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14/04/2012

Palmas para O Alfaiate Lisboeta

Em Janeiro, a galeria portuguesa entrevistou o José Cabral, autor do bloque O Alfaiate Lisboeta.


Este mês, o José lança um livro pela Oficina do Livro, sobre os momentos e as pessoas captadas n'O Alfaiate Lisboeta, sobre o estilo e os lugares onde estes momentos acontecem e sobre o significado que têm para o autor.
O lançamento do livro está marcado para dia 17 de abril em Lisboa, na livraria Buchholz, às 18.30h e no dia 21 no Porto, na Pensão Favorita, às 17h.


Depois, na Fnac: Dia 24 de Abril às 18:30h no Chiado, dia 27 às 21:30h em Alfragide, dia 1 de Maio às 16h no Colombo, dia 4 de Maio às 21:30h em Almada, dia 19 de Maio às 17h no Vasco da Gama e dia 20 às 16h em Cascais.

Sobre o Autor
O José tem 31 anos e é de Lisboa.
Estudou Sociologia, foi comissário de bordo e até há pouco tempo trabalhava na banca. Por sentir que precisava de ter um projeto pessoal e criativo que lhe proporcionasse uma experiência diferente daquela que tinha profissionalmente, criou há 3 anos O Alfaiate Lisboeta. A inspiração veio dos blogues de street style em geral, como este. Mas O Alfaiate Lisboeta tem algo diferente, não se resume apenas a moda. "Acaba por ser um blogue de crónicas. Por uma razão muito simples, eu não percebo nada de moda. A experiência que eu tenho na moda é muito empírica, muito simples, é aquilo que vejo… a minha sensibilidade pessoal".
Atualmente colabora com a Vogue e com a Metro International e assina na Revista do Expresso uma página sobre tendências. Quer dedicar-se exclusivamente ao blogue e a projetos relacionados com este tema. Para além disso, gosta de praticar desporto, sair com os amigos e viajar.
O José foi o Vencedor do Fashion Award na categoria de Melhor Comunicação Digital na Fashion TV.
As suas fotografias também podem ser vistas todas as semanas na New York Magazine e já em 2012, através d'O Alfaiate Lisboeta concebeu a campanha Lisboa Somos Nós para a Câmara Municipal de Lisboa.

oalfaiatelisboeta.blogspot.com

12/03/2012

Zé Diogo Quintela

O Zé Diogo nasceu em Lisboa em 1977.
É humorista, argumentista e sportinguista.
Estudou nos Salesianos e no Liceu Pedro Nunes. No último ano do secundário foi para os Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio de estudantes. Depois, frequentou o curso de Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa mas não chegou a concluir a licenciatura. Foi lá que jogou rugby durante algum tempo mas lesionou-se e foi obrigado a parar.


Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e Tiago Dores, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Foi também júri do programa Portugal Tem Talento, da SIC e ganhou o prémio de melhor improvisação no concurso da RTP Ainda bem que apareceste.


Na imprensa escreveu para o DN, Ideias & Negócios, Inimigo Público, A Bola e O Independente.
Fez stand-up mas sente-se satisfeito por já não fazer, diz que se sentia angustiado antes das atuações.
Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO. E ler as suas crónicas semanais no Público, que deram origem ao livro Falar é fácil, em 2010. "As melhores crónicas humorísticas de Zé Diogo Quintela (e as piores também, que é para encher)".
É sócio e provador oficial da rede de lojas A Padaria Portuguesa.

08/03/2012

Miguel Esteves Cardoso

No dia internacional da mulher, a galeria portuguesa publica sobre um homem, mas sobre o homem que escreveu isto:
"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."


Miguel Esteves Cardoso nasceu em Lisboa em 1955. É crítico, escritor e jornalista português. Mas é também letrista, tradutor, ensaísta, autor de programas de rádio, dramaturgo, entrevistador e tem um grande sentido de humor.
Teve uma educação privilegiada e foi um aluno brilhante com um talento invulgar para a escrita. Estudou no Reino Unido, mais concretamente na Universidade de Manchester, onde se licenciou em Estudos Políticos, e prosseguiu na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Em 1982 regressou a Portugal e entrou para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar. Foi ainda professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, co-fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, visiting fellow do St. Antony's College, em Oxford, e fez um pós-doutoramento em Filosofia Política, sob orientação de Derek Parfit e de Joseph Raz.
A partir do contacto estreito com as bandas pós-punk e new wave da editora Factory quando esteve no Reino Unido, MEC (como ficou conhecido), escrevia crónicas sobre música pop, publicadas nos jornais Se7e, O Jornal ou Música & Som. Participou na Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar, entre outros. Fez letras de músicas e foi ainda autor e co-autor de diversos programas de rádio como Trópico de Dança, Aqui Rádio Silêncio, W, Dançatlântico e A Escola do Paraíso, todos na Rádio Comercial.
Começou a dedicar-se à crítica literária e cinematográfica e a ser presença assídua na rádio e na televisão. Marcava a diferença pela sua aparência invulgar de jovem intelectual com intervenções imprevisíveis e desconcertantes, irónicas e irreverentes. Tornou-se colaborador do Expresso, onde as suas crónicas satíricas A Causa das Coisas e Os Meus Problemas, conheceram o acompanhamento regular de muitos leitores e o sucesso junto dos jovens.


Monárquico e antieuropeísta convicto, apresentou-se como candidato a deputado ao Parlamento Europeu, em 1987, como independente nas listas do Partido Popular Monárquico, não conseguindo a eleição. Simultaneamente, é incentivado a integrar a Companhia de Teatro de Lisboa, o que o leva à dramaturgia. Publicou então Carne Cor-de-Rosa Encarnada (encenada por Carlos Quevedo), Os Homens (encenado por Graça Lobo) e traduziu várias peças de Samuel Beckett.
Em 1988 fundou, com Paulo Portas, O Independente. Um semanário que pretendia revolucionar o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista, mas simultaneamente libertário e culto, à imprensa esquerdista que prevalecia na época. MEC ocupava-se da parte cultural, no destacável Vida e fazia dupla com Paulo Portas em entrevistas a algumas figuras marcantes da política e cultura portuguesa.



Em 1991, deixou a direção d'O Independente para criar a Revista K, projeto que não durou mais que dois anos.  Mas a dedicação à literatura foi-se intensificando, até que acabou por afastá-lo do jornalismo ativo.
O amor é fodido é o título do seu primeiro romance, publicado em 1994 e foi um best-seller.
Na televisão, colaborou com Herman José, como guionista do programa Humor de Perdição e em vários talk-shows, entre eles o popular A Noite da Má-Lingua na SIC, com a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.
No final dos anos 90, por motivos que nunca revelou, abandonou os ecrãs televisivos. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro n'O Independente, mais tarde no Diário de Notícias. Em 1999, criou também um blogue chamado Pastilhas, que abandonou em 2002.
Em 2006 retomou a sua colaboração com o Expresso. Em 2009 Lançou o livro Em Portugal não se come mal.
"A vida come-se quando é boa; come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também comemos com ela".

Neste vídeo, Miguel Guilherme lê um texto sobre palavrões, de Miguel Esteves Cardoso.

05/03/2012

Palmas para Jornal PÚBLICO

O Jornal PÚBLICO completa hoje 22 anos de vida. Comemora com mudança gráfica e edição gratuita!
É isso mesmo. Hoje o Jornal PÚBLICO é distribuído gratuitamente em todo o país, com a promessa de uma análise mais profunda da atualidade, textos mais longos e uma nova apresentação.
Os jornais em papel têm vindo a perder muito público para a internet. Esta é, provavelmente, uma tentativa de
reconciliar leitores com o jornal impresso.
Sobre este assunto, Miguel Esteves Cardoso diz assim:
"O jornal impresso, físico e cheiroso ainda é a cara, a alma e o corpo do PÚBLICO. As outras versões são retratos. Um dia será o contrário. Esse dia, por muito feliz que possa ser, está cada vez mais próximo. Aproveitemos enquanto ainda não chega: temos tudo ao mesmo tempo".

A diretora do jornal Bárbara Reis explica que a partir de agora o PÚBLICO vai escolher mais, investir mais em temas fortes e concentrar-se no que realmente importa.
Ao domingo vão manter as páginas de História e Prova dos Factos, ao sábado surgem secções novas, como os Bastidores da política. Ficam muitos cronistas, embora alguns passem para espaços novos. A 2 é a nova revista de domingo que herda alguns “clássicos” do P2 e da Pública. O ípsilon e a Fugas crescem em ambição.
O vídeo aqui.

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Parabéns!