o cérebro sempre ligado, aponta piadas enquanto lê ou vê televisão.
É também distraído, não bebe café, não toma drogas e não fuma, "sou um totó".
Adorava ficar em casa só a escrever. Vivia feliz.
facebook.com/niltoncomedy
03/02/2012
galeria apresenta Cabeçudos
Todas as sextas-feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, projeto, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!
Hoje, apresentamos a Livraria Cabeçudos.
A Cabeçudos é uma livraria inteiramente dedicada às crianças. Vende livros escolhidos a dedo, menos óbvios ou populares e títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, Ministério da Educação e pela Casa da Leitura Gulbenkian.
Nesta livraria também podemos encontrar livros em muitas línguas e livros em braille.
Para facilitar a pesquisa, as obras estão divididas em categorias: Conta-me histórias; Já leio um bocadinho; Já sei ler e Grande leitor.
A missão da cabeçudos é contribuir significativamente para a promoção da literatura infantil, encorajando as crianças a iniciarem-se o mais cedo possível nessa viagem maravilhosa que é a leitura. Promover a partilha de experiências e conhecimento entre crianças, jovens e adultos.
Para além dos livros, há brinquedos de madeira, originais e até ecológicos, carros, pistas, kits de construção, bonecos de peluche fofinho e casas, mesas e árvores em cartão para os miúdos montarem.
A Cabeçudos também faz apresentações de livros, hora do conto, atividades e iniciativas relacionadas com livros para crianças, música e oficinas.
Cabeças com ideias é o lema desta livraria especial que fica no Parque das Nações, com vista para o Tejo.
Ser cabeçudo é... ir a marte buscar uma ideia!
Ser cabeçudo é... sonhar uma ideia numa noite escura!
Ser cabeçudo é... ter sempre uma ideia no bolso!
Ser cabeçudo é... dar uma ideia ao mundo!
Rua Comandante Cousteau, lote 4.04.01, Loja A
(perto da Torre Vasco da Gama).
de terça a domingo, das 10h às 20h.
cabecudos.com
facebook
Hoje, apresentamos a Livraria Cabeçudos.
A Cabeçudos é uma livraria inteiramente dedicada às crianças. Vende livros escolhidos a dedo, menos óbvios ou populares e títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, Ministério da Educação e pela Casa da Leitura Gulbenkian.
Nesta livraria também podemos encontrar livros em muitas línguas e livros em braille.
Para facilitar a pesquisa, as obras estão divididas em categorias: Conta-me histórias; Já leio um bocadinho; Já sei ler e Grande leitor.
A missão da cabeçudos é contribuir significativamente para a promoção da literatura infantil, encorajando as crianças a iniciarem-se o mais cedo possível nessa viagem maravilhosa que é a leitura. Promover a partilha de experiências e conhecimento entre crianças, jovens e adultos.
Para além dos livros, há brinquedos de madeira, originais e até ecológicos, carros, pistas, kits de construção, bonecos de peluche fofinho e casas, mesas e árvores em cartão para os miúdos montarem.
A Cabeçudos também faz apresentações de livros, hora do conto, atividades e iniciativas relacionadas com livros para crianças, música e oficinas.
Cabeças com ideias é o lema desta livraria especial que fica no Parque das Nações, com vista para o Tejo.
Ser cabeçudo é... ir a marte buscar uma ideia!
Ser cabeçudo é... sonhar uma ideia numa noite escura!
Ser cabeçudo é... ter sempre uma ideia no bolso!
Ser cabeçudo é... dar uma ideia ao mundo!
Rua Comandante Cousteau, lote 4.04.01, Loja A
(perto da Torre Vasco da Gama).
de terça a domingo, das 10h às 20h.
cabecudos.com
18/01/2012
António Torrado
António José Freire Torrado nasceu em Lisboa em 1939.
Chegou a pensar em ser advogado, mas adormecia nas aulas. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra, foi professor do ensino secundário mas foi afastado por motivos políticos.
A sua atividade profissional é diversa: escritor, poeta, professor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão. É também um fabuloso contador de histórias, um grande conversador e tem muito sentido de humor.
