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08/02/2012

Nilton

O Nilton nasceu em Angola em 1976 e veio para Portugal com quatro anos. Passou a infância e a adolescência em Proença-a-Nova. Quando tinha 17 anos respondeu a um anúncio do Expresso (pediam um disco-jóquei em Albufeira), foi na sua mota e ficou com o emprego. Mais tarde, abriu uma empresa de decoração de interiores.


Desde míudo que tem a veia da escrita bastante apurada. Até coisas sérias, como poesia, embora nunca a deixasse vir à tona com o nome Nilton.
No início dos anos 90 ofereceram-lhe um CD do Robin Williams a fazer stand-up. Ficou fascinado e descobriu o que realmente queria fazer mas o conceito ainda não era conhecido em Portugal e não havia "os youtubes". Viveu frustrado vários anos por não conseguir divulgar o seu trabalho. Vinha a Lisboa entregar os seus vídeos mas não o levavam "a sério". Só começou a atuar em 1997. A Câmara de Portimão deu-lhe um espaço para fazer stand-up uma vez por ano, tradição que ainda se mantém. Seguiu-se outro texto, outro espectáculo... as ideias ganharam forma e em 2000 mudou-se para Lisboa. Entregou uma gravação no Teatro A Barraca, eles gostaram e decidiram apostar. Acabou por ser esta a sua rampa de lançamento. Foi ali que Sérgio Noronha da Rádio Comercial o descobriu. Foi também lá que sentiu a honra de ver na Plateia Raul Solnado e Júlio César. A visita valeu-lhe um convite para uma temporada de 3 meses no Casino Estoril.

"O palco é uma luta de boxe. Tens três segundos em que estás sem levar chapadas do adversário. Três segundos enquanto eles batem palmas. Tens que arrancar logo a seguir. Não há deixas, não há contracena. Estás ali sozinho: és só tu, o micro e a plateia."

Foi pioneiro no conceito de stand-up em Portugal e é esta a sua base de trabalho apesar de fazer outras coisas como televisão, rádio, livros e DVDs.
Gravou em 2002, o primeiro DVD de Stand up Comedy feito em Portugal. “Nilton ao vivo no Teatro Maria Matos”. No ano seguinte foi convidado para o programa da SIC, “Levanta-te e Ri”. O sucesso foi tal que surgiu o convite para criar o seu próprio programa, “K7 Pirata”, onde concretizou o sonho de juntar entrevistas e humor.
Gosta de piadas corrosivas, que puxem os limites. O humor negro é o que o diverte mais e faz sempre uma piada com as piores desgraças. Inspira-se no 'tuga' que há em nós.
Tem noção de que não agrada a toda a gente. Já ouviu ameaças de morte e há pessoas que lhe querem bater. Já lhe chamaram todos os nomes possíveis e imaginários mas gosta de arriscar e experimentar coisas diferentes. Faz as coisas em primeiro lugar para se rir. Não tem o hábito de dizer asneiras e tenta não ofender.
Só dorme quatro horas por noite, é viciado em trabalho. Trabalha todos os dias, até ao fim de semana. Tem o cérebro sempre ligado, aponta piadas enquanto lê ou vê televisão.
É também distraído, não bebe café, não toma drogas e não fuma, "sou um totó".
Adorava ficar em casa só a escrever. Vivia feliz.

facebook.com/niltoncomedy

02/01/2012

Nuno Lopes

O Nuno nasceu em Lisboa em 1978. Quando era miúdo queria ser cinematógrafo marítimo ao estilo
Jacques Cousteau mas desistiu da ideia quando viu “um documentário sobre os biólogos marinhos portugueses que estavam a limpar os esgotos no Tejo”.


Um dia foi assistir a um sarau onde a irmã dançava, na Junta de Freguesia de Benfica, e viu o António Feio
a apresentar uma peça com uns miúdos e achou que era capaz de fazer aquilo. Tinha treze anos e algumas influências dos programas do Herman. Era muito tímido, fazia umas brincadeiras em família, porque não tinha coragem de fazer isso fora. Entrou para o curso do António Feio, que foi fundamental no seu percurso. Depois, formou-se na Escola superior de Teatro e Cinema e frequentou a Master Class da École des Maîtres. Teve também formação de esgrima artística, dança e música.


No teatro representou textos de autores de renome e trabalhou com atores e encenadores consagrados.
No cinema destaca-se a sua participação em "Alice" de Marco Martins, "Quaresma e Peixe Lua" de José
Álvaro Morais, "António, Um Rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo e "Goodnight Irene" de Paolo
Marinou-Blanco. Recentemente fez "Sangue do meu sangue" de João Canijo, filme português que estreou em Outubro de 2011 e foi premiado no Festival de Cinema de San Sebastián.
Em televisão, a primeira experiência foi no "Programa da Maria" que depois o levou ao Herman José. Foi
catapultado para o Brasil onde gravou uma novela e esteve seis anos afastado. Regressou à televisão com a série "Os Contemporâneos", de onde saiu a personagem O Chato e a sua frase ‘Vai mas é trabalhar’.
Em 2006 recebeu o Globo de Ouro para Melhor Ator em cinema com o filme "Alice", assim como o prémio
de Melhor Ator no Festival de Cinema Luso-Brasileiro e o prémio de Shooting Star no Festival de Cinema
de Berlim. Em 2009 recebeu outro Globo de Ouro com o filme "Goodnight Irene" e entregou-o a António Feio.
Sempre quis fazer de António Variações e ter um projeto seu para passar para o outro lado, a encenar ou
realizar.
fotos daqui e daqui
A carreira como Dj começou em 2006, em nome próprio ou pela dupla Tha Lovely Bastards (dupla que
mantém com Mad.Mac). Trabalha com regularidade em vários clubes por todo o país e em algumas cidades europeias.
Tirando os momentos em que está a estudar ou a ver filmes até às tantas, raramente se fecha em casa. Gosta de andar de bicicleta e de se sentar numa esplanada a ver passar pessoas.