Estrada de Palha é um western realizado por Rodrigo Areias (que já tinha mostrado o seu talento em telediscos e curtas-metragens) cuja ação decorre no início do século XX, após o regicídio, mas ainda antes da implantação da República.
Um homem, após ter vivido longe do seu país durante mais de uma década, volta à sua aldeia para vingar a morte do irmão. Inspirado nos escritos de Henry David Thoreau, traduz Desobediência Civil para Português. Num país onde a corrupção e a extorsão são encaradas com normalidade, aqueles que materializam a representação do Estado prendem e matam impunemente. Alberto tenta combater a tirania do estado e salvar o que resta da sua família. Mas este é um país onde nada muda…
O filme foi rodado entre a Serra da Estrela e o Alto Alentejo - além de uma série de planos feitos na Lapónia.
Com Vítor Correia, Nuno Melo, Ângelo Torres, Inês Mariana Moitas e Adelaide Teixeira nos principais papéis.
E banda sonora (predominantemente acústica) de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Rita Redshoes, o que motivou a exibição do filme em versão cine-concerto em várias salas do país, ainda antes da estreia comercial.
Em exibição num cinema perto de si.
Aqui fica o trailer:
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19/07/2012
30/06/2012
Avesso

O AVESSO é um café, bar e galeria que fica no centro histórico da cidade de Esposende. É um espaço novo mas com as características originais da casa centenária onde está integrado. De desenho minimalista mas sem esquecer as referências à tradição portuguesa.
O Avesso tem um ambiente descomprometido com gastronomia variada. A cozinha é internacional, com ênfase para a portuguesa e vegetariana.
Cruzam artes plásticas, com música, design e gastronomia, através de exposições regulares e de música ao vivo. É um espaço de promoção de cultura e de novos artistas. No Avesso também se lê, há jornais e livros à disposição.
Heymikel, Lord Mantraste, Artur Escarlate, Tiago Lourenço, Mariana, a Miserável, Cátia Vidinhas, Maria Pepita, Wasted Rita, Joana Rosa Bragança, Marta Madureira, Ralg e, claro, o artista residente Anoik, são alguns dos nomes que já se viraram do Avesso!
Hoje, e para acabar bem o mês, há mais uma exposição a não perder:
Ilustre Ilustração 10 - Júlio Dolbeth Illustration vs Anoik.
Rua Senhora da Saúde, 36
4740-289 Esposende
avesso36.blogs.sapo.pt
facebook.com/Avesso36
Publicado pela
galeria portuguesa
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20/06/2012
The Soaked Lamb
A banda portuguesa The Soaked Lamb nasceu em 2006. É composta por seis músicos multi-instrumentistas.
Um dos membros tinha um apartamento dividido em muitas assoalhadas e uma varanda com uma vista soberba. Nesse espaço foram gravando e chegando a outros músicos. Depois começaram os ensaios para poder tocar ao vivo. O dono da casa fez, algumas vezes, ensopado de borrego e foi assim que a banda ganhou um nome. O primeiro CD chamou-se Homemade Blues, e o segundo Hats & Chairs. Com este álbum ganharam o Prémio Pop Eye 2011 e foram considerados melhor artista português.
Dizem que não soam apenas a blues ao estilo de Piedmont, também trazem bocadinhos de ragtime, boogie-woogie, swing e gospel.
Já tocaram por todo o país e participaram em bandas sonoras de filmes, como A Arte de Roubar de Leonel Vieira.
Os concertos passam-se sentados, o público e a banda. E Todos usam chapéu. Miguel Lima, Tiago Albuquerque, Mariana Lima, Vasco Condessa, Afonso Cruz e Gito.
O novo disco chama-se Evergreens e é composto por 12 temas revisitados a partir de originais de Hank Williams, Georgia White e Merle Travis, entre outros.
Neste álbum podemos descobrir sonoridades como gospel, country, jazz, blues, samba e canção mexicana e ainda três novas versões de canções dos próprios The Soaked Lamb e também um inédito.
O single de apresentação é A Flor e o Espinho, do brasileiro Nelson Cavaquinho, que contou com um arranjo de cordas de Rodrigo Leão.
soakedlamb.blogspot.pt
facebook.com/thesoakedlamb
myspace.com/thesoakedlamb
Um dos membros tinha um apartamento dividido em muitas assoalhadas e uma varanda com uma vista soberba. Nesse espaço foram gravando e chegando a outros músicos. Depois começaram os ensaios para poder tocar ao vivo. O dono da casa fez, algumas vezes, ensopado de borrego e foi assim que a banda ganhou um nome. O primeiro CD chamou-se Homemade Blues, e o segundo Hats & Chairs. Com este álbum ganharam o Prémio Pop Eye 2011 e foram considerados melhor artista português.
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| foto: Manuel Portugal |
Dizem que não soam apenas a blues ao estilo de Piedmont, também trazem bocadinhos de ragtime, boogie-woogie, swing e gospel.
Já tocaram por todo o país e participaram em bandas sonoras de filmes, como A Arte de Roubar de Leonel Vieira.
Os concertos passam-se sentados, o público e a banda. E Todos usam chapéu. Miguel Lima, Tiago Albuquerque, Mariana Lima, Vasco Condessa, Afonso Cruz e Gito.
O novo disco chama-se Evergreens e é composto por 12 temas revisitados a partir de originais de Hank Williams, Georgia White e Merle Travis, entre outros.
Neste álbum podemos descobrir sonoridades como gospel, country, jazz, blues, samba e canção mexicana e ainda três novas versões de canções dos próprios The Soaked Lamb e também um inédito.
O single de apresentação é A Flor e o Espinho, do brasileiro Nelson Cavaquinho, que contou com um arranjo de cordas de Rodrigo Leão.
soakedlamb.blogspot.pt
facebook.com/thesoakedlamb
myspace.com/thesoakedlamb
16/06/2012
Faz Música Lisboa!
O projeto Faz Música Lisboa! está inserido na festividade internacional Fête de la Musique e consiste na organização de uma festa dedicada à música ao vivo, realizada num dia, no seio da cidade de Lisboa e de livre acesso para os participantes.
Os valores da Festa baseiam-se no envolvimento da sociedade civil à volta dos músicos amadores e profissionais da sua cidade, criando valor cultural e promovendo os espaços citadinos.
Seguindo a tradição da Fête de la Musique, celebrada internacionalmente no mês de Junho e presente em 116 países e 450 cidades, participam na Faz Música Lisboa! estilos musicais tão diversos como Rock, Bossa Nova, Fado, Folk e Música Clássica.
A organização do evento está a cargo da Associação Faz Música Lisboa, fundada em 2010 por João Cruz, Nuno Almeida e Diogo Santos mas atualmente são já 13 colaboradores.
A segunda edição deste projeto acontece hoje, dia 16 de Junho de 2012. Conta com a participação de mais de 50 grupos musicais em palcos espalhados pela cidade de Lisboa até às 2h da manhã.
Jardim das Amoreiras
Jardim do Príncipe Real
Miradouro S. Pedro de Alcântara
Jardim da Estrela
Museu Vieira da Silva
Jardim Botânico
Largo de S. Carlos
Avenida da Liberdade
Aqui pode consultar o programa completo e aqui pode fazer uma pesquisa por local ou estilo.
fazmusicalisboa.com
facebook.com/FazMusicaLisboa
Faz Amigos
Faz Acontecer
Faz Ao Ar Livre
Faz A Pé
Faz História
Faz Turismo
... Faz Agora
Faz A Cidade
Faz Som
Faz Diferente
Faz Amor
Faz Tu
Faz A Festa
Faz Rock
Faz Fado
Faz Blues
Faz Folk
Faz Erudita
Faz Jazz
Faz
18/05/2012
galeria apresenta Lissabon
Todas as sextas feiras a galeria portuguesa apresenta uma loja, ideia, grupo, evento, marca ou produto, com uma única regra: Tem que ser nacional!
Hoje, a galeria apresenta os Lissabon.
Os Lissabon já tinham sido mencionados na galeria portuguesa, numa entrevista a um dos elementos da banda, a Inês. Na altura o primeiro álbum ainda estava para sair.
Estão juntos desde 2010. Um rapaz e uma rapariga. Outra rapariga e um rapaz.
Depois do EP de apresentação lançaram no final de abril o primeiro álbum If It's Only Just a Dream... Um disco composto por sonoridades que vão desde "o psicadélico dos anos 70, aos synths dos anos 80 e a pop mais contemporânea".
Quem quiser ver os Lissabon ao vivo pode ir até Telheiras no dia 22 de Maio, ao Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.
Aqui há um passatempo onde oferecem convites duplos.
www.lissabonmusic.com
facebook.com/lissabonmusic
E deixo-vos com o vídeo Wake Up. Bom fim-de-semana!
Hoje, a galeria apresenta os Lissabon.
Os Lissabon já tinham sido mencionados na galeria portuguesa, numa entrevista a um dos elementos da banda, a Inês. Na altura o primeiro álbum ainda estava para sair.
Estão juntos desde 2010. Um rapaz e uma rapariga. Outra rapariga e um rapaz.
Depois do EP de apresentação lançaram no final de abril o primeiro álbum If It's Only Just a Dream... Um disco composto por sonoridades que vão desde "o psicadélico dos anos 70, aos synths dos anos 80 e a pop mais contemporânea".
Quem quiser ver os Lissabon ao vivo pode ir até Telheiras no dia 22 de Maio, ao Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.
Aqui há um passatempo onde oferecem convites duplos.
www.lissabonmusic.com
facebook.com/lissabonmusic
E deixo-vos com o vídeo Wake Up. Bom fim-de-semana!
09/05/2012
Sérgio Godinho e as 40 ilustrações
Sérgio Godinho faz 40 anos de carreira. Parabéns!
Para os comemorar escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses. Letras e ilustrações foram reunidas num livro Sérgio Godinho e as 40 ilustrações, uma edição da Abysmo.
Estão lá Lisboa que amanhece, Etelvina, Balada da Rita, Arranja-me um emprego, Com um brilhozinho nos olhos, O elixir da eterna juventude, Em dias consecutivos e também Sopro do coração, que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Os ilustradores foram escolhidos por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo. O resultado final apresenta ilustrações inéditas feitas em carvão, digital, colagem, técnica mista ou com a tecnologia de um iPhone.
O livro foi apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho recebeu uma medalha de honra atribuída pela SPA.
"Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras e os sons", escreveu Sérgio Godinho no texto introdutório do livro.
A Exposição Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações está neste momento e até dia 20 de Maio em Viana do Castelo (Antigos Paços do Concelho).
Sérgio Godinho estará presente na Exposição, para uma sessão de autógrafos, no dia 12 de Maio.
Dia 13 de Maio, às 15h, há sessão de autógrafos no Pavilhão Rosa Mota (II Porto Book Stock Fair).
Para os comemorar escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses. Letras e ilustrações foram reunidas num livro Sérgio Godinho e as 40 ilustrações, uma edição da Abysmo.
Estão lá Lisboa que amanhece, Etelvina, Balada da Rita, Arranja-me um emprego, Com um brilhozinho nos olhos, O elixir da eterna juventude, Em dias consecutivos e também Sopro do coração, que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Os ilustradores foram escolhidos por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo. O resultado final apresenta ilustrações inéditas feitas em carvão, digital, colagem, técnica mista ou com a tecnologia de um iPhone.
O livro foi apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho recebeu uma medalha de honra atribuída pela SPA.
"Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras e os sons", escreveu Sérgio Godinho no texto introdutório do livro.
A Exposição Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações está neste momento e até dia 20 de Maio em Viana do Castelo (Antigos Paços do Concelho).
Sérgio Godinho estará presente na Exposição, para uma sessão de autógrafos, no dia 12 de Maio.
Dia 13 de Maio, às 15h, há sessão de autógrafos no Pavilhão Rosa Mota (II Porto Book Stock Fair).
03/04/2012
Ornatos Violeta
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| daqui |
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| daqui |
A banda terminou em 2002 e não chegou a gravar o terceiro álbum que aparentemente já tinha o nome de Monte Elvis.
No último concerto Manel Cruz agradeceu a todo o pessoal técnico que trabalhou com eles, e despediu-se do público “Até um dia!”
Esse dia chegou e depois de 10 anos de inatividade, em jeito de comemoração dos 20 anos de criação da banda, os Ornatos Violeta anunciaram em fevereiro o regresso aos palcos, mais concretamente dos Coliseus de Lisboa e do Porto a 25 e 30 de Outubro, respetivamente. Os bilhetes esgotaram em apenas três dias mas foram marcadas mais duas datas: 26 de Outubro em Lisboa e 31 de Outubro no Porto.
Também confirmaram a participação no Festival Paredes de Coura 2012.
07/03/2012
Maria João
A Maria João nasceu em Lisboa em 1956. É filha de pai português e mãe moçambicana.
Foi uma adolescente rebelde e inquieta. Frequentava o Colégio Inglês St. Julians School mas fugia da escola, não punha os pés nas aulas e passou a aluna interna no colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu um obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios!
Até que surgiu o desporto na sua vida, primeiro a Natação e depois a escola do mestre Georges Stobbaerts, onde saltou do Ioga para o Judo e Karaté, até se encantar pelo Aikido, que, além de lhe incutir regras e disciplina, lhe valeu um orgulhoso cinturão negro. O Aikido mudou-lhe a vida, sendo ainda hoje uma das suas paixões. Praticava intensamente todos os dias da semana e, por essa altura, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas, através da Direcção-Geral de Desportos.
A música apareceu por acaso, nunca tinha sonhado ser cantora, nem sequer ouvia muita música. A Escola de Natação fechou e a praia e a boa vida foram uma hipótese a considerar, até que um amigo guitarrista a convidou a integrar a sua banda rock, como vocalista. A banda não teve futuro mas em 1982, quando abriram inscrições na Escola de Jazz do Hot Club foi desafiada por um amigo a tentar a sua sorte. Diz que não percebia nada de jazz, mas gostava imenso. Na audição atirou-se a um improviso sobre o clássico de Cole Porter, “Night and Day” e foi admitida de imediato, sem que tenha chegado a saber se entrou pela espetacularidade do improviso ou porque havia falta de cantores no Hot Club. Foi aqui que aprendeu a ouvir as divas do jazz e não só, apaixonou-se pela Betty Carter, progrediu para o Al Jarreau e outros cantores de vanguarda. Ainda no Hot Club, formou o seu primeiro grupo – Maria João & Friends – e foi também nesses tempos que se estreou em concerto, na abertura de um restaurante.
Em 1983 saiu o primeiro disco (Quinteto de Maria João, recheado de standards americanos) e uma participação no disco de Jorge Palma, Acto Contínuo.
Em 1984 foi galardoada com o prémio de revelação do ano e em 1985 no Festival de Jazz de Cascais obteve aplausos do público e da crítica.
Gravou mais discos, ganhou mais prémios e fez tournées pelo mundo. Chamou a atenção da pianista japonesa Aki Takase que se movia no mundo do free-jazz e com ela a Maria João descobriu que é possível fazer tudo!
Em 1990 nasceu o seu filho e regressou a Portugal para o projeto Cal Viva com José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro e Mário Laginha, e o resultado da colaboração saiu num disco intitulado Sol, em 1991, onde a música tradicional portuguesa e o jazz se fundiram em sons originais.
Os Cal Viva não fizeram mais álbuns mas a Maria João e o Mário Laginha foram trabalhando juntos em outros projetos que fizeram sucesso, tornando-os uma dupla imbatível.
A Maria João é frequentemente convidada a colaborar com outros músicos de grande prestígio como o grupo de Joe Zawinul, o quarteto de sopros austríaco Saxofour ou Gilberto Gil.
Em televisão foi diretora da Escola de Música da Operação Triunfo em duas edições do programa.
No final de 2008 a Maria João voltou ao estúdio com Mário Laginha para a edição de um álbum comemorativo de 25 anos de carreira. Em 2011 lançou o disco Amoras e Framboesas.
Atualmente a Maria João continua a apresentar-se em duo e quinteto com Mário Laginha em salas pelo mundo fora e a desenvolver o projeto Ogre, com concertos regulares na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa. Com a Orquestra de Jazz de Matosinhos continuará a oferecer Amoras e Framboesas em vários festivais de jazz.
"Nós precisamos muito da música e de um belo dia de sol e céu azul! Isto não mata mas mói, vai moendo ao longo do tempo, é muito tempo já com isto. Todas as pessoas a resistirem, a tentarem safar-se e isto desmoraliza imenso e claro que precisamos de coisas felizes para levantar o ânimo para poder achar “nao não! vamos sair desta” e eu acho que a música ocupa esse sítio, é uma das coisas que ocupa esse lugar. A salvadora do ânimo nacional".
Apesar de se dar melhor com o meio sonoro - como o telefone, já aderiu às novas tecnologias e dá importância ao grafismo geral dos seus trabalhos e à forma como se apresenta ao público. Dá aulas há quatro anos, experiência que tem sido fantástica, diz que é melhor cantora por causa das aulas, com o que aprende
com os seus alunos.
Foi uma adolescente rebelde e inquieta. Frequentava o Colégio Inglês St. Julians School mas fugia da escola, não punha os pés nas aulas e passou a aluna interna no colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu um obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios!
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| Foto: Simon Frederick |
Até que surgiu o desporto na sua vida, primeiro a Natação e depois a escola do mestre Georges Stobbaerts, onde saltou do Ioga para o Judo e Karaté, até se encantar pelo Aikido, que, além de lhe incutir regras e disciplina, lhe valeu um orgulhoso cinturão negro. O Aikido mudou-lhe a vida, sendo ainda hoje uma das suas paixões. Praticava intensamente todos os dias da semana e, por essa altura, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas, através da Direcção-Geral de Desportos.
A música apareceu por acaso, nunca tinha sonhado ser cantora, nem sequer ouvia muita música. A Escola de Natação fechou e a praia e a boa vida foram uma hipótese a considerar, até que um amigo guitarrista a convidou a integrar a sua banda rock, como vocalista. A banda não teve futuro mas em 1982, quando abriram inscrições na Escola de Jazz do Hot Club foi desafiada por um amigo a tentar a sua sorte. Diz que não percebia nada de jazz, mas gostava imenso. Na audição atirou-se a um improviso sobre o clássico de Cole Porter, “Night and Day” e foi admitida de imediato, sem que tenha chegado a saber se entrou pela espetacularidade do improviso ou porque havia falta de cantores no Hot Club. Foi aqui que aprendeu a ouvir as divas do jazz e não só, apaixonou-se pela Betty Carter, progrediu para o Al Jarreau e outros cantores de vanguarda. Ainda no Hot Club, formou o seu primeiro grupo – Maria João & Friends – e foi também nesses tempos que se estreou em concerto, na abertura de um restaurante.
Em 1983 saiu o primeiro disco (Quinteto de Maria João, recheado de standards americanos) e uma participação no disco de Jorge Palma, Acto Contínuo.
Em 1984 foi galardoada com o prémio de revelação do ano e em 1985 no Festival de Jazz de Cascais obteve aplausos do público e da crítica.
Gravou mais discos, ganhou mais prémios e fez tournées pelo mundo. Chamou a atenção da pianista japonesa Aki Takase que se movia no mundo do free-jazz e com ela a Maria João descobriu que é possível fazer tudo!
Em 1990 nasceu o seu filho e regressou a Portugal para o projeto Cal Viva com José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro e Mário Laginha, e o resultado da colaboração saiu num disco intitulado Sol, em 1991, onde a música tradicional portuguesa e o jazz se fundiram em sons originais.
Os Cal Viva não fizeram mais álbuns mas a Maria João e o Mário Laginha foram trabalhando juntos em outros projetos que fizeram sucesso, tornando-os uma dupla imbatível.
A Maria João é frequentemente convidada a colaborar com outros músicos de grande prestígio como o grupo de Joe Zawinul, o quarteto de sopros austríaco Saxofour ou Gilberto Gil.
Em televisão foi diretora da Escola de Música da Operação Triunfo em duas edições do programa.
No final de 2008 a Maria João voltou ao estúdio com Mário Laginha para a edição de um álbum comemorativo de 25 anos de carreira. Em 2011 lançou o disco Amoras e Framboesas.
Atualmente a Maria João continua a apresentar-se em duo e quinteto com Mário Laginha em salas pelo mundo fora e a desenvolver o projeto Ogre, com concertos regulares na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa. Com a Orquestra de Jazz de Matosinhos continuará a oferecer Amoras e Framboesas em vários festivais de jazz.
"Nós precisamos muito da música e de um belo dia de sol e céu azul! Isto não mata mas mói, vai moendo ao longo do tempo, é muito tempo já com isto. Todas as pessoas a resistirem, a tentarem safar-se e isto desmoraliza imenso e claro que precisamos de coisas felizes para levantar o ânimo para poder achar “nao não! vamos sair desta” e eu acho que a música ocupa esse sítio, é uma das coisas que ocupa esse lugar. A salvadora do ânimo nacional".
Apesar de se dar melhor com o meio sonoro - como o telefone, já aderiu às novas tecnologias e dá importância ao grafismo geral dos seus trabalhos e à forma como se apresenta ao público. Dá aulas há quatro anos, experiência que tem sido fantástica, diz que é melhor cantora por causa das aulas, com o que aprende
com os seus alunos.
01/03/2012
galeria apresenta Concerto por um Novo Futuro
Dia 10 de Março de 2012, a solidariedade regressa ao Campo Pequeno para um concerto com algumas das maiores vozes do fado e nomes de referência da cena musical nacional.
Ana Moura, Deolinda, Clã, Luisa Sobral, António Zambujo, Anaquim e Cuca Roseta são os nomes confirmados, que se juntam para cantar e ajudar a proporcionar um novo futuro a muitas crianças.
Entre canções e sorrisos, espera-se uma noite de muita música, esperança e boa disposição, cuja receita reverte a favor da Associação Novo Futuro.
Os bilhetes custam entre 15 e 35 euros, e estão disponíveis nos seguintes locais:
Na bilheteira da sala, www.ticketline.sapo.pt , Fnac, Worten, El Corte Inglés (Lisboa e Gaia), Centros Comerciais Dolce Vita (Amadora, Porto, Vila Real, Ovar, Coimbra e Funchal), Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Estações de Correios e em www.ctt.pt.
Ofereça um bilhete e ajude a Associação Novo Futuro a ajudar crianças.
Porque... Ajudar é um espetáculo!
Associação Novo Futuro, é uma Associação para acolhimento e apoio a Crianças e Jovens privados de ambiente familiar, fundada em Portugal em 1996 e reconhecida como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e de Superior Interesse Social.
novofuturo.org
Ana Moura, Deolinda, Clã, Luisa Sobral, António Zambujo, Anaquim e Cuca Roseta são os nomes confirmados, que se juntam para cantar e ajudar a proporcionar um novo futuro a muitas crianças.
Entre canções e sorrisos, espera-se uma noite de muita música, esperança e boa disposição, cuja receita reverte a favor da Associação Novo Futuro.
Os bilhetes custam entre 15 e 35 euros, e estão disponíveis nos seguintes locais:
Na bilheteira da sala, www.ticketline.sapo.pt , Fnac, Worten, El Corte Inglés (Lisboa e Gaia), Centros Comerciais Dolce Vita (Amadora, Porto, Vila Real, Ovar, Coimbra e Funchal), Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Estações de Correios e em www.ctt.pt.
Ofereça um bilhete e ajude a Associação Novo Futuro a ajudar crianças.
Porque... Ajudar é um espetáculo!
Associação Novo Futuro, é uma Associação para acolhimento e apoio a Crianças e Jovens privados de ambiente familiar, fundada em Portugal em 1996 e reconhecida como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e de Superior Interesse Social.
novofuturo.org
23/02/2012
Mariza
Nasceu em Moçambique em 1973 mas veio para Portugal com três anos e instalou-se com a família na Mouraria.
Em sua casa não se via televisão, ouviam-se discos, sempre de fado. Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Aos cinco anos recebeu o seu primeiro xaile e começou a moldar a voz que a tornou famosa. Aprendeu a cantar na taberna dos pais e foi lá que atuou pela primeira vez.
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!"
O recreio da escola primária da Mouraria era um palco. Fazia uma roda com as colegas e depois ia para o meio delas e cantava. Também gostava de sapateado que praticava à porta de casa com caricas de Coca-Cola coladas nos sapatos.
Só na adolescência começou a ser levada a sério como cantora. Até se assumir como fadista (ou cantadeira de fados, como prefere ser chamada) cantou diversos géneros musicais, como gospel, soul e jazz. Formou com alguns amigos uma banda de covers de nome Vinyl, costumavam cantar no bar Xafarix, em Lisboa. Mais tarde formou os Funkytown.
Foi no "Sr. Vinho" que a Mariza começou a cantar profissionalmente. Cantou também no "Café Café", propriedade de Herman José, que lhe deu alguma notoriedade.
Em 1999 foi convidada por Filipe La Féria para integrar a lista de cantores à homenagem a Amália Rodrigues num espetáculo no Coliseu de Lisboa (e depois no Coliseu do Porto), transmitido em direto pela TVI. A partir daqui nunca mais parou.
Em 2001 editou o seu primeiro álbum, Fado em Mim, primeiro em Portugal e depois em 32 países. O disco é uma espécie de tributo a Amália. Com este CD surgiram as primeiras digressões no estrangeiro e os primeiros prémios e nomeações. Dois anos depois editou Fado Curvo, que conseguiu o mesmo sucesso.
Em 2005 veio o terceiro álbum, Transparente e a Fundação Amália Rodrigues atribuiu-lhe o prémio de «Intérprete que mais contribui para a divulgação da música portuguesa no estrangeiro». Um ano depois ganhou um Globo de Ouro em Portugal, e tornou-se Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique,
distinção atribuída pelo Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio. Também foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF e de seguida, Embaixadora de Hans Christian Andersen em Portugal, pelo embaixador da Dinamarca no país, a propósito das comemorações do bicentenário do escritor.
Tem sido presença regular em palcos mediáticos como o Carnegie Hall, Walt Disney Concert Hall, Lobero Theater, Salle Pleyel, Ópera de Sydney, Olympia ou o Royal Albert Hall e tantos outros. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».
Sucedem-se platinas, prémios, salas esgotadas e convites irrecusáveis como integrar os concertos do Live 8, o dueto com Sting, no disco Unity ou ser convidada do Late Show With David Letterman. Foi também a protagonista do filme de Carlos Saura, Fados que reuniu tanto críticas como elogios por se afastar da conceção natural do fado. O filme não foi aceite no Festival de Cinema de Cannes.
Foi a primeira portuguesa nomeada para os Grammy latinos. Um momento importante no seu percurso no fado. Esta nomeação causou corrupio na imprensa nacional e internacional.
"Ao saber da nomeação não consegui deixar de pensar no percurso que fiz: como foi possível? Mas, ao mesmo tempo, percebi que tudo faz sentido. Pela forma como temos batalhado Com grande vontade de vencer, de conquista, de mostrar que a cultura portuguesa é extremamente rica, que Portugal é um país com muito para dar".
Em 2007 recebeu uma proposta do arquiteto Frank Gehry para lhe desenhar o palco. Idealizou uma taberna portuguesa, acolhedora e intimista, a fazer lembrar Lisboa e o seu ambiente bairrista.
Em 2008, na Culturgest, apresentou o seu novo álbum, Terra. Nesta altura associou-se à Blue Note Records, a mais importante editora de jazz do mundo.
Em 2010 lançou Fado Tradicional, o seu quinto álbum.
Juntamente com Carlos do Carmo foi embaixadora da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade.
Apesar de reunir algumas críticas dos puristas do fado, Mariza foi a maior impulsionadora da nova geração de fadistas que surgiram depois do milénio, e uma das pessoas que mais contribuíram para o reconhecimento e o valor que o fado conseguiu recuperar, tanto em Portugal como no estrangeiro.
mariza.com
Em sua casa não se via televisão, ouviam-se discos, sempre de fado. Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Aos cinco anos recebeu o seu primeiro xaile e começou a moldar a voz que a tornou famosa. Aprendeu a cantar na taberna dos pais e foi lá que atuou pela primeira vez.
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!"
O recreio da escola primária da Mouraria era um palco. Fazia uma roda com as colegas e depois ia para o meio delas e cantava. Também gostava de sapateado que praticava à porta de casa com caricas de Coca-Cola coladas nos sapatos.
Só na adolescência começou a ser levada a sério como cantora. Até se assumir como fadista (ou cantadeira de fados, como prefere ser chamada) cantou diversos géneros musicais, como gospel, soul e jazz. Formou com alguns amigos uma banda de covers de nome Vinyl, costumavam cantar no bar Xafarix, em Lisboa. Mais tarde formou os Funkytown.
Foi no "Sr. Vinho" que a Mariza começou a cantar profissionalmente. Cantou também no "Café Café", propriedade de Herman José, que lhe deu alguma notoriedade.
Em 1999 foi convidada por Filipe La Féria para integrar a lista de cantores à homenagem a Amália Rodrigues num espetáculo no Coliseu de Lisboa (e depois no Coliseu do Porto), transmitido em direto pela TVI. A partir daqui nunca mais parou.
Em 2001 editou o seu primeiro álbum, Fado em Mim, primeiro em Portugal e depois em 32 países. O disco é uma espécie de tributo a Amália. Com este CD surgiram as primeiras digressões no estrangeiro e os primeiros prémios e nomeações. Dois anos depois editou Fado Curvo, que conseguiu o mesmo sucesso.
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| foto de José Goulão |
distinção atribuída pelo Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio. Também foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF e de seguida, Embaixadora de Hans Christian Andersen em Portugal, pelo embaixador da Dinamarca no país, a propósito das comemorações do bicentenário do escritor.
Tem sido presença regular em palcos mediáticos como o Carnegie Hall, Walt Disney Concert Hall, Lobero Theater, Salle Pleyel, Ópera de Sydney, Olympia ou o Royal Albert Hall e tantos outros. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».
Sucedem-se platinas, prémios, salas esgotadas e convites irrecusáveis como integrar os concertos do Live 8, o dueto com Sting, no disco Unity ou ser convidada do Late Show With David Letterman. Foi também a protagonista do filme de Carlos Saura, Fados que reuniu tanto críticas como elogios por se afastar da conceção natural do fado. O filme não foi aceite no Festival de Cinema de Cannes.
Foi a primeira portuguesa nomeada para os Grammy latinos. Um momento importante no seu percurso no fado. Esta nomeação causou corrupio na imprensa nacional e internacional.
"Ao saber da nomeação não consegui deixar de pensar no percurso que fiz: como foi possível? Mas, ao mesmo tempo, percebi que tudo faz sentido. Pela forma como temos batalhado Com grande vontade de vencer, de conquista, de mostrar que a cultura portuguesa é extremamente rica, que Portugal é um país com muito para dar".
Em 2007 recebeu uma proposta do arquiteto Frank Gehry para lhe desenhar o palco. Idealizou uma taberna portuguesa, acolhedora e intimista, a fazer lembrar Lisboa e o seu ambiente bairrista.
Em 2008, na Culturgest, apresentou o seu novo álbum, Terra. Nesta altura associou-se à Blue Note Records, a mais importante editora de jazz do mundo.
Em 2010 lançou Fado Tradicional, o seu quinto álbum.
Juntamente com Carlos do Carmo foi embaixadora da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade.
Apesar de reunir algumas críticas dos puristas do fado, Mariza foi a maior impulsionadora da nova geração de fadistas que surgiram depois do milénio, e uma das pessoas que mais contribuíram para o reconhecimento e o valor que o fado conseguiu recuperar, tanto em Portugal como no estrangeiro.
mariza.com
13/02/2012
Rita Redshoes
Chama-se Rita Pereira, é de Loures e nasceu em 1981.
É cantora, compositora e toca vários instrumentos. Foi estudante do ISPA e da Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa.
Em pequena tocava, cantava e fazia grandes performances para a família. A certa altura, achou que queria ser bailarina e estudou ballet durante oito anos. Até que o irmão comprou uma bateria e sempre que ele não estava em casa a Rita tocava. Começa aqui a sua ligação mais séria com a música, ainda na escola secundária como baterista do grupo de Teatro Ita Vero. Percebeu que havia ali algo que podia explorar, mesmo não sabendo como. Mais tarde, num ensaio da banda do irmão, Atomic Bees, o vocalista faltou. Como sabia as músicas todas de cor, a Rita substituiu-o. E foi ficando. Decidiu ir estudar música e foi para a Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa. Mas confessa que nunca conseguiu acompanhar o ritmo. Diz que o ensino era demasiado fechado para quem vinha da pop, um universo mais livre e na sua opinião com mais piada. Sentiu um choque de linguagens, como se estivessem a formatá-la. Musicalmente, foi um processo muito produtivo, porque compôs imenso nessa altura, mas também muito conturbado. Fez a sua escolha e desistiu da Escola Superior de Música. Viu-se obrigada a optar por outro caminho mas nunca largou a ideia de trabalhar na música. Não via futuro à sua frente e ficou deprimida o que a levou à psicoterapia. Apaixonou-se pelo processo e aos 21 anos, depois de ter tirado um pequeno curso de marketing musical, entrou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
Entretanto teve a sorte de o David Fonseca ter ouvido o disco da banda do irmão. Gostou e convidou-a para integrar a banda do seu projeto a solo. Tornou-se assim a teclista de serviço na banda de suporte de David Fonseca.
Foi também uma das finalistas do concurso Jovens Criadores, tocando baixo no projeto Rebel Red Dog, e tocou piano e cantou no projeto Photographs.
Dream on Girl, uma música que a Rita tinha gravado em casa e colocado no MySpace, começa a ganhar notoriedade e algum destaque em rádios como a RADAR (foi nomeada para Canção do Ano). A partir daqui estava lançada e em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo chamado Golden Era.
Associou-se à campanha Fashion Targets Breast Cancer, cedendo a sua música Choose Love para banda sonora. Foi também madrinha da campanha de criação de um Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.
Lights & Darks, o seu segundo álbum, foi lançado em 2010 e teve direito a uma reedição muito especial, um ano depois. Esta reedição tinha para além além do disco um DVD, Into Lights & Darks, com um documentário realizado por Rita Redshoes, a desvendar todo o processo criativo do disco, desconstruindo as canções, influências, abrindo as portas ao imaginário das suas músicas. Este DVD inclui também excertos do concerto na Aula Magna e alguns vídeos (incluindo o dueto com The Legendary Tiger Man em Fever).
Os sapatos vermelhos vêm do imaginário do Feiticeiro de Oz, algo ingénuo e sonhador e com o lado mais feminino e sexy e um bocadinho rock n’roll. No fundo alguém que age como uma mulher mas depois chora como uma menina.
A Rita é também a porta-voz da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.
Vai atuar em Lisboa no Teatro Municipal São Luiz a 8 de Março.
ritaredshoes.com
"As canções são fragmentos de mim, de coisas que eu penso sobre o amor, são influenciadas pelo que eu vejo, não tanto pela música, mas por imagens, por filmes. Tenho muitas imagens gravadas na minha cabeça e tudo isso me influencia".
É cantora, compositora e toca vários instrumentos. Foi estudante do ISPA e da Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa.
Em pequena tocava, cantava e fazia grandes performances para a família. A certa altura, achou que queria ser bailarina e estudou ballet durante oito anos. Até que o irmão comprou uma bateria e sempre que ele não estava em casa a Rita tocava. Começa aqui a sua ligação mais séria com a música, ainda na escola secundária como baterista do grupo de Teatro Ita Vero. Percebeu que havia ali algo que podia explorar, mesmo não sabendo como. Mais tarde, num ensaio da banda do irmão, Atomic Bees, o vocalista faltou. Como sabia as músicas todas de cor, a Rita substituiu-o. E foi ficando. Decidiu ir estudar música e foi para a Escola Superior de Música do Instituto Politécnico de Lisboa. Mas confessa que nunca conseguiu acompanhar o ritmo. Diz que o ensino era demasiado fechado para quem vinha da pop, um universo mais livre e na sua opinião com mais piada. Sentiu um choque de linguagens, como se estivessem a formatá-la. Musicalmente, foi um processo muito produtivo, porque compôs imenso nessa altura, mas também muito conturbado. Fez a sua escolha e desistiu da Escola Superior de Música. Viu-se obrigada a optar por outro caminho mas nunca largou a ideia de trabalhar na música. Não via futuro à sua frente e ficou deprimida o que a levou à psicoterapia. Apaixonou-se pelo processo e aos 21 anos, depois de ter tirado um pequeno curso de marketing musical, entrou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
Entretanto teve a sorte de o David Fonseca ter ouvido o disco da banda do irmão. Gostou e convidou-a para integrar a banda do seu projeto a solo. Tornou-se assim a teclista de serviço na banda de suporte de David Fonseca.
Foi também uma das finalistas do concurso Jovens Criadores, tocando baixo no projeto Rebel Red Dog, e tocou piano e cantou no projeto Photographs.
Dream on Girl, uma música que a Rita tinha gravado em casa e colocado no MySpace, começa a ganhar notoriedade e algum destaque em rádios como a RADAR (foi nomeada para Canção do Ano). A partir daqui estava lançada e em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo chamado Golden Era.
Associou-se à campanha Fashion Targets Breast Cancer, cedendo a sua música Choose Love para banda sonora. Foi também madrinha da campanha de criação de um Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.
Lights & Darks, o seu segundo álbum, foi lançado em 2010 e teve direito a uma reedição muito especial, um ano depois. Esta reedição tinha para além além do disco um DVD, Into Lights & Darks, com um documentário realizado por Rita Redshoes, a desvendar todo o processo criativo do disco, desconstruindo as canções, influências, abrindo as portas ao imaginário das suas músicas. Este DVD inclui também excertos do concerto na Aula Magna e alguns vídeos (incluindo o dueto com The Legendary Tiger Man em Fever).
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| foto de José Sena Goulão |
A Rita é também a porta-voz da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.
Vai atuar em Lisboa no Teatro Municipal São Luiz a 8 de Março.
ritaredshoes.com
"As canções são fragmentos de mim, de coisas que eu penso sobre o amor, são influenciadas pelo que eu vejo, não tanto pela música, mas por imagens, por filmes. Tenho muitas imagens gravadas na minha cabeça e tudo isso me influencia".
06/02/2012
David Fonseca
Um homem, mil instrumentos e uma Polaroid.
O David nasceu em Leiria em 1973. Adora gatos, fotografia e andar de bicicleta.
Estudou cinema, vertente de Imagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e foi aluno da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Foi também fotógrafo de moda, chegando a participar em alguns catálogos.
Pertenceu ao grupo Silence 4 que, nos finais da década de noventa, se tornou um fenómeno da música portuguesa, arrecadando multi-platina em 2 anos. Desde aí não tem parado de nos surpreender. É autor, compositor, intérprete e performer completíssimo. Esgota auditórios por todo o país, ganha prémios, e leva a sua música além fronteiras.
Em 2003, já a solo, lançou o álbum Sing Me Something New, onde tocou praticamente todos os instrumentos. O primeiro single atingiu o número 1 do airplay nacional e o segundo foi escolhido como tema de campanha da Vodafone, catapultando uma digressão de grande sucesso por todo o país.
Em 2004 participou no projecto Humanos, dando voz a temas inéditos de António Variações ao lado de Manuela Azevedo e Camané. O sucesso do disco culminou em 3 espetáculos memoráveis nos Coliseus de Lisboa e Porto e uma atuação para 40.000 pessoas no festival Sudoeste.
Em 2005 o disco Our Hearts Will Beat As One foi disco de ouro logo após o seu lançamento e foi considerado pelos media como o melhor álbum pop do ano. Pela terceira vez foi nomeado para o MTV European Music Awards.
O álbum Dreams In Colour veio em 2007 e com ele o single Superstars e uma versão de Rocket man (de Elton John) - Esta versão teve direito a um vídeoclip gravado em take único e passado de trás para a frente.
Em 2008, David Fonseca foi eleito artista do mês na MTV e Artista do Ano pelos leitores da revista Blitz.
Between Waves, o seu 4º disco a solo (que compôs e escreveu na íntegra ) marcou o regresso à performance de praticamente todos os instrumentos. Este disco foi também editado em Itália, na Grécia e em Espanha.
Em 2011 os Premios de la Música y la Creación Independiente - Pop Eye distinguem David Fonseca como Artista Revelación Europeo.
Criou uma comunidade online com o nome Amazing Cats Club, baseado na sua label e estúdio The Castle of Amazing Cats com o intuito de agrupar os entusiastas da sua obra.
O David tem agora um novo projeto musical com o nome Seasons que terá a duração de um ano, ao longo do qual editará dois álbuns e várias canções através de vários formatos.
Propõe relatar a sua vida através de canções durante 12 meses, de Março deste ano até Março de 2013.
«A ideia: um ano de vivências e observações pessoais transformadas em canções, um retrato musical dos dias que marcaram esse trajecto numa espécie de calendário/diário musical»
Os dois discos saídos de Seasons chamam-se Rising e Falling e serão lançados a 21 de Março e a 21 de Setembro, respetivamente. O primeiro single, What Life Is For, está disponível a partir de hoje.
O David nasceu em Leiria em 1973. Adora gatos, fotografia e andar de bicicleta.
Estudou cinema, vertente de Imagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e foi aluno da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Foi também fotógrafo de moda, chegando a participar em alguns catálogos.
Pertenceu ao grupo Silence 4 que, nos finais da década de noventa, se tornou um fenómeno da música portuguesa, arrecadando multi-platina em 2 anos. Desde aí não tem parado de nos surpreender. É autor, compositor, intérprete e performer completíssimo. Esgota auditórios por todo o país, ganha prémios, e leva a sua música além fronteiras.
Em 2003, já a solo, lançou o álbum Sing Me Something New, onde tocou praticamente todos os instrumentos. O primeiro single atingiu o número 1 do airplay nacional e o segundo foi escolhido como tema de campanha da Vodafone, catapultando uma digressão de grande sucesso por todo o país.
Em 2004 participou no projecto Humanos, dando voz a temas inéditos de António Variações ao lado de Manuela Azevedo e Camané. O sucesso do disco culminou em 3 espetáculos memoráveis nos Coliseus de Lisboa e Porto e uma atuação para 40.000 pessoas no festival Sudoeste.
Em 2005 o disco Our Hearts Will Beat As One foi disco de ouro logo após o seu lançamento e foi considerado pelos media como o melhor álbum pop do ano. Pela terceira vez foi nomeado para o MTV European Music Awards.
O álbum Dreams In Colour veio em 2007 e com ele o single Superstars e uma versão de Rocket man (de Elton John) - Esta versão teve direito a um vídeoclip gravado em take único e passado de trás para a frente.
Em 2008, David Fonseca foi eleito artista do mês na MTV e Artista do Ano pelos leitores da revista Blitz.
Between Waves, o seu 4º disco a solo (que compôs e escreveu na íntegra ) marcou o regresso à performance de praticamente todos os instrumentos. Este disco foi também editado em Itália, na Grécia e em Espanha.
Em 2011 os Premios de la Música y la Creación Independiente - Pop Eye distinguem David Fonseca como Artista Revelación Europeo.
Criou uma comunidade online com o nome Amazing Cats Club, baseado na sua label e estúdio The Castle of Amazing Cats com o intuito de agrupar os entusiastas da sua obra.
O David tem agora um novo projeto musical com o nome Seasons que terá a duração de um ano, ao longo do qual editará dois álbuns e várias canções através de vários formatos.
Propõe relatar a sua vida através de canções durante 12 meses, de Março deste ano até Março de 2013.
«A ideia: um ano de vivências e observações pessoais transformadas em canções, um retrato musical dos dias que marcaram esse trajecto numa espécie de calendário/diário musical»
Os dois discos saídos de Seasons chamam-se Rising e Falling e serão lançados a 21 de Março e a 21 de Setembro, respetivamente. O primeiro single, What Life Is For, está disponível a partir de hoje.
30/01/2012
Luísa Sobral
A Luísa nasceu em Lisboa em 1987.
Foi com uma guitarra que iniciou a empatia com os instrumentos. Foi com a guitarra que percebeu de onde vinham os acordes das músicas dos pais. Dos Beatles e de outros. E foi com tenra idade que se entregou às canções únicas que o jazz eternizou.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos e ficou em 3º lugar. Pouco tempo depois foi para os Estados Unidos em busca de formação musical e fez a licenciatura na Berklee College of Music. Passou por Boston e Nova Iorque, durante quatro anos que lhe permitiram descobrir a sua própria identidade musical.
Ainda antes de editar o seu primeiro registo discográfico a Luísa esteve nomeada para Best Jazz Artist nos Hollywood Music Awards de 2009, ganhou a Best Jazz Song nos Malibu Music Awards de 2008 e foi finalista em dois concursos de escrita de canções, a John Lennon Sonwriting Competition e a International Songwriting Competition.
“The Cherry On My Cake” é o seu primeiro álbum de originais, lançado em Março de 2011 e já atingiu o disco de ouro.
Aponta como influências Björk, Regina Spektor, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Elis Regina, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
A sua vivência e a relação com as pessoas inspiraram-na no processo de composição do seu disco de estreia, como o cinema francês, o frenesim de Nova Iorque e o afeto familiar de Lisboa.
É uma mistura da sonoridade das melodias dos anos 50 com sons que gosta de ouvir agora, como a harpa, por exemplo.
A Luísa é cantora, compositora, letrista e instrumentista.
luisasobral.com
Se quiser ver a Luísa ao vivo e a cores, aqui ficam as datas dos próximos concertos:
17 de Fevereiro - Seia Jazz & Blues 2012 (Seia)
18 de Fevereiro - Theatro Circo (Braga)
8 de Março - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
13 de Abril - Casa da Música (Porto)
14 de Abril - CCB (Lisboa)
Foi com uma guitarra que iniciou a empatia com os instrumentos. Foi com a guitarra que percebeu de onde vinham os acordes das músicas dos pais. Dos Beatles e de outros. E foi com tenra idade que se entregou às canções únicas que o jazz eternizou.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos e ficou em 3º lugar. Pouco tempo depois foi para os Estados Unidos em busca de formação musical e fez a licenciatura na Berklee College of Music. Passou por Boston e Nova Iorque, durante quatro anos que lhe permitiram descobrir a sua própria identidade musical.
Ainda antes de editar o seu primeiro registo discográfico a Luísa esteve nomeada para Best Jazz Artist nos Hollywood Music Awards de 2009, ganhou a Best Jazz Song nos Malibu Music Awards de 2008 e foi finalista em dois concursos de escrita de canções, a John Lennon Sonwriting Competition e a International Songwriting Competition.
“The Cherry On My Cake” é o seu primeiro álbum de originais, lançado em Março de 2011 e já atingiu o disco de ouro.
Aponta como influências Björk, Regina Spektor, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Elis Regina, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
A sua vivência e a relação com as pessoas inspiraram-na no processo de composição do seu disco de estreia, como o cinema francês, o frenesim de Nova Iorque e o afeto familiar de Lisboa.
É uma mistura da sonoridade das melodias dos anos 50 com sons que gosta de ouvir agora, como a harpa, por exemplo.
A Luísa é cantora, compositora, letrista e instrumentista.
luisasobral.com
Se quiser ver a Luísa ao vivo e a cores, aqui ficam as datas dos próximos concertos:
17 de Fevereiro - Seia Jazz & Blues 2012 (Seia)
18 de Fevereiro - Theatro Circo (Braga)
8 de Março - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
13 de Abril - Casa da Música (Porto)
14 de Abril - CCB (Lisboa)
26/01/2012
galeria entrevista Inês Vicente
Quinta-feira também é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Inês Vicente.
A Inês nasceu em Lisboa em 1978. E é em Lisboa que vive.
Divide o seu tempo entre a arquitetura e a música.
É licenciada em Arquitetura e com dois amigos da faculdade abriu o atelier DATA, onde trabalha a tempo (quase) inteiro.
A música esteve sempre presente na sua vida. Começou com bandas de garagem com amigos do liceu, tocava guitarra e chegou a cantar. Depois, trocou a guitarra pelo baixo e foi membro dos You Should Go Ahead - banda portuguesa que gravou dois álbuns, foram finalistas do TMN Garage Sessions, tocaram no Festival Sudoeste e no Lisboa Soundz, participaram no maior festival de música do mundo, South By Southwest 2007 nos Estados Unidos e foram convidados a tocar no main stage do Festival Creamfields. Ainda arrecadaram o prémio de Melhor Vídeo de Ficção no VIMUS 2007 - Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa do Varzim. Em 2009 anunciaram o fim da banda.
A Inês continuou na música e fundou os Lissabon, banda portuguesa de quatro elementos que lançou um EP em 2011 e faz parte da banda sonora da série Morangos com Açúcar.
Mais sobre a Inês? É incapaz de dizer não a uma criança, não se dá bem com cogumelos e gosta de pizzas com ingredientes pouco habituais.
atelierdata.com
lissabonmusic.com
myspace.com/lissabonmusic
Como é que gere estas duas profissões?
R: Tanto a arquitetura como a música funcionam muito por ciclos que felizmente são manipuláveis de forma a que não colidam. Há alturas de aperto em que dou prioridade a uma das áreas, mas de maneira geral convivem pacificamente. Tenho a felicidade de ter a meu lado, tanto na arquitetura como na música, pessoas que percebem a importância desta conjugação e também elas ajudam a tornar possível a convivência.
Quando os You Should Go Ahead acabaram, equacionou deixar a música?
R: Quando me convidaram para fazer parte dos You Ahould Go Ahead, para tocar baixo (que na altura era coisa que nunca tinha feito), tinha tomado essa decisão, depois de terminar uma outra banda. A verdade é que sentia tanto a falta de tocar que, mesmo sendo um outro instrumento, me atirei de cabeça. Depois dos You Should Go Ahead a história repetiu-se… bastou um sms para voltar a pegar no baixo e fazer barulho!
Quem assiste aos vossos concertos não é propriamente quem assiste à série Morangos com Açúcar. Ficaram surpreendidos com o convite?
R: Não diria surpreendidos, mas apreensivos. Há sempre o eterno complexo dos “vendidos”. A verdade é que fazemos a música que queremos, se a querem aproveitar para coisas que não imaginávamos, melhor! Não alterámos em nada a nossa postura, a diferença é que temos neste momento um público mais abrangente. A surpresa veio em perceber que quem assiste à série não é apenas o público que imaginávamos…
Sentem que cativaram um público novo com este destaque televisivo?
R: Ainda estamos muito no início, o nosso primeiro álbum está prestes a ser editado, só aí vamos perceber verdadeiramente. Nos concertos que temos feito temos vindo a perceber que há pessoas que já conhecem as músicas da série, e algumas que conhecem outras porque ouviram a música na série e foram procurar mais, e isso é bom. Como os Lissabon têm ainda pouco tempo de existência é complicado dizer se é um público novo, não temos termo de comparação.
É muito difícil viver da música em Portugal. Mas se fosse possível, dedicava-se a tempo inteiro?
R: Se esta pergunta me tivesse sido feita há uns anos atrás a resposta seria definitivamente um sim, hoje a resposta é bem diferente, um redondo não! É ótimo viver na esquizofrenia da arquitetura e da música. São áreas que se tocam em muitas ocasiões e dou por mim muitas vezes a aplicar os conceitos de uma delas na outra. Teria muito a perder se tivesse abdicado de uma delas.
Que música ouve atualmente?
R: Tento ir atualizando a playlist com coisas novas mas continua a saber-me muito bem ouvir alguns discos que se tornaram clássicos da banda sonora da minha vida. Coisas relativamente recentes: Metronomy, M83, We Have Band.
A arquitetura em Portugal vai no bom caminho?
R: Mais a arquitetura portuguesa que a arquitetura em Portugal, mas sim, num excelente caminho! É muito gratificante perceber o reconhecimento que tem sido dado à arquitetura portuguesa. Não me refiro apenas às grandes estrelas, mas a uma nova geração de arquitetos / ateliers que, com uma estrutura bastante mais modesta, conseguem competir internacionalmente com grande sucesso.
E a música?
R: A música… o fado parece que está! A música em Portugal parece estar a marinar… ainda não encontrou o seu espaço neste novo molde, mais tecnológico, menos físico.
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho pois! Entre a arquitetura e a música há sempre coisas a acontecer. Já em Fevereiro / Março queremos lançar o primeiro álbum de Lissabon. Na arquitetura é um pouco mais difícil descrever os projetos, mas estão em ebulição!
Para além da música a da arquitetura, o que mais gosta de fazer?
R: De estar com os amigos e família, tantas vezes sacrificados pelo excesso de atividades que tenho em mãos, de me tornar outra vez criança e brincar com os meus sobrinhos, e quando posso, gosto de não fazer nada!
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Cozinhar é definitivamente uma coisa para a qual não fui talhada e da qual não retiro qualquer prazer.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: As minhas grandes referências são pessoais, pessoas anónimas para a maioria, como os meus pais. Vou fazer batota (posso?) e apontar uma pessoa coletiva: os voluntários. Acho que são pessoas que fazem efetivamente este mundo um pouco melhor, com uma generosidade e dedicação extremas. Saber que há pessoas que depois de um dia de trabalho, em vez de irem para casa descansar, dão o seu tempo a causas nobres… dá que pensar… porque é que eu não faço isso?
Saiba um pouco mais sobre a Inês Vicente.
A Inês nasceu em Lisboa em 1978. E é em Lisboa que vive.
Divide o seu tempo entre a arquitetura e a música.
É licenciada em Arquitetura e com dois amigos da faculdade abriu o atelier DATA, onde trabalha a tempo (quase) inteiro.
A música esteve sempre presente na sua vida. Começou com bandas de garagem com amigos do liceu, tocava guitarra e chegou a cantar. Depois, trocou a guitarra pelo baixo e foi membro dos You Should Go Ahead - banda portuguesa que gravou dois álbuns, foram finalistas do TMN Garage Sessions, tocaram no Festival Sudoeste e no Lisboa Soundz, participaram no maior festival de música do mundo, South By Southwest 2007 nos Estados Unidos e foram convidados a tocar no main stage do Festival Creamfields. Ainda arrecadaram o prémio de Melhor Vídeo de Ficção no VIMUS 2007 - Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa do Varzim. Em 2009 anunciaram o fim da banda.
A Inês continuou na música e fundou os Lissabon, banda portuguesa de quatro elementos que lançou um EP em 2011 e faz parte da banda sonora da série Morangos com Açúcar.
Mais sobre a Inês? É incapaz de dizer não a uma criança, não se dá bem com cogumelos e gosta de pizzas com ingredientes pouco habituais.
atelierdata.com
lissabonmusic.com
myspace.com/lissabonmusic
Como é que gere estas duas profissões?
R: Tanto a arquitetura como a música funcionam muito por ciclos que felizmente são manipuláveis de forma a que não colidam. Há alturas de aperto em que dou prioridade a uma das áreas, mas de maneira geral convivem pacificamente. Tenho a felicidade de ter a meu lado, tanto na arquitetura como na música, pessoas que percebem a importância desta conjugação e também elas ajudam a tornar possível a convivência.
Quando os You Should Go Ahead acabaram, equacionou deixar a música?
R: Quando me convidaram para fazer parte dos You Ahould Go Ahead, para tocar baixo (que na altura era coisa que nunca tinha feito), tinha tomado essa decisão, depois de terminar uma outra banda. A verdade é que sentia tanto a falta de tocar que, mesmo sendo um outro instrumento, me atirei de cabeça. Depois dos You Should Go Ahead a história repetiu-se… bastou um sms para voltar a pegar no baixo e fazer barulho!
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| YSGA |
R: Não diria surpreendidos, mas apreensivos. Há sempre o eterno complexo dos “vendidos”. A verdade é que fazemos a música que queremos, se a querem aproveitar para coisas que não imaginávamos, melhor! Não alterámos em nada a nossa postura, a diferença é que temos neste momento um público mais abrangente. A surpresa veio em perceber que quem assiste à série não é apenas o público que imaginávamos…
Sentem que cativaram um público novo com este destaque televisivo?
R: Ainda estamos muito no início, o nosso primeiro álbum está prestes a ser editado, só aí vamos perceber verdadeiramente. Nos concertos que temos feito temos vindo a perceber que há pessoas que já conhecem as músicas da série, e algumas que conhecem outras porque ouviram a música na série e foram procurar mais, e isso é bom. Como os Lissabon têm ainda pouco tempo de existência é complicado dizer se é um público novo, não temos termo de comparação.
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| Lissabon |
R: Se esta pergunta me tivesse sido feita há uns anos atrás a resposta seria definitivamente um sim, hoje a resposta é bem diferente, um redondo não! É ótimo viver na esquizofrenia da arquitetura e da música. São áreas que se tocam em muitas ocasiões e dou por mim muitas vezes a aplicar os conceitos de uma delas na outra. Teria muito a perder se tivesse abdicado de uma delas.
Que música ouve atualmente?
R: Tento ir atualizando a playlist com coisas novas mas continua a saber-me muito bem ouvir alguns discos que se tornaram clássicos da banda sonora da minha vida. Coisas relativamente recentes: Metronomy, M83, We Have Band.
A arquitetura em Portugal vai no bom caminho?
R: Mais a arquitetura portuguesa que a arquitetura em Portugal, mas sim, num excelente caminho! É muito gratificante perceber o reconhecimento que tem sido dado à arquitetura portuguesa. Não me refiro apenas às grandes estrelas, mas a uma nova geração de arquitetos / ateliers que, com uma estrutura bastante mais modesta, conseguem competir internacionalmente com grande sucesso.
E a música?
R: A música… o fado parece que está! A música em Portugal parece estar a marinar… ainda não encontrou o seu espaço neste novo molde, mais tecnológico, menos físico.
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho pois! Entre a arquitetura e a música há sempre coisas a acontecer. Já em Fevereiro / Março queremos lançar o primeiro álbum de Lissabon. Na arquitetura é um pouco mais difícil descrever os projetos, mas estão em ebulição!
Para além da música a da arquitetura, o que mais gosta de fazer?
R: De estar com os amigos e família, tantas vezes sacrificados pelo excesso de atividades que tenho em mãos, de me tornar outra vez criança e brincar com os meus sobrinhos, e quando posso, gosto de não fazer nada!
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Cozinhar é definitivamente uma coisa para a qual não fui talhada e da qual não retiro qualquer prazer.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: As minhas grandes referências são pessoais, pessoas anónimas para a maioria, como os meus pais. Vou fazer batota (posso?) e apontar uma pessoa coletiva: os voluntários. Acho que são pessoas que fazem efetivamente este mundo um pouco melhor, com uma generosidade e dedicação extremas. Saber que há pessoas que depois de um dia de trabalho, em vez de irem para casa descansar, dão o seu tempo a causas nobres… dá que pensar… porque é que eu não faço isso?
25/01/2012
Jorge Palma
Nasceu em Lisboa, em 1950.
Aos seis anos iniciou os estudos de piano. Com oito fez a sua primeira audição no Conservatório Nacional.
Na rádio ouvia Maria de Lurdes Resende, António Calvário, Amália e música clássica. Depois, no final dos anos 50, a mãe comprou um gira-discos e isso levou-o a conhecer o Charles Aznavour, o Gilbert Bécaud, o Dylan, o Simon & Garfunkel e o Elvis.
O grande choque foi quando conheceu os Beatles e os Rolling Stones. Tinha 14 anos e ficou completamente rendido. Desistiu do curso para se dedicar à música, como orquestrador, mas perdeu o direito ao adiamento da tropa. Partiu para Londres e depois para a Dinamarca.
Fez parte dos Black Boys e do grupo hard/rock Sindikato. Começou por compôr em inglês, a estreia a solo foi em 1972 com o single “The Nine Billion Names Of God”.
Depois, surgiram músicas em português e encomendas de composição e orquestração para outros intérpretes.
Viveu sempre da música mas nas alturas de menos dinheiro fez traduções técnicas.
Em Paris percorreu bares, esplanadas e o Metro, tocando Bob Dylan, Leonard Cohen, Paul Simon e Crosby, Stills & Nash, entre outros.
Em 1983, quando estava prestes a regressar aos seus estudos musicais, nasceu o seu primeiro filho, Vicente.
Do álbum O Lado Errado da Noite saiu o single “Deixa-me Rir”, com enorme sucesso. Foi distinguido com alguns prémios e definido por alguns críticos como “O lado certo de Jorge Palma” ou “Palma de Ouro”. Na sequência deste trabalho fez uma longa tournée por Portugal, passando também pelas ilhas, destacando-se a sua primeira grande apresentação em Lisboa, na Aula Magna.
Em 1986, concluiu o Curso Geral de Piano e gravou o seu sétimo álbum de originais Quarto Minguante que foi um trabalho marcado pelos problemas entre Jorge Palma e a editora, sobretudo pela tentativa de imposição de um determinado tipo de sonoridade. Sempre gostou de ser um livre-pensador.
A mãe sonhava que fosse pianista, mas Jorge Palma não resistiu aos apelos do rock. Tocou nas ruas e viveu sem limites. Muitas vezes acordou sem se recordar do que fez, mas diz que mudou. Pediu ajuda médica e libertou-se.
A música "Encosta-te a Mim", do álbum Voo Nocturno de 2007 foi um mega-sucesso, cativou novos públicos e lançou a sua carreira para um patamar quase inantigível em Portugal. Curiosamente, casou com a sua atual mulher, Rita Tomé, em Las Vegas ao som desta música (cantada pelo próprio), os padrinhos foram o Elvis e a dona da capela.
Lançou recentemente Com Todo o Respeito, sobre este trabalho diz que: "É um disco perfeitamente despretensioso. Não tenho nenhuma ideia inovadora em relação à música, continua a ser o meu estilo, a minha maneira de escrever. Deixo as ideias correrem e gosto de me surpreender."
"Página em Branco" é o nome do 1º single deste novo álbum, que estreou em Setembro na sua página oficial do facebook.
13 álbuns editados; muitos singles e EP's; várias coletâneas e colaborações; projetos como Palma's Gang, Rio Grande, Cabeças no ar e Palma & Friends; um livro de poemas e uma biografia oficial fazem parte da sua carreira.
Em tempos disse que a sua vida tem tantas histórias que nunca vai conseguir contá-las todas...
Tem respeito pelas pessoas que não desistem das suas ideias, das suas intenções e das que se mantêm fiéis aos seus valores.
Agora já só pensa em ser avô.
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.
Aos seis anos iniciou os estudos de piano. Com oito fez a sua primeira audição no Conservatório Nacional.
Na rádio ouvia Maria de Lurdes Resende, António Calvário, Amália e música clássica. Depois, no final dos anos 50, a mãe comprou um gira-discos e isso levou-o a conhecer o Charles Aznavour, o Gilbert Bécaud, o Dylan, o Simon & Garfunkel e o Elvis.
O grande choque foi quando conheceu os Beatles e os Rolling Stones. Tinha 14 anos e ficou completamente rendido. Desistiu do curso para se dedicar à música, como orquestrador, mas perdeu o direito ao adiamento da tropa. Partiu para Londres e depois para a Dinamarca.
Fez parte dos Black Boys e do grupo hard/rock Sindikato. Começou por compôr em inglês, a estreia a solo foi em 1972 com o single “The Nine Billion Names Of God”.
Depois, surgiram músicas em português e encomendas de composição e orquestração para outros intérpretes.
Viveu sempre da música mas nas alturas de menos dinheiro fez traduções técnicas.
Em Paris percorreu bares, esplanadas e o Metro, tocando Bob Dylan, Leonard Cohen, Paul Simon e Crosby, Stills & Nash, entre outros.
Em 1983, quando estava prestes a regressar aos seus estudos musicais, nasceu o seu primeiro filho, Vicente.
Do álbum O Lado Errado da Noite saiu o single “Deixa-me Rir”, com enorme sucesso. Foi distinguido com alguns prémios e definido por alguns críticos como “O lado certo de Jorge Palma” ou “Palma de Ouro”. Na sequência deste trabalho fez uma longa tournée por Portugal, passando também pelas ilhas, destacando-se a sua primeira grande apresentação em Lisboa, na Aula Magna.
Em 1986, concluiu o Curso Geral de Piano e gravou o seu sétimo álbum de originais Quarto Minguante que foi um trabalho marcado pelos problemas entre Jorge Palma e a editora, sobretudo pela tentativa de imposição de um determinado tipo de sonoridade. Sempre gostou de ser um livre-pensador.
A mãe sonhava que fosse pianista, mas Jorge Palma não resistiu aos apelos do rock. Tocou nas ruas e viveu sem limites. Muitas vezes acordou sem se recordar do que fez, mas diz que mudou. Pediu ajuda médica e libertou-se.
A música "Encosta-te a Mim", do álbum Voo Nocturno de 2007 foi um mega-sucesso, cativou novos públicos e lançou a sua carreira para um patamar quase inantigível em Portugal. Curiosamente, casou com a sua atual mulher, Rita Tomé, em Las Vegas ao som desta música (cantada pelo próprio), os padrinhos foram o Elvis e a dona da capela.
Lançou recentemente Com Todo o Respeito, sobre este trabalho diz que: "É um disco perfeitamente despretensioso. Não tenho nenhuma ideia inovadora em relação à música, continua a ser o meu estilo, a minha maneira de escrever. Deixo as ideias correrem e gosto de me surpreender."
"Página em Branco" é o nome do 1º single deste novo álbum, que estreou em Setembro na sua página oficial do facebook.
13 álbuns editados; muitos singles e EP's; várias coletâneas e colaborações; projetos como Palma's Gang, Rio Grande, Cabeças no ar e Palma & Friends; um livro de poemas e uma biografia oficial fazem parte da sua carreira.
Em tempos disse que a sua vida tem tantas histórias que nunca vai conseguir contá-las todas...
Tem respeito pelas pessoas que não desistem das suas ideias, das suas intenções e das que se mantêm fiéis aos seus valores.
Agora já só pensa em ser avô.
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| fotos daqui, daqui, daqui e daqui. |
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.
09/01/2012
Vanda Miranda
A Vanda tinha 17 anos, era tímida e ouvia muitos discos de vinil do irmão. Um colega do liceu aliciou-a a fazer testes numa Rádio local e foi assim que se estreou na Rádio Clube da Moita. Seguiu-se a Super FM e depois a Energia durante 5 anos. A Energia fechou e surgiu o convite da Comercial que ia passar a ser uma rádio-rock, mesmo ao seu estilo. O convite foi aceite e já lá está há 14 anos. Faz parte da equipa do Programa na Manhã com Pedro Ribeiro, Nuno Markl e Vasco Palmeirim, no ar de segunda a sexta, entre as 7h e as 11h e ao Sábado, a solo, entre as 13h e as 16h.
Nunca tirou um curso, pelo menos daqueles com diploma, mas a sua experiência na Rádio já dava para muitos canudos.
O seu diário foi um cromo desta caderneta:
Viciada em rádio, a animadora da Comercial já experimentou fazer televisão, esteve cerca de dois anos a apresentar o Top Rock, ao sábado de manhã, na TVI. Mas diz que a televisão não lhe deixou muitas saudades: "Gosto mesmo é de rádio."
Para a Vanda o importante é sentir que está a conversar com as pessoas e não apenas a ler um texto.
Nunca tirou um curso, pelo menos daqueles com diploma, mas a sua experiência na Rádio já dava para muitos canudos.
O seu diário foi um cromo desta caderneta:
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| Vale a pena ouvir este cromo hilariante aqui. |
Para a Vanda o importante é sentir que está a conversar com as pessoas e não apenas a ler um texto.
05/01/2012
Ana Free
Chama-se Ana Gomes Ferreira e nasceu em 1987. Cresceu em Cascais e estudou na St. Julian's School, altura em que tinha uma banda chamada Audacity, juntamente com outro fenómeno do YouTube, a sua amiga Mia Rose.
Nunca teve formação musical, aos oito anos o pai ensinou-lhe os primeiros acordes na guitarra do irmão e foi praticando. Pouco tempo depois já compunha músicas com letras e melodias bem definidas. Inspira-se em experiências próprias e em pessoas que fazem ou já fizeram parte da sua vida.
Foi com 18 anos para Londres fazer o curso de Economia na University of Kent. Apresentou-se ao mundo através do YouTube, em Janeiro de 2007. De forma descontraída e sem noção do impacto que viria a ter, fez o upload de um vídeo onde cantava uma música da Sheryl Crow "Strong Enough To Be My Man".
Seguiram-se muitos outros vídeos e multiplicaram-se os seguidores. O seu sucesso foi tal que rapidamente alcançou 30 milhões de visualizações e uma legião de mais de 80 mil subscritores no YouTube. Isto, sem qualquer disco editado, sem concertos realizados, sem apoio do circuito comercial e nenhum trabalho de marketing ou publicidade.
Enquanto gravava estes vídeos continuou a licenciatura em Economia, que acabou em 2008. Nesse ano editou o single "In My Place" que foi um sucesso na rádio, saltou para o primeiro lugar do top iTunes Portugal e foi aproveitado para publicidade televisiva da Zon.
Gravou outros singles e um EP "Radian" que estreou em concertos esgotados em Miami e Nova Iorque. Abriu concertos em festivais e grandes salas de espetáculos para artistas como Shakira, Colbie Caillat, James Morrison, Joe Brooks e cantou para 15 mil pessoas na American Airlines Arena, em Miami. Também deu voz à música do filme da Disney "Sininho", na versão portuguesa.
Prepara-se para lançar, em 2012, o seu álbum de estreia.
Adora desporto. Quando era adolescente praticou futebol, vólei e ténis.
Gosta de seguir as notícias e é viciada em aprender. Um dia, gostava de criar uma organização para ajudar crianças e famílias desfavorecidas, para que todos possam ter as mesmas oportunidades e acesso a uma boa educação.
youtube.com/user/anafree
anafreemusic.com
Nunca teve formação musical, aos oito anos o pai ensinou-lhe os primeiros acordes na guitarra do irmão e foi praticando. Pouco tempo depois já compunha músicas com letras e melodias bem definidas. Inspira-se em experiências próprias e em pessoas que fazem ou já fizeram parte da sua vida.
Foi com 18 anos para Londres fazer o curso de Economia na University of Kent. Apresentou-se ao mundo através do YouTube, em Janeiro de 2007. De forma descontraída e sem noção do impacto que viria a ter, fez o upload de um vídeo onde cantava uma música da Sheryl Crow "Strong Enough To Be My Man".
Seguiram-se muitos outros vídeos e multiplicaram-se os seguidores. O seu sucesso foi tal que rapidamente alcançou 30 milhões de visualizações e uma legião de mais de 80 mil subscritores no YouTube. Isto, sem qualquer disco editado, sem concertos realizados, sem apoio do circuito comercial e nenhum trabalho de marketing ou publicidade.
Enquanto gravava estes vídeos continuou a licenciatura em Economia, que acabou em 2008. Nesse ano editou o single "In My Place" que foi um sucesso na rádio, saltou para o primeiro lugar do top iTunes Portugal e foi aproveitado para publicidade televisiva da Zon.
Gravou outros singles e um EP "Radian" que estreou em concertos esgotados em Miami e Nova Iorque. Abriu concertos em festivais e grandes salas de espetáculos para artistas como Shakira, Colbie Caillat, James Morrison, Joe Brooks e cantou para 15 mil pessoas na American Airlines Arena, em Miami. Também deu voz à música do filme da Disney "Sininho", na versão portuguesa.
Prepara-se para lançar, em 2012, o seu álbum de estreia.
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| fotos daqui e daqui |
Gosta de seguir as notícias e é viciada em aprender. Um dia, gostava de criar uma organização para ajudar crianças e famílias desfavorecidas, para que todos possam ter as mesmas oportunidades e acesso a uma boa educação.
youtube.com/user/anafree
anafreemusic.com
02/01/2012
Nuno Lopes
O Nuno nasceu em Lisboa em 1978. Quando era miúdo queria ser cinematógrafo marítimo ao estilo
Jacques Cousteau mas desistiu da ideia quando viu “um documentário sobre os biólogos marinhos portugueses que estavam a limpar os esgotos no Tejo”.
Um dia foi assistir a um sarau onde a irmã dançava, na Junta de Freguesia de Benfica, e viu o António Feio
a apresentar uma peça com uns miúdos e achou que era capaz de fazer aquilo. Tinha treze anos e algumas influências dos programas do Herman. Era muito tímido, fazia umas brincadeiras em família, porque não tinha coragem de fazer isso fora. Entrou para o curso do António Feio, que foi fundamental no seu percurso. Depois, formou-se na Escola superior de Teatro e Cinema e frequentou a Master Class da École des Maîtres. Teve também formação de esgrima artística, dança e música.
No teatro representou textos de autores de renome e trabalhou com atores e encenadores consagrados.
No cinema destaca-se a sua participação em "Alice" de Marco Martins, "Quaresma e Peixe Lua" de José
Álvaro Morais, "António, Um Rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo e "Goodnight Irene" de Paolo
Marinou-Blanco. Recentemente fez "Sangue do meu sangue" de João Canijo, filme português que estreou em Outubro de 2011 e foi premiado no Festival de Cinema de San Sebastián.
Em televisão, a primeira experiência foi no "Programa da Maria" que depois o levou ao Herman José. Foi
catapultado para o Brasil onde gravou uma novela e esteve seis anos afastado. Regressou à televisão com a série "Os Contemporâneos", de onde saiu a personagem O Chato e a sua frase ‘Vai mas é trabalhar’.
Em 2006 recebeu o Globo de Ouro para Melhor Ator em cinema com o filme "Alice", assim como o prémio
de Melhor Ator no Festival de Cinema Luso-Brasileiro e o prémio de Shooting Star no Festival de Cinema
de Berlim. Em 2009 recebeu outro Globo de Ouro com o filme "Goodnight Irene" e entregou-o a António Feio.
Sempre quis fazer de António Variações e ter um projeto seu para passar para o outro lado, a encenar ou
realizar.
A carreira como Dj começou em 2006, em nome próprio ou pela dupla Tha Lovely Bastards (dupla que
mantém com Mad.Mac). Trabalha com regularidade em vários clubes por todo o país e em algumas cidades europeias.
Tirando os momentos em que está a estudar ou a ver filmes até às tantas, raramente se fecha em casa. Gosta de andar de bicicleta e de se sentar numa esplanada a ver passar pessoas.
Jacques Cousteau mas desistiu da ideia quando viu “um documentário sobre os biólogos marinhos portugueses que estavam a limpar os esgotos no Tejo”.
Um dia foi assistir a um sarau onde a irmã dançava, na Junta de Freguesia de Benfica, e viu o António Feio
a apresentar uma peça com uns miúdos e achou que era capaz de fazer aquilo. Tinha treze anos e algumas influências dos programas do Herman. Era muito tímido, fazia umas brincadeiras em família, porque não tinha coragem de fazer isso fora. Entrou para o curso do António Feio, que foi fundamental no seu percurso. Depois, formou-se na Escola superior de Teatro e Cinema e frequentou a Master Class da École des Maîtres. Teve também formação de esgrima artística, dança e música.
No teatro representou textos de autores de renome e trabalhou com atores e encenadores consagrados.
No cinema destaca-se a sua participação em "Alice" de Marco Martins, "Quaresma e Peixe Lua" de José
Álvaro Morais, "António, Um Rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo e "Goodnight Irene" de Paolo
Marinou-Blanco. Recentemente fez "Sangue do meu sangue" de João Canijo, filme português que estreou em Outubro de 2011 e foi premiado no Festival de Cinema de San Sebastián.
Em televisão, a primeira experiência foi no "Programa da Maria" que depois o levou ao Herman José. Foi
catapultado para o Brasil onde gravou uma novela e esteve seis anos afastado. Regressou à televisão com a série "Os Contemporâneos", de onde saiu a personagem O Chato e a sua frase ‘Vai mas é trabalhar’.
Em 2006 recebeu o Globo de Ouro para Melhor Ator em cinema com o filme "Alice", assim como o prémio
de Melhor Ator no Festival de Cinema Luso-Brasileiro e o prémio de Shooting Star no Festival de Cinema
de Berlim. Em 2009 recebeu outro Globo de Ouro com o filme "Goodnight Irene" e entregou-o a António Feio.
Sempre quis fazer de António Variações e ter um projeto seu para passar para o outro lado, a encenar ou
realizar.
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| fotos daqui e daqui |
mantém com Mad.Mac). Trabalha com regularidade em vários clubes por todo o país e em algumas cidades europeias.
Tirando os momentos em que está a estudar ou a ver filmes até às tantas, raramente se fecha em casa. Gosta de andar de bicicleta e de se sentar numa esplanada a ver passar pessoas.
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