Em Janeiro, a galeria portuguesa entrevistou o José Cabral, autor do bloque O Alfaiate Lisboeta.
Este mês, o José lança um livro pela Oficina do Livro, sobre os momentos e as pessoas captadas n'O Alfaiate Lisboeta, sobre o estilo e os lugares onde estes momentos acontecem e sobre o significado que têm para o autor.
O lançamento do livro está marcado para dia 17 de abril em Lisboa, na livraria Buchholz, às 18.30h e no dia 21 no Porto, na Pensão Favorita, às 17h.
Depois, na Fnac: Dia 24 de Abril às 18:30h no Chiado, dia 27 às 21:30h em Alfragide, dia 1 de Maio às 16h no Colombo, dia 4 de Maio às 21:30h em Almada, dia 19 de Maio às 17h no Vasco da Gama e dia 20 às 16h em Cascais.
Sobre o Autor
O José tem 31 anos e é de Lisboa.
Estudou Sociologia, foi comissário de bordo e até há pouco tempo trabalhava na banca. Por sentir que precisava de ter um projeto pessoal e criativo que lhe proporcionasse uma experiência diferente daquela que tinha profissionalmente, criou há 3 anos O Alfaiate Lisboeta. A inspiração veio dos blogues de street style em geral, como este. Mas O Alfaiate Lisboeta tem algo diferente, não se resume apenas a moda. "Acaba por ser um blogue de crónicas. Por uma razão muito simples, eu não percebo nada de moda. A experiência que eu tenho na moda é muito empírica, muito simples, é aquilo que vejo… a minha sensibilidade pessoal".
Atualmente colabora com a Vogue e com a Metro International e assina na Revista do Expresso uma página sobre tendências. Quer dedicar-se exclusivamente ao blogue e a projetos relacionados com este tema. Para além disso, gosta de praticar desporto, sair com os amigos e viajar.
O José foi o Vencedor do Fashion Award na categoria de Melhor Comunicação Digital na Fashion TV.
As suas fotografias também podem ser vistas todas as semanas na New York Magazine e já em 2012, através d'O Alfaiate Lisboeta concebeu a campanha Lisboa Somos Nós para a Câmara Municipal de Lisboa.
oalfaiatelisboeta.blogspot.com
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14/04/2012
12/03/2012
Zé Diogo Quintela
O Zé Diogo nasceu em Lisboa em 1977.
É humorista, argumentista e sportinguista.
Estudou nos Salesianos e no Liceu Pedro Nunes. No último ano do secundário foi para os Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio de estudantes. Depois, frequentou o curso de Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa mas não chegou a concluir a licenciatura. Foi lá que jogou rugby durante algum tempo mas lesionou-se e foi obrigado a parar.
Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e Tiago Dores, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Foi também júri do programa Portugal Tem Talento, da SIC e ganhou o prémio de melhor improvisação no concurso da RTP Ainda bem que apareceste.
Na imprensa escreveu para o DN, Ideias & Negócios, Inimigo Público, A Bola e O Independente.
Fez stand-up mas sente-se satisfeito por já não fazer, diz que se sentia angustiado antes das atuações.
Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO. E ler as suas crónicas semanais no Público, que deram origem ao livro Falar é fácil, em 2010. "As melhores crónicas humorísticas de Zé Diogo Quintela (e as piores também, que é para encher)".
É sócio e provador oficial da rede de lojas A Padaria Portuguesa.
É humorista, argumentista e sportinguista.
Estudou nos Salesianos e no Liceu Pedro Nunes. No último ano do secundário foi para os Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio de estudantes. Depois, frequentou o curso de Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa mas não chegou a concluir a licenciatura. Foi lá que jogou rugby durante algum tempo mas lesionou-se e foi obrigado a parar.
Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e Tiago Dores, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Foi também júri do programa Portugal Tem Talento, da SIC e ganhou o prémio de melhor improvisação no concurso da RTP Ainda bem que apareceste.
Na imprensa escreveu para o DN, Ideias & Negócios, Inimigo Público, A Bola e O Independente.
Fez stand-up mas sente-se satisfeito por já não fazer, diz que se sentia angustiado antes das atuações.
Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO. E ler as suas crónicas semanais no Público, que deram origem ao livro Falar é fácil, em 2010. "As melhores crónicas humorísticas de Zé Diogo Quintela (e as piores também, que é para encher)".
É sócio e provador oficial da rede de lojas A Padaria Portuguesa.
08/03/2012
Miguel Esteves Cardoso
No dia internacional da mulher, a galeria portuguesa publica sobre um homem, mas sobre o homem que escreveu isto:
"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."
Miguel Esteves Cardoso nasceu em Lisboa em 1955. É crítico, escritor e jornalista português. Mas é também letrista, tradutor, ensaísta, autor de programas de rádio, dramaturgo, entrevistador e tem um grande sentido de humor.
Teve uma educação privilegiada e foi um aluno brilhante com um talento invulgar para a escrita. Estudou no Reino Unido, mais concretamente na Universidade de Manchester, onde se licenciou em Estudos Políticos, e prosseguiu na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Em 1982 regressou a Portugal e entrou para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar. Foi ainda professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, co-fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, visiting fellow do St. Antony's College, em Oxford, e fez um pós-doutoramento em Filosofia Política, sob orientação de Derek Parfit e de Joseph Raz.
A partir do contacto estreito com as bandas pós-punk e new wave da editora Factory quando esteve no Reino Unido, MEC (como ficou conhecido), escrevia crónicas sobre música pop, publicadas nos jornais Se7e, O Jornal ou Música & Som. Participou na Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar, entre outros. Fez letras de músicas e foi ainda autor e co-autor de diversos programas de rádio como Trópico de Dança, Aqui Rádio Silêncio, W, Dançatlântico e A Escola do Paraíso, todos na Rádio Comercial.
Começou a dedicar-se à crítica literária e cinematográfica e a ser presença assídua na rádio e na televisão. Marcava a diferença pela sua aparência invulgar de jovem intelectual com intervenções imprevisíveis e desconcertantes, irónicas e irreverentes. Tornou-se colaborador do Expresso, onde as suas crónicas satíricas A Causa das Coisas e Os Meus Problemas, conheceram o acompanhamento regular de muitos leitores e o sucesso junto dos jovens.
Monárquico e antieuropeísta convicto, apresentou-se como candidato a deputado ao Parlamento Europeu, em 1987, como independente nas listas do Partido Popular Monárquico, não conseguindo a eleição. Simultaneamente, é incentivado a integrar a Companhia de Teatro de Lisboa, o que o leva à dramaturgia. Publicou então Carne Cor-de-Rosa Encarnada (encenada por Carlos Quevedo), Os Homens (encenado por Graça Lobo) e traduziu várias peças de Samuel Beckett.
Em 1988 fundou, com Paulo Portas, O Independente. Um semanário que pretendia revolucionar o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista, mas simultaneamente libertário e culto, à imprensa esquerdista que prevalecia na época. MEC ocupava-se da parte cultural, no destacável Vida e fazia dupla com Paulo Portas em entrevistas a algumas figuras marcantes da política e cultura portuguesa.
Em 1991, deixou a direção d'O Independente para criar a Revista K, projeto que não durou mais que dois anos. Mas a dedicação à literatura foi-se intensificando, até que acabou por afastá-lo do jornalismo ativo.
O amor é fodido é o título do seu primeiro romance, publicado em 1994 e foi um best-seller.
Na televisão, colaborou com Herman José, como guionista do programa Humor de Perdição e em vários talk-shows, entre eles o popular A Noite da Má-Lingua na SIC, com a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.
No final dos anos 90, por motivos que nunca revelou, abandonou os ecrãs televisivos. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro n'O Independente, mais tarde no Diário de Notícias. Em 1999, criou também um blogue chamado Pastilhas, que abandonou em 2002.
Em 2006 retomou a sua colaboração com o Expresso. Em 2009 Lançou o livro Em Portugal não se come mal.
"A vida come-se quando é boa; come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também comemos com ela".
Neste vídeo, Miguel Guilherme lê um texto sobre palavrões, de Miguel Esteves Cardoso.