Os livros são a sua grande vocação, dedicou-se à escrita desde muito novo, começou a publicar aos 18 anos. Possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas
também poesia e sobretudo contos. Reconhece a importância fundamental da literatura infantil enquanto veículo de mensagens, elegendo como valores a promover a liberdade de expressão e o respeito pela
diferença. Já escreveu mais de 140 livros, a maior parte para crianças, tendo recebido vários prémios. Escreveu sobre animais e figuras mitológicas, sobre lendas e princesas, sobre vizinhos e estrelas...
É ainda autor de manuais escolares e atualmente é Coordenador de Cursos na Fundação Calouste Gulbenkian e professor na Escola Superior de Teatro e Cinema. É também dramaturgo na companhia de Teatro Comuna em Lisboa.
Chegou a pensar em ser advogado, mas adormecia nas aulas. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra, foi professor do ensino secundário mas foi afastado por motivos políticos.
A sua atividade profissional é diversa: escritor, poeta, professor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão. É também um fabuloso contador de histórias, um grande conversador e tem muito sentido de humor.
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| foto daqui. |
também poesia e sobretudo contos. Reconhece a importância fundamental da literatura infantil enquanto veículo de mensagens, elegendo como valores a promover a liberdade de expressão e o respeito pela
diferença. Já escreveu mais de 140 livros, a maior parte para crianças, tendo recebido vários prémios. Escreveu sobre animais e figuras mitológicas, sobre lendas e princesas, sobre vizinhos e estrelas...
É ainda autor de manuais escolares e atualmente é Coordenador de Cursos na Fundação Calouste Gulbenkian e professor na Escola Superior de Teatro e Cinema. É também dramaturgo na companhia de Teatro Comuna em Lisboa.
Toda a sua obra é importante e por isso alguns dos seus livros foram incluídos na lista de Honra do IBBY- International Board on Books for Young People.
António Torrado é o escritor homenageado na V edição da Ilustrarte, a decorrer até 8 de Abril de 2012 no Museu da Electricidade.
28/11/2011
Manuel António Pina
Poeta, autor de livros para crianças, tradutor, professor e cronista.
Manuel António Pina nasceu na Guarda em 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Foi jornalista profissional no Jornal de Notícias, onde desempenhou funções de editor e chefe de redação. Continua a colaborar regularmente na comunicação social e é considerado um dos melhores cronistas de língua portuguesa.
Escreveu “O País das Pessoas de Pernas para o Ar” em 1973, foi o seu primeiro livro para a infância. Um ano depois, estreou-se na poesia com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. Depois de publicar dezenas de livros de poesia, crónica, ensaio e literatura infantil, aventurou-se na ficção “para adultos” com “Os Papéis de K.”, em 2003.
Escreveu para teatro, cinema, televisão e BD. Tem também obras musicadas e editadas em disco.
A sua poesia encontra-se traduzida em muitas línguas e a sua obra foi homenageada com diversos prémios, como o Prémio Literário da Casa da Imprensa, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube
de Jornalistas, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT.
Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A distinção foi atribuída por consenso do júri e justificada pela "inventividade e originalidade" da obra.
Vale a pena ler a entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel António Pina, aqui.
Manuel António Pina nasceu na Guarda em 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Foi jornalista profissional no Jornal de Notícias, onde desempenhou funções de editor e chefe de redação. Continua a colaborar regularmente na comunicação social e é considerado um dos melhores cronistas de língua portuguesa.
Escreveu “O País das Pessoas de Pernas para o Ar” em 1973, foi o seu primeiro livro para a infância. Um ano depois, estreou-se na poesia com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. Depois de publicar dezenas de livros de poesia, crónica, ensaio e literatura infantil, aventurou-se na ficção “para adultos” com “Os Papéis de K.”, em 2003.
Escreveu para teatro, cinema, televisão e BD. Tem também obras musicadas e editadas em disco.
A sua poesia encontra-se traduzida em muitas línguas e a sua obra foi homenageada com diversos prémios, como o Prémio Literário da Casa da Imprensa, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube
de Jornalistas, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT.
Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A distinção foi atribuída por consenso do júri e justificada pela "inventividade e originalidade" da obra.
Vale a pena ler a entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel António Pina, aqui.
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