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14/07/2012

Xailes de Portugal

Diz-se que o uso do Xaile surgiu na Europa por volta de 1798 por soldados Franceses que fizeram a campanha no Egito. Eram caros e a sua confeção levava cerca de um ano.
Em Portugal entraram lentamente. Primeiro foram utilizados como ornamento da casa e posteriormente começaram a aparecer em bailes envolvendo os ombros das senhoras. A grande difusão em Portugal coincidiu com o desenvolvimento da indústria de tecelagem.


A Xailes de Portugal fica no Porto, comercializa xailes pintados e confecionados à mão desde 1985. São xailes artesanais portugueses e apresentam-se em 3 tamanhos e nas cores branco e preto.

facebook.com/xailesdeportugal.empresa



01/03/2012

galeria apresenta Concerto por um Novo Futuro

Dia 10 de Março de 2012, a solidariedade regressa ao Campo Pequeno para um concerto com algumas das maiores vozes do fado e nomes de referência da cena musical nacional.
Ana Moura, Deolinda, Clã, Luisa Sobral, António Zambujo, Anaquim e Cuca Roseta são os nomes confirmados, que se juntam para cantar e ajudar a proporcionar um novo futuro a muitas crianças.
Entre canções e sorrisos, espera-se uma noite de muita música, esperança e boa disposição, cuja receita reverte a favor da Associação Novo Futuro.
Os bilhetes custam entre 15 e 35 euros, e estão disponíveis nos seguintes locais:
Na bilheteira da sala, www.ticketline.sapo.pt , Fnac, Worten, El Corte Inglés (Lisboa e Gaia), Centros Comerciais Dolce Vita (Amadora, Porto, Vila Real, Ovar, Coimbra e Funchal), Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Estações de Correios e em www.ctt.pt.
Ofereça um bilhete e ajude a Associação Novo Futuro a ajudar crianças.

Porque... Ajudar é um espetáculo!


Associação Novo Futuro, é uma Associação para acolhimento e apoio a Crianças e Jovens privados de ambiente familiar, fundada em Portugal em 1996 e reconhecida como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e de Superior Interesse Social.

novofuturo.org

23/02/2012

Mariza

Nasceu em Moçambique em 1973 mas veio para Portugal com três anos e instalou-se com a família na Mouraria.
Em sua casa não se via televisão, ouviam-se discos, sempre de fado. Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Aos cinco anos recebeu o seu primeiro xaile e começou a moldar a voz que a tornou famosa. Aprendeu a cantar na taberna dos pais e foi lá que atuou pela primeira vez.
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!"


O recreio da escola primária da Mouraria era um palco. Fazia uma roda com as colegas e depois ia para o meio delas e cantava. Também gostava de sapateado que praticava à porta de casa com caricas de Coca-Cola coladas nos sapatos.
Só na adolescência começou a ser levada a sério como cantora. Até se assumir como fadista (ou cantadeira de fados, como prefere ser chamada) cantou diversos géneros musicais, como gospel, soul e jazz. Formou com alguns amigos uma banda de covers de nome Vinyl, costumavam cantar no bar Xafarix, em Lisboa. Mais tarde formou os Funkytown.
Foi no "Sr. Vinho" que a Mariza começou a cantar profissionalmente. Cantou também no "Café Café", propriedade de Herman José, que lhe deu alguma notoriedade.
Em 1999 foi convidada por Filipe La Féria para integrar a lista de cantores à homenagem a Amália Rodrigues num espetáculo no Coliseu de Lisboa (e depois no Coliseu do Porto), transmitido em direto pela TVI. A partir daqui nunca mais parou.
Em 2001 editou o seu primeiro álbum, Fado em Mim, primeiro em Portugal e depois em 32 países. O disco é uma espécie de tributo a Amália. Com este CD surgiram as primeiras digressões no estrangeiro e os primeiros prémios e nomeações. Dois anos depois editou Fado Curvo, que conseguiu o mesmo sucesso.

foto de José Goulão
Em 2005 veio o terceiro álbum, Transparente e a Fundação Amália Rodrigues atribuiu-lhe o prémio de «Intérprete que mais contribui para a divulgação da música portuguesa no estrangeiro». Um ano depois ganhou um Globo de Ouro em Portugal, e tornou-se Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique,
distinção atribuída pelo Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio. Também foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF e de seguida, Embaixadora de Hans Christian Andersen em Portugal, pelo embaixador da Dinamarca no país, a propósito das comemorações do bicentenário do escritor.
Tem sido presença regular em palcos mediáticos como o Carnegie Hall, Walt Disney Concert Hall, Lobero Theater, Salle Pleyel, Ópera de Sydney, Olympia ou o Royal Albert Hall e tantos outros. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».
Sucedem-se platinas, prémios, salas esgotadas e convites irrecusáveis como integrar os concertos do Live 8, o dueto com Sting, no disco Unity ou ser convidada do Late Show With David Letterman. Foi também a protagonista do filme de Carlos Saura, Fados que reuniu tanto críticas como elogios por se afastar da conceção natural do fado. O filme não foi aceite no Festival de Cinema de Cannes.
Foi a primeira portuguesa nomeada para os Grammy latinos. Um momento importante no seu percurso no fado. Esta nomeação causou corrupio na imprensa nacional e internacional.
"Ao saber da nomeação não consegui deixar de pensar no percurso que fiz: como foi possível? Mas, ao mesmo tempo, percebi que tudo faz sentido. Pela forma como temos batalhado Com grande vontade de vencer, de conquista, de mostrar que a cultura portuguesa é extremamente rica, que Portugal é um país com muito para dar".


Em 2007 recebeu uma proposta do arquiteto Frank Gehry para lhe desenhar o palco. Idealizou uma taberna portuguesa, acolhedora e intimista, a fazer lembrar Lisboa e o seu ambiente bairrista.
Em 2008, na Culturgest, apresentou o seu novo álbum, Terra. Nesta altura associou-se à Blue Note Records, a mais importante editora de jazz do mundo.
Em 2010 lançou Fado Tradicional, o seu quinto álbum.
Juntamente com Carlos do Carmo foi embaixadora da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade.
Apesar de reunir algumas críticas dos puristas do fado, Mariza foi a maior impulsionadora da nova geração de fadistas que surgiram depois do milénio, e uma das pessoas que mais contribuíram para o reconhecimento e o valor que o fado conseguiu recuperar, tanto em Portugal como no estrangeiro.

mariza.com

03/12/2011

Carminho

A Carminho (ou Carmo Rebelo de Andrade) tem 27 anos e nasceu em Lisboa.
É filha da fadista Teresa Siqueira e irmã de Francisco Rebelo de Andrade (foi concorrente da "Operação Triunfo", na RTP).
Até aos 10 anos viveu no Algarve e como por lá não havia casas de fados, os pais organizavam tertúlias em casa.
Começou a cantar em público aos 12 anos, no Coliseu. A partir daí passou a cantar regularmente na
Taverna do Embuçado, em Alfama e, mais tarde, na Mesa de Frades.
Tirou o curso de Marketing e Publicidade. Depois largou tudo durante um ano inteiro e deu a volta ao mundo para se conhecer melhor e para tentar perceber se precisava mesmo do fado. Voltou sedenta de cantar e preparada para assumir as responsabilidades de "grande promessa do fado".


fotos de Isabel Pinto, daqui.

Em 2006 recebeu o Prémio «Revelação Feminina» da Fundação Amália Rodrigues.
O seu primeiro disco chama-se «Fado». “Não podia chamar-se outra coisa”. O álbum saiu em Portugal
em 2009 e depois foi editado no mercado britânico, sendo eleito um dos melhores de 2011, segundo
uma lista divulgada pela Songlines.
O tema "Perdonáme", dueto com o espanhol Pablo Alborán, foi o single número 1 em Espanha. Carminho foi a primeira artista portuguesa a ocupar o primeiro lugar no top de vendas espanhol.
Está, agora, a preparar o segundo álbum, a editar em 2012.

www.carminho.net

Carminho aceitou recentemente o desafio da Optimus para reinterpretar o clássico “All Together Now” com os Moonspell, em duetos “improváveis”.

26/11/2011

Camané

Camané (Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos), nasceu em Oeiras em 1967.
Descobriu o fado na coleção de discos dos pais, pela voz de Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo, entre outros, que cantava depois para familiares e amigos.
Em 1979 ganhou a Grande Noite do Fado, o que lhe possibilitou a gravação de um álbum produzido por António Chainho. Passou pela Comuna, onde conheceu e se tornou amigo de José Mário Branco que passou a ser o seu produtor musical.
O percurso e a aprendizagem das casas de fado deram-lhe o que o torna diferente. O fado vadio foi a sua primeira escola. Mais tarde, a escola foi o palco.
Filipe La Féria, deu-lhe a oportunidade de pisar o palco e de se tornar conhecido. Participou na "Grande Noite"; "Maldita Cocaína" e "Cabaret".     
Depois disso gravou "Na Linha da Vida" que lhe valeu o reconhecimento como uma das vozes mais impressionantes do fado e um dos melhores trabalhos de música portuguesa do ano. Sucederam-se "Esta Coisa da Alma”, "Pelo Dia Dentro", o CD ao vivo "Camané - Como Sempre... Como Dantes", “Outras Canções”, "Ao vivo no S. Luiz", "Outras canções II" e “Sempre De Mim”.
Entre outras coisas, ganhou o Prémio “Amália Rodrigues” na categoria de melhor intérprete de fado (Masculino) e esteve envolvido no projecto "Humanos", canções inéditas de António Variações, ao lado de Manuela Azevedo e David Fonseca bem como dos músicos Nuno Rafael, João Cardoso e Hélder Gonçalves. Deste projeto resultaram dois álbuns "Humanos" e "Humanos ao Vivo" e um DVD, relativo aos concertos no Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto, onde revelou a sua versatilidade de interpretação.
Em 2009 foi nomeado para Melhor Intérprete nos Globos de Ouro, dois meses depois apresentou-se no Centro Cultural de Belém em duas noites esgotadas - “Carta Branca a Camané”, o fadista teve a seu lado Mário Laginha e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Gravou “Camané ao Vivo no Coliseu – Sempre de Mim” para registar esta noite memorável.
O sexto disco de originais "Do Amor e dos Dias" é deste ano, entrou directamente para nº 1 do Top Nacional de Vendas, onde se manteve por duas semanas consecutivas e já é Disco de Ouro.

www.camane.com


É amanhã revelado se o fado será inscrito como Património Imaterial da Humanidade. Camané deu um concerto em directo na página do facebook a propósito desta candidatura. Pode ver o concerto "Memórias" aqui.



imagens daqui e daqui.