"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."
Miguel Esteves Cardoso nasceu em Lisboa em 1955. É crítico, escritor e jornalista português. Mas é também letrista, tradutor, ensaísta, autor de programas de rádio, dramaturgo, entrevistador e tem um grande sentido de humor.
Teve uma educação privilegiada e foi um aluno brilhante com um talento invulgar para a escrita. Estudou no Reino Unido, mais concretamente na Universidade de Manchester, onde se licenciou em Estudos Políticos, e prosseguiu na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Em 1982 regressou a Portugal e entrou para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, como investigador auxiliar. Foi ainda professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, co-fundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, visiting fellow do St. Antony's College, em Oxford, e fez um pós-doutoramento em Filosofia Política, sob orientação de Derek Parfit e de Joseph Raz.
A partir do contacto estreito com as bandas pós-punk e new wave da editora Factory quando esteve no Reino Unido, MEC (como ficou conhecido), escrevia crónicas sobre música pop, publicadas nos jornais Se7e, O Jornal ou Música & Som. Participou na Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar, entre outros. Fez letras de músicas e foi ainda autor e co-autor de diversos programas de rádio como Trópico de Dança, Aqui Rádio Silêncio, W, Dançatlântico e A Escola do Paraíso, todos na Rádio Comercial.
Começou a dedicar-se à crítica literária e cinematográfica e a ser presença assídua na rádio e na televisão. Marcava a diferença pela sua aparência invulgar de jovem intelectual com intervenções imprevisíveis e desconcertantes, irónicas e irreverentes. Tornou-se colaborador do Expresso, onde as suas crónicas satíricas A Causa das Coisas e Os Meus Problemas, conheceram o acompanhamento regular de muitos leitores e o sucesso junto dos jovens.
Monárquico e antieuropeísta convicto, apresentou-se como candidato a deputado ao Parlamento Europeu, em 1987, como independente nas listas do Partido Popular Monárquico, não conseguindo a eleição. Simultaneamente, é incentivado a integrar a Companhia de Teatro de Lisboa, o que o leva à dramaturgia. Publicou então Carne Cor-de-Rosa Encarnada (encenada por Carlos Quevedo), Os Homens (encenado por Graça Lobo) e traduziu várias peças de Samuel Beckett.
Em 1988 fundou, com Paulo Portas, O Independente. Um semanário que pretendia revolucionar o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista, mas simultaneamente libertário e culto, à imprensa esquerdista que prevalecia na época. MEC ocupava-se da parte cultural, no destacável Vida e fazia dupla com Paulo Portas em entrevistas a algumas figuras marcantes da política e cultura portuguesa.
Em 1991, deixou a direção d'O Independente para criar a Revista K, projeto que não durou mais que dois anos. Mas a dedicação à literatura foi-se intensificando, até que acabou por afastá-lo do jornalismo ativo.
O amor é fodido é o título do seu primeiro romance, publicado em 1994 e foi um best-seller.
Na televisão, colaborou com Herman José, como guionista do programa Humor de Perdição e em vários talk-shows, entre eles o popular A Noite da Má-Lingua na SIC, com a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.
No final dos anos 90, por motivos que nunca revelou, abandonou os ecrãs televisivos. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro n'O Independente, mais tarde no Diário de Notícias. Em 1999, criou também um blogue chamado Pastilhas, que abandonou em 2002.
Em 2006 retomou a sua colaboração com o Expresso. Em 2009 Lançou o livro Em Portugal não se come mal.
"A vida come-se quando é boa; come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também comemos com ela".
Neste vídeo, Miguel Guilherme lê um texto sobre palavrões, de Miguel Esteves Cardoso.
24/01/2012
galeria entrevista José Cabral
Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre o José Cabral.
O José tem 31 anos e é de Lisboa.
Estudou Sociologia, foi comissário de bordo e até há pouco tempo trabalhava na banca. Por sentir que precisava de ter um projeto pessoal e criativo que lhe proporcionasse uma experiência diferente daquela que tinha profissionalmente, criou há 3 anos O Alfaiate Lisboeta. A inspiração veio dos blogues de street style em geral, como este. Mas O Alfaiate Lisboeta tem algo diferente, não se resume apenas a moda. "Acaba por ser um blogue de crónicas. Por uma razão muito simples, eu não percebo nada de moda. A experiência que eu tenho na moda é muito empírica, muito simples, é aquilo que vejo… a minha sensibilidade pessoal".
Atualmente colabora com a Vogue e com a Metro International e assina na Revista do Expresso uma página sobre tendências. Quer dedicar-se exclusivamente ao blogue e a projetos relacionados com este tema. Para além disso, gosta de praticar desporto, sair com os amigos e viajar.
O José foi o Vencedor do Fashion Award na categoria de Melhor Comunicação Digital na Fashion TV. Parabéns!
Vale a pena ler este post: Três anos de uma cena tosca.
oalfaiatelisboeta.blogspot.com
É licenciado em Sociologia mas nunca exerceu. Porquê?
R: Nunca cheguei a tentar. Em todo o caso tive sempre a sensação que, mesmo que o tivesse feito, não teria tido muito sucesso.
Atirou com a banca para trás das costas. Foi uma decisão difícil?
R: Não tanto por ter deixado a banca em particular mas por ter abdicado dum trabalho que, muito objetivamente, me dava bastante segurança.
Como é que aborda as pessoas na rua? Fica a observá-las durante muito tempo e depois é que avança?
R: Não tenho nenhum método específico. Abordo-as quando as vejo. Desconfio que se ficasse muito tempo a contemplá-las me arriscaria a perdê-las (risos)
E, normalmente, é bem recebido?
R: Sim.
Em que momento é que percebeu que o blogue que tinha criado quase como hobby se estava a tornar num fenómeno da blogosfera?
R: O blogue tem apenas três anos. Acredito que seja até um espaço de tempo curto para o que tem acontecido mas para mim, que vivi tudo isto de forma muito pessoal e algo intensa, parece-me já um longo percurso. Ao longo deste itinerário houve vários momentos em que senti que foram dados passos importantes no reconhecimento do meu trabalho ou que estava a concretizar achievements com um significado especial para mim.
Ficou contente com o prémio que recebeu?
R: Fiquei muito contente.
Continua a achar que não percebe nada de moda?
R: Continuo a achar que não percebo muitos conteúdos sobre moda.
Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Não. O blogue existe porque, de alguma forma me realiza e faz feliz. Acho que se fosse escravo d´ O Alfaiate Lisboeta (ou neste caso, da máquina) já teria perdido a alegria que tenho em continuar a partilhá-lo com os outros.
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Trabalhei quatro anos num banco onde, como imaginará, os horários são um ponto importante. Agora estou a viver o preciso contrário. Não tenho horários para nada. Por enquanto está-me a dar muito gozo.
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho alguns.
Para além de escrever e fotografar, o que mais gosta de fazer?
R: A sua pergunta desperta-me um receio antigo - não saber o que quero fazer. Tenho umas ideias mas a verdade é que o próprio O Alfaiate Lisboeta tirou algum peso sobre mim porque as coisas se têm sucedido de uma forma muito natural e este tem sido um projeto onde, no fundo, me fui descobrindo. Isto pode soar tremendamente esotérico mas é muito concreto. Comecei a fazer coisas nas quais já tinha pensado um dia mas para as quais não achei nunca que me fosse dada a oportunidade para fazer.
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Como dizia há pouco a minha vida sofreu uma mudança grande recentemente. Ainda me ando a felicitar por não ter mais de fazer um conjunto de coisas que a minha ocupação profissional me obrigava fazer.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: O Fernando Alves. Um dos fundadores da TSF e autor das mais belas crónicas de Rádio (a ouvir aqui). Lembro-me de ouvi-lo a caminho do banco e de me sentir inspirado, diariamente, pelos seus conteúdos e pela estética sonora brilhante que pauta o seu trabalho.
Saiba um pouco mais sobre o José Cabral.
O José tem 31 anos e é de Lisboa.
Estudou Sociologia, foi comissário de bordo e até há pouco tempo trabalhava na banca. Por sentir que precisava de ter um projeto pessoal e criativo que lhe proporcionasse uma experiência diferente daquela que tinha profissionalmente, criou há 3 anos O Alfaiate Lisboeta. A inspiração veio dos blogues de street style em geral, como este. Mas O Alfaiate Lisboeta tem algo diferente, não se resume apenas a moda. "Acaba por ser um blogue de crónicas. Por uma razão muito simples, eu não percebo nada de moda. A experiência que eu tenho na moda é muito empírica, muito simples, é aquilo que vejo… a minha sensibilidade pessoal".
Atualmente colabora com a Vogue e com a Metro International e assina na Revista do Expresso uma página sobre tendências. Quer dedicar-se exclusivamente ao blogue e a projetos relacionados com este tema. Para além disso, gosta de praticar desporto, sair com os amigos e viajar.
O José foi o Vencedor do Fashion Award na categoria de Melhor Comunicação Digital na Fashion TV. Parabéns!
Vale a pena ler este post: Três anos de uma cena tosca.
oalfaiatelisboeta.blogspot.com
É licenciado em Sociologia mas nunca exerceu. Porquê?
R: Nunca cheguei a tentar. Em todo o caso tive sempre a sensação que, mesmo que o tivesse feito, não teria tido muito sucesso.
Atirou com a banca para trás das costas. Foi uma decisão difícil?
R: Não tanto por ter deixado a banca em particular mas por ter abdicado dum trabalho que, muito objetivamente, me dava bastante segurança.
Como é que aborda as pessoas na rua? Fica a observá-las durante muito tempo e depois é que avança?
R: Não tenho nenhum método específico. Abordo-as quando as vejo. Desconfio que se ficasse muito tempo a contemplá-las me arriscaria a perdê-las (risos)
E, normalmente, é bem recebido?
R: Sim.
Em que momento é que percebeu que o blogue que tinha criado quase como hobby se estava a tornar num fenómeno da blogosfera?
R: O blogue tem apenas três anos. Acredito que seja até um espaço de tempo curto para o que tem acontecido mas para mim, que vivi tudo isto de forma muito pessoal e algo intensa, parece-me já um longo percurso. Ao longo deste itinerário houve vários momentos em que senti que foram dados passos importantes no reconhecimento do meu trabalho ou que estava a concretizar achievements com um significado especial para mim.
Ficou contente com o prémio que recebeu?
R: Fiquei muito contente.
Continua a achar que não percebe nada de moda?
R: Continuo a achar que não percebo muitos conteúdos sobre moda.
Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Não. O blogue existe porque, de alguma forma me realiza e faz feliz. Acho que se fosse escravo d´ O Alfaiate Lisboeta (ou neste caso, da máquina) já teria perdido a alegria que tenho em continuar a partilhá-lo com os outros.
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: Trabalhei quatro anos num banco onde, como imaginará, os horários são um ponto importante. Agora estou a viver o preciso contrário. Não tenho horários para nada. Por enquanto está-me a dar muito gozo.
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Tenho alguns.
Para além de escrever e fotografar, o que mais gosta de fazer?
R: A sua pergunta desperta-me um receio antigo - não saber o que quero fazer. Tenho umas ideias mas a verdade é que o próprio O Alfaiate Lisboeta tirou algum peso sobre mim porque as coisas se têm sucedido de uma forma muito natural e este tem sido um projeto onde, no fundo, me fui descobrindo. Isto pode soar tremendamente esotérico mas é muito concreto. Comecei a fazer coisas nas quais já tinha pensado um dia mas para as quais não achei nunca que me fosse dada a oportunidade para fazer.
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R: Como dizia há pouco a minha vida sofreu uma mudança grande recentemente. Ainda me ando a felicitar por não ter mais de fazer um conjunto de coisas que a minha ocupação profissional me obrigava fazer.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: O Fernando Alves. Um dos fundadores da TSF e autor das mais belas crónicas de Rádio (a ouvir aqui). Lembro-me de ouvi-lo a caminho do banco e de me sentir inspirado, diariