Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

17/07/2012

galeria entrevista Rita Correia

Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Rita Correia.



A Rita nasceu uma desenhadora e cedo percebeu que era no meio dos desenhos que se sentia como peixe na água... e também nas cantorias... mas isso daria outro filme.
Licenciada em Artes Plásticas-Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e com cinco anos de experiência numa empresa multimédia, a vertente da ilustração surgiu
naturalmente.
Desde 1999 tem ilustrado para vários livros, artigos editoriais e material multimédia em suportes físicos e virtuais.
Atualmente vive em Cascais, tem 2 filhos e desde que se tornou mãe, que a vontade de traballhar para a infância aumentou exponencialmente e a partir do momento em que
começou a ser trabalhadora independente com atelier na sua própria casa, que se tem deparado com o crescente desafio de organizar o melhor possível as 24h de cada dia.
Em 2011, quase ao mesmo tempo do nascimento do seu segundo filho, surge o projeto que talvez venha a ser o maior e mais importante na sua vida profissional. O primeiro livro,
escrito e ilustrado por si. E como se não bastasse a novidade da escrita, decide também editá-lo por conta própria, numa arriscada e sempre imprevisível edição de autor.
Um Livro para Ti foi o título escolhido para um livro dedicado às crianças e inspirado no conceito do bookcrossing, que pretende deixar a semente da partilha no coração de
quem o lê... mas que, segundo os testemunhos de quem já o leu, quase ninguém o consegue libertar, o que também foi previsto pela Rita e por isso nos deixa alternativas na contra-capa.
Um livro, que vai para além do conceito, e está também carregado de surpresas e jogos para serem trabalhados entre pais e filhos. Aqui fica o exemplo de uma dessas
brincadeiras:



Sendo uma edição de autor, este livro especial é vendido diretamente pela autora no blogue dedicado ao mesmo, com todas as informações  atualizadas, e que todos podem espreitar aqui: umlivroparati.blogspot.com

Se quiserem conhecer mais trabalhos e ilustrações da Rita acedam a estes links que estão por ordem de atualizações mais frequentes:


"Hoje fala-se muito em “crise”, eu penso mais numa “crise de valores”. Valores que reparei, foram sendo esquecidos ao longo destes últimos 20 anos, pelo facilitismo na aquisição de tudo e de muitas coisas... demasiadas coisas!
Consigo ver hoje muitas crianças, perdidas no meio de autênticas avalanches de brinquedos nos seus quartos. Uma geração a quem tem sido dado pouco espaço para a imaginação, para a invenção ou para a partilha, onde o verbo “ter” adquire muita, demasiada importância a meu ver."


Para quem não sabe, o que é o bookcrossing?
R: O bookcrossing é, tal como a palavra em inglês traduz, "passagem de livros". Surgiu pela primeira vez em 2001, e é um conceito que sugere a passagem e a partilha dos livros que já lemos e, em vez de os guardar em casa, libertá-los em sítios públicos onde possam ser encontrados, lidos e voltarem a ser partilhados da mesma forma, como se o mundo se pudesse transformar numa biblioteca gigante e à disposição de todos.


Como mãe, tem conseguido combater o verbo "ter"?
R: Felizmente sim. Enquanto criança o verbo "Ter" nunca foi sequer uma questão, pois só tínhamos o que era possível ter, e esta mensagem, os meus pais souberam passar extraordinariamente bem. Hoje, como mãe, e com a oferta quase avassaladora em relação a tudo, vejo alguma dificuldade, mas os principais valores e princípios que me foram tão bem ensinados, têm definitivamente marcado a diferença na educação que dou aos meus filhos.

Optou por uma edição de autor. Contactou muitas editoras antes de avançar?
R: Dada a natureza do meu projeto, o meu primeiro contacto foi com uma grande amiga, que estando a trabalhar no mundo editorial há vários anos, e em quem confio totalmente, me colocou na mesa todas as possibilidades para um livro como o meu, inclusivamente a hipótese de uma edição de autor. E confesso que foi a possibilidade que mais me agradou.
No entanto, estabeleci alguns contactos, onde uma editora cordialmente me respondeu que, sendo um livro com o objetivo de ser partilhado não conseguiam prever se poderia gerar o lucro esperado. Uma outra editora gostou muito do projeto e mostrou-se muito interessada em publicá-lo, mas por estarem a atravessar um período complicado não tinham previsões de quando poderiam avançar.
Talvez o caminho até à edição de autor estivesse naturalmente destinado, pois tudo em mim sempre se inclinou nessa direção.

Quais foram as maiores dificuldades que sentiu ao publicar este livro de forma autónoma?
R: Sinceramente, foi a decisão final de ter de financiá-lo com o dinheiro da minha poupança familiar, e pelo facto de ele ter surgido exatamente numa altura em que era mamã pela segunda vez, e tinha ao meu encargo um bebé com cerca de 5 meses. De resto, com a ajuda moral da família e o apoio de alguns amigos fora de série (aos quais fiz questão de agradecer no fim do livro), senti toda a força que precisava para avançar com este projeto. Definitivamente a parte mais complicada era mesmo a financeira, pois as ilustrações e o design do livro, seria o mais simples de concretizar de todo o processo. E a minha mãe esteve sempre por perto para que o recém-chegado neto não ficasse privado de nada pela nova e louca aventura da mamã.


E como tem corrido este projeto?
R: Desde Maio, mês em que este livro viu a luz do dia pela primeira vez (muitos já me dizem ser o meu terceiro filho), que o feedback tem sido extraordinário. E o mais interessante foi saber que algumas pessoas o acham mais valioso, precisamente por não ter qualquer chancela editorial. Este livro é realmente mais que um livro, é um projeto que não se esgota apenas na leitura. O conceito sobre partilha, todos os pormenores que incluí no livro, nomeadamente os que se referem a Portugal, e os pequenos jogos espalhados por todas as páginas, que as crianças adoram, permitem-me explorar várias abordagens nas apresentações e também perceber que numa pequena hora é-me impossível conseguir mostrar todos os minuciosos pormenores que tanto gosto me deram explorar, idealizar e claro... ilustrar.

Já tinha feito ilustrações para livros infantis mas neste livro decidiu avançar também como autora do texto. É uma experiência a repetir?
R: A verdade é que este livro surgiu, quase por acaso! Nunca tinha tido grandes intenções de escrever um livro, e na realidade nunca me achei com grande jeito para inventar histórias para livros de miúdos. Mas esta ideia em particular, surgiu-me como um relâmpago perto do final do ano passado, em que tive de correr para o meu caderno para escrever todas as ideias que se atropelavam na minha cabeça. E foi algo que pressenti que tinha de avançar, fosse de que maneira fosse.
Neste momento não sei se será uma experiência a repetir, porque este livro é muito específico. De qualquer forma, como já referi em cima, tem tantos pormenores que têm tanto a ver comigo, que é possível que abra muitas portas para outras ideias semelhantes, quem sabe. Mas repetir uma edição de autor, confesso ser um pouco assustador dado todo o investimento e esforço que é exigido. Estes tipo de livros não têm a distribuição típica, e temos de ser nós a fazer tudo o que é necessário para o divulgar. É muito entusiasmante, sem dúvida, mas não é tarefa fácil.



Onde podemos ouvir a Rita a cantar?
R: Neste momento quem mais me ouve é o gato, mas também podem ouvir-me sempre que me pedirem para cantar. Desde Tom Jobim a Gershwin, ou até mesmo Pearl Jam, Joss Stone e Alanis Morissette... sem esquecer a minha querida Sara Tavares, entre muito mais repertório são apenas alguns exemplos que me fazem puxar pela voz. Mas hoje, o mais fácil será ouvirem as músicas do “Urso da Casa Azul” quando estou a entreter o meu miúdo de (agora) 1 ano para o fazer comer a sopa.
A realidade é que fui vocalista de uma banda de covers pop-rock uns anos antes de engravidar pela primeira vez, e por razões "técnicas" a banda fez uma pausa... que tem durado até hoje. Mas cantar faz tão parte de mim que sinto que precisava de uma outra vida para fazer desta grande paixão algo mais sério. Seja como for, o meu grande amigo e companheiro que por acaso até é o meu marido, diz que o encantei com desenhos, música e bolos... Nada mau para quem não tinha jeitinho nenhum para namoricos! (muitos risos)

Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Cada vez sou obrigada a organizar-me mais e melhor. Não sou, nem me posso dar ao luxo de ser artista que trabalha só quando está inspirada. Sendo mãe, trabalhadora independente, dona de casa e ainda gestora das finanças caseiras, todos os dias aprendo o quanto a organização é essencial para conseguir fazer tudo o que é preciso. Costumo fazer muitas listas de "to dos" de véspera, que vou riscando à medida que vou terminando cada tarefa. Com o tempo a minha experiente mãe diz que tudo se torna mais automático e que as listas deixam de ser necessárias, mas até agora, vão-me dando bastante jeito. Lá em casa, o único que trabalha por instinto é o gato que come, dorme e recebe mimos todos os dias. Vidas boas!


Tem projetos para um futuro próximo?
R: Num futuro próximo, quero continuar a trabalhar no que mais gosto, e se surgirem projetos de repente parecidos com este “Um Livro para Ti” claro que farei de tudo para os concretizar. Os nossos sonhos não devem ser apenas sonhados, devem ser perseguidos e se acreditarmos profundamente que eles podem tornar o mundo melhor... então aí, devemos ser incansáveis.

Para além das suas atividades profissionais, o que mais gosta de fazer?
R: Cozinhar... e fazer os meus próprios presentes de Natal. Gosto muito de estar na cozinha e ter todos os ingredientes à minha disposição e experimentar novas formas de fazer os pratos mais típicos. Mas definitivamente, as sobremesas e principalmente a parte da decoração são a minha delícia. E só tenho pena de muitas vezes não conseguir ter mais tempo para me perder entre o meu famoso Bacalhau com Broa ou as minhas bolachinhas. Todos os amigos e familiares já conhecem bem estas bolachinhas nos Natais... e também elas estão lá no meu livro num pratinho e bem escondidas. Também tenho saudades de viajar para fora de Portugal, viagens que já não fazemos desde que a nossa primeira filha nasceu há 5 anos.


E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: De arrumar a cozinha... depois de a deixar do avesso!
E compras!! Fico perdida com tanta oferta! E como sou preocupada com questões ecológicas e produtos que não tenham componentes artificiais e depois ainda faço um esforço para comprar o que é nosso... aliado com a constante preocupação de também não poder despender de um orçamento, digamos, “à vontade”... para mim, fazer compras é um desafio cansativo e se pudesse delegava esta tarefa, sem pestanejar.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Posso sugerir a minha mãe... e o meu pai?
Posso falar de todas as pessoas que trabalham como voluntárias em associações ou instituições, e principalmente daqueles que cuidam das crianças?
E de todos os que acolhem animais abandonados, maltratados e têm corações de tamanho infinito?
Posso sugerir a jornalista Mafalda Ribeiro?
Posso falar de pessoas como José Pedro Cobra nos Hospitais?
Posso referir o Sérgio Godinho e a sua música?...
Quantas linhas ainda tenho?


... um LIVRO onde encontrarás
um gato malandro e um cão rafeiro,
muitas pombas e um dinossauro,
abraços, presentes e migalhas de pão
meninos e meninas como TU,
... vestidos de renda, aviões e dragões,
encontrarás PORTUGAL e Pessoa,
descobrirás TESOUROS escondidos
e uma MENSAGEM muito importante
sobre... PARTILHA!

15/07/2012

Joana Roque

Joana Roque (ou Colher de pau, como é conhecida na blogosfera) tem 32 anos e é formada em Turismo pela Escola Superior de Educação de Coimbra.
Sempre gostou de cozinhar (e de comer). Em 2006 criou um blogue de dieta, para a ajudar com as suas tentativas para perder peso, mas rapidamente passou a ser solicitada para partilhar as receitas daquilo que comia. Surgiu assim o blogue As Minhas Receitas, com receitas simples e acessíveis a todos, dos doces aos salgados, do peixe à carne, das entradas aos pratos principais. Todos os dias, uma receita.
Em 2008, a Joana criou A economia cá de casa. Um blogue que pretendia ser um complemento ao blogue das receitas, com dicas e sugestões de economia doméstica, mas que rapidamente ganhou um público e uma vida próprios. O objetivo é partilhar os conhecimentos transmitidos pela sua mãe e avó e ajudar as pessoas no seu dia-a-dia a comer melhor.




Com tantos seguidores, um livro era quase inevitável. Em fevereiro de 2011 saiu Feito em Casa que reúne algumas das suas receitas e conselhos de economia caseira e está organizado ao longo de 1 ano. Há festas de aniversário, jantares com amigos, idas à praia ou serões em frente à televisão. As receitas são explicadas sem pretensões e há desde as mais simples às mais elaboradas.
Em abril deste ano saiu o segundo livro: Cozinhar, Celebrar e Partilhar, com receitas, histórias, conselhos e ideias.


paracozinhar.blogspot.pt
economiacadecasa.blogspot.pt

05/07/2012

O que me faz feliz

O que me faz feliz é um livro novo, que eu ilustrei e a Joana Cabral escreveu.

Este livro é um inventário das coisas simples que nos fazem sorrir no dia-a-dia. Narrado por uma criança, usando frases curtas e ilustrações coloridas, celebram-se os dias de sol, os amigos, os bons livros, o recreio, as ondas, os sonhos e muitos outros momentos. Mas este livro é igualmente um convite a que, algures no nosso quotidiano, cada um de nós descubra e celebre o que nos faz feliz.


Chega às livrarias amanhã e sábado há festa de lançamento no Museu Nacional do Teatro.
Venham todos e tragam os filhos, sobrinhos e vizinhos! Vamos ter lanche e atividades para os mais novos. A entrada é livre, claro.
Aqui fica o convite :)

19/06/2012

Ângela Correia


A Ângela é, há 22 anos, professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leciona disciplinas como Práticas de Redação e Argumentação, Revisão de Original, Crítica Textual e Literatura Medieval. Além de ser autora de bibliografia científica, escreveu dois romances: Enganos (1997) e Relógios (2010). Estreou-se este ano na literatura para a infância com o livro Guilherme e os Agriões.

A Ângela tem também um blogue, chama-lhe diário irregular, onde escreve coisas bonitas como esta:


Não sei

Está quase
Mandaram recado a dizer que está quase
Mais de um recado; dos que custam a mandar e incertamente chegam.
Sinto a impaciência crescer aqui, onde as costelas se afastam
e poderiam confundir-se com o pormenor de uma borboleta.
Falta pouco, eu sei que falta pouco, já percebi, não nego, não me oponho.
A garganta queixa-se de pressão inusitada
a nuca de um caminho de formigas que corrói.
Volto-me ao movimento da sombra
que também mo diz, mesmo se afinal não era.
Disse-mo a matrícula de um carro branco e
os números iluminados do relógio digital.
Falta o equivalente na eternidade
a dois minutos, não mais.
Ouço passos de ninguém.
Move-se o ar a passagem nenhuma.
Está quase, eu sei.
Disperso, incontenho-me junto à cancela do tempo
e o ar força passagem pelas narinas, aos repelões.
Todos os sinais me chegaram: está quase, falta um pouco que é quase nada.


ngelacorreia.wordpress.com

09/05/2012

Sérgio Godinho e as 40 ilustrações

Sérgio Godinho faz 40 anos de carreira. Parabéns!
Para os comemorar escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses. Letras e ilustrações foram reunidas num livro Sérgio Godinho e as 40 ilustrações, uma edição da Abysmo.
Estão lá Lisboa que amanhece, Etelvina, Balada da Rita, Arranja-me um emprego, Com um brilhozinho nos olhos, O elixir da eterna juventude, Em dias consecutivos e também Sopro do coração, que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Os ilustradores foram escolhidos por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo. O resultado final apresenta ilustrações inéditas feitas em carvão, digital, colagem, técnica mista ou com a tecnologia de um iPhone.
O livro foi apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho recebeu uma medalha de honra atribuída pela SPA.

"Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras e os sons", escreveu Sérgio Godinho no texto introdutório do livro.


A Exposição Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações está neste momento e até dia 20 de Maio em Viana do Castelo (Antigos Paços do Concelho).
Sérgio Godinho estará presente na Exposição, para uma sessão de autógrafos, no dia 12 de Maio.

Dia 13 de Maio, às 15h, há sessão de autógrafos no Pavilhão Rosa Mota (II Porto Book Stock Fair).

08/05/2012

A Livreira Anarquista

Não é uma livreira qualquer. É a Livreira Anarquista que nos presenteia com "Pérolas da Sabedoria Freguesa" (algumas bem sinistras...), de clientes que aparecem na livraria onde trabalha, algures em Portugal. Fá-lo de forma anónima mas confesso que adorava conhecê-la!
A Livreira Anarquista arrecadou o segundo lugar de Blog do Ano 2011 (promovido pelo Aventar).

Aqui publica coisas deste género:








É ou não é hilariante??

livreiranarquista.tumblr.com
facebook

26/04/2012

galeria entrevista Joana Rosa Bragança

Hoje é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Joana Rosa Bragança.


A Joana nasceu em Sagres em 1986 mas vive e trabalha entre Olhão e Lisboa.
Fez a licenciatura em Artes Visuais na Universidade de Évora e o mestrado de ilustração artística no ISEC/UE. Ainda passou pelo Ar.Co, Oficina de Cego e Universidade de Évora em workshops de complemento.
É artista plástica e ilustradora, gosta de representar pessoas e bichos (especialmente gatos e cães) e não tem a preocupação de os tornar bonitinhos e fofinhos. Desenha senhoras gordas e homens com bigodes tremelicantes, crianças com rugas e anafadas mas que têm uma beleza própria, quase crítica e não deixam ninguém indiferente. Gosta de se aventurar a três dimensões e por isso as personagens saltaram do papel e deram origem a bonecos, com bigodes e tudo!
As suas ilustrações, desenhos e gravuras já marcaram presença em várias exposições coletivas e individuais.
Em 2008 participou no livro Cabeça de Ferro e em 2009 ilustrou No Reino do Rei Rufino da Soregra Editores. Em 2011 participou no The Morran Book Project do Studio Morran e ilustrou O Pequeno Super Homem da Letras & Coisas. Fez também um livro chamado PLIM, uma edição caseira sobre a balbúrdia dos tempos modernos e foi convidada de Natal da Retrosaria.
A Joana mostra o seu trabalho no blogue borbotos e barbelas mas também tem um site todo arrumadinho por temas e outro blogue dedicado ao gato Tobias.

borbotosebarbelas.blogspot.pt
joanarosab.com
facebook
flickr
etsy
o-tobias.blogspot.pt




A Ilustração é a sua paixão?
R: A minha paixão é criar, desenhar, pintar... ilustrar acaba por ser uma consequência deste amor. Na maioria das vezes, quando crio não estou propriamente a ilustrar um texto nem nada em concreto, estou simplesmente a fazer e a pensar em liberdade.

E de onde vem a inspiração?
R: A inspiração chega de quase todo o lado! Às vezes vem de dentro, outras vezes vem de fora. Inspira-me a infância, algumas situações estranhas que me vêm ao pensamento e também frases que ouvi algures; a proximidade do mar e do campo, os animais em geral, as pessoas genuínas que vivem nas redondezas da minha pequena cidade — especialmente os pescadores e os seus peculiares cães — as lendas locais, a natureza, mas também a literatura e a música. Sentir-me bem num lugar é essencial para a inspiração fluir.




Prefere ilustrar livremente ou ter um tema ou um texto, no caso dos livros infantis?
R: Prefiro ilustrar livremente! Mas de vez em quando também me agrada ter um tema ou um texto, pois é algo que também gosto de fazer.

O PLIM, é um projeto de autor. Chegou a procurar editoras ou a ideia era mesmo fazer uma edição caseira?
R: A ideia inicial foi fazer uma edição caseira e é assim que tem sido até agora. Mas publicar o PLIM seria algo que gostaria de tentar concretizar.




Os bonecos e bonecas, como surgiram?
R: Sempre gostei muito da tridimensionalidade e da possibilidade de dar outra vida aos personagens que invento. Os meus bonecos estão profundamente ligados aos meus desenhos. Apesar de gostar de escultura em barro e em madeira, os tecidos abrem outras possibilidades que me atraem muito. E se forem antigos melhor ainda, porque já trazem com eles uma história e isso é uma inspiração suplementar! Sei pouco de costura, vou aprendendo por tentativa e erro, utilizo os tecidos como se fossem outro material qualquer. O que procuro não é uma peça perfeita mas sim algo único e vibrante de personalidade. Eu construo-os como quem faz uma escultura, de forma livre e sem moldes, a pouco e pouco, até começarem a ganhar vida própria — a partir daí são eles que me dizem quem são e do que precisam para ficarem completos!

E os bigodes?
R: São simplesmente divertidos e uma fonte inesgotável de variedade capilar (e de ideias!)



É difícil ser ilustradora em Portugal?
R: Ainda não sei bem, mas parece-me que não é assim tão fácil. Como vivo fora dos grandes "centros" sou capaz de ter uma opinião ligeiramente desfasada da maioria. Mas acredito que seja possível, há que insistir para se fazer aquilo que se gosta, onde se gosta!

A Joana também gosta de fotografia. Teve alguma formação ou é autodidata?
R: Sou totalmente autodidata. O momento em que descobri a máquina antiga do meu pai e espreitei através do seu visor brilhante foi mágico, um mundo novo apareceu à frente dos meus olhos! Coisa que nunca me tinha acontecido com as máquinas digitais. É algo misterioso que não consigo explicar...

Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Sim, especialmente quando sei que vou andar a passear a céu aberto.
Porquê um blogue dedicado a um gato?
R: Eu adoro gatos! Tenho gatos quase desde que nasci e fotografá-los é algo a que não consigo resistir. Resolvi criar um blogue para partilhar essas imagens com os amigos e outros amantes de gatos.


Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Normalmente trabalho por instinto, mas quando o trabalho é muito ou há várias coisas em simultâneo para serem feitas a coisa complica-se, e aí o instinto não serve de ajuda, sou obrigada a organizar-me!

Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho vários, gostava de fazer outras exposições, aqui no sul inclusive; criar um livro de raíz com texto e ilustrações da minha autoria; voltar a fazer gravura e iniciar-me na serigrafia.



Para além das artes plásticas e da ilustração, o que mais gosta de fazer?
R: Ler. Gosto muito de ler. Gosto de viajar e fazer passeios ao ar livre, adoro mexer na terra, plantar coisas e tratar das minhas flores e suculentas.

E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: É penoso quando tenho de passar muito tempo a olhar para o computador por causa de algum trabalho ou algo do género.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Existem muitas pessoas a fazer coisas que admiro nas mais variadas áreas, acho que seria uma lista demasiado comprida! Como não quero esquecer-me de ninguém e custa-me mencionar só um, talvez seja melhor nem começar...

14/04/2012

Palmas para O Alfaiate Lisboeta

Em Janeiro, a galeria portuguesa entrevistou o José Cabral, autor do bloque O Alfaiate Lisboeta.


Este mês, o José lança um livro pela Oficina do Livro, sobre os momentos e as pessoas captadas n'O Alfaiate Lisboeta, sobre o estilo e os lugares onde estes momentos acontecem e sobre o significado que têm para o autor.
O lançamento do livro está marcado para dia 17 de abril em Lisboa, na livraria Buchholz, às 18.30h e no dia 21 no Porto, na Pensão Favorita, às 17h.


Depois, na Fnac: Dia 24 de Abril às 18:30h no Chiado, dia 27 às 21:30h em Alfragide, dia 1 de Maio às 16h no Colombo, dia 4 de Maio às 21:30h em Almada, dia 19 de Maio às 17h no Vasco da Gama e dia 20 às 16h em Cascais.

Sobre o Autor
O José tem 31 anos e é de Lisboa.
Estudou Sociologia, foi comissário de bordo e até há pouco tempo trabalhava na banca. Por sentir que precisava de ter um projeto pessoal e criativo que lhe proporcionasse uma experiência diferente daquela que tinha profissionalmente, criou há 3 anos O Alfaiate Lisboeta. A inspiração veio dos blogues de street style em geral, como este. Mas O Alfaiate Lisboeta tem algo diferente, não se resume apenas a moda. "Acaba por ser um blogue de crónicas. Por uma razão muito simples, eu não percebo nada de moda. A experiência que eu tenho na moda é muito empírica, muito simples, é aquilo que vejo… a minha sensibilidade pessoal".
Atualmente colabora com a Vogue e com a Metro International e assina na Revista do Expresso uma página sobre tendências. Quer dedicar-se exclusivamente ao blogue e a projetos relacionados com este tema. Para além disso, gosta de praticar desporto, sair com os amigos e viajar.
O José foi o Vencedor do Fashion Award na categoria de Melhor Comunicação Digital na Fashion TV.
As suas fotografias também podem ser vistas todas as semanas na New York Magazine e já em 2012, através d'O Alfaiate Lisboeta concebeu a campanha Lisboa Somos Nós para a Câmara Municipal de Lisboa.

oalfaiatelisboeta.blogspot.com

02/04/2012

galeria apresenta Quando a mãe era pequena

Quando a mãe era pequena o mundo era um sítio diferente. Brincava-se na rua, não havia telemóveis, as compras faziam-se na mercearia e os discos eram de vinil. Mas também há coisas que nunca mudam...

A 20 de abril, nas livrarias.

Quando a mãe era pequena é o primeiro livro da editora Máquina de Voar. Uma editora que aposta em autores nacionais!
É um livro para todos. Pequenos e grandes. Porque os pequenos gostam de saber e os grandes gostam de contar. Como era o mundo há 30 anos atrás? Era diferente, sem microondas, computadores e telemóveis e sem DVDs e desenhos animados 24 horas por dia. A televisão a cores era um luxo, não tínhamos comandos e só existiam 2 canais. Mas, por mais avançada que seja a tecnologia, há coisas que nunca mudam, como o amor entre pais e filhos.
O texto é da Joana Cabral, as ilustrações são minhas. E que bom é partilhar este livro com a Joana!

29/03/2012

galeria entrevista Bernardo Carvalho

Quinta-feira também é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre o Bernardo Carvalho.


O Bernardo nasceu em Lisboa, em 1973. Estudou Design Gráfico na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e fez o curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Mesmo quando ainda não sabia ler já era fascinado por histórias aos quadradinhos, pelas perspetivas e enquadramentos.
É Ilustrador e editor de livros para crianças. É um dos fundadores da editora Planeta Tangerina (que este ano foi candidata ao prémio ALMA) e amante do surf e de praia.
Assume-se como profundamente ligado aos universos da banda desenhada e da fotografia e completamente obcecado por desenhar.
Não gosta de ser repetitivo nas suas ilustrações e por isso não se prende aos mesmos materiais.
O seu trabalho tem sido reconhecido sistematicamente por prémios de todos os lados. Até da Coreia e da Venezuela.
O Bernardo foi o protagonista da terceira edição do programa Bologna a testa in su. Anualmente, um ilustrador de renome é convidado a conceber a sua visão desenhada da cidade, seguindo a filosofia de um projeto editorial dirigido tanto a adultos como a crianças. Os originais foram reunidos em exposição individual. Parabéns!

O Bernardo foi também o entrevistado mais rápido a responder até agora!

planetatangerina.com




O Planeta Tangerina faz livros para crianças mas também para adultos que gostam de álbuns ilustrados. O Bernardo quando começa a ilustrar um livro pensa nas crianças ou nos adultos?
R: Penso em fazer um livro giro para todos, mas às vezes ficam um bocado infantis e às vezes um bocado adultos.

Diz que quando acaba um livro já está farto dele e muitas vezes já não gosta das ilustrações. É muito crítico em relação ao seu trabalho?
R: É dificil de manter o discernimento e a capacidade de julgamento das coisas que faço depois de olhar muito para elas.

E quando vê um livro seu impresso pela primeira vez, que tipo de coisas lhe chamam a atenção?
R: Os defeitos, claro.





O Mundo num segundo ainda é o livro que mais gosta? Ou é o Praia-Mar?
R: O Mundo num segundo foi um livro que pela maneira como foi inventado (a meias com toda a gente no planeta) me deu um grande gozo de fazer. Adoro o assunto e a maneira como está contado. Ao nível do desenho não arrisquei  nem inventei nada mas sempre queria ter feito um livro assim meio ao estilo da BD mas sem ser BD. O Praia-Mar também gosto, ainda... ou já, não sei bem.

Teve direito a uma exposição individual em Bolonha, este convite surpreendeu-o? E como foi a experiência?
R: Sim surpreendeu. Com tanta gente a fazer coisas tão fixes, acho sempre incrível que alguém me peça para fazer desenhos para um livro. A experiência foi muito gira. Passei uma semana a passear em Bologna debaixo do maior nevão dos últimos 30 anos. Foi demais.



Se não fosse ilustrador o que seria?
R: Fotógrafo de casamentos desempregado e agricultor.

Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Tenho de me organizar para não perder os melhores dias de ondas!
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Estou a fazer ilustrações para um texto mais para teenagers, (que é um espetáculo) da Ana Pessoa, vencedora do prémio Branquinho da Fonseca, da Gulbenkian. Espero não assassinar o livro com os meus desenhos. Também gostava de concorrer a um festival de curtas metragens que vai haver em Lisboa.

Para além de desenhar e de fazer surf, o que mais gosta de fazer?
R: Acampar, ficar em hoteis, viajar, fotografar, plantar legumes, passear, comer, dormir, namorar, filmar, sair à noite, cinema, amigos, vinho tinto e mais 3794 coisas.




E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Responder a mails e apanhar trânsito.

Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: É uma lista interminável e nunca mais saíamos daqui. Desde desenhadores a fotógrafos a surfistas e agricultores. Há muita gente a fazer coisas muito giras.


Quem quiser conhecer o Bernardo, não pode perder no próximo sábado, dia 31, o lançamento de dois novos livros do Planeta Tangerina: Ir e Vir e Nunca Vi uma Bicicleta e Os Patos Não Me Largam (com direito a rifas e tudo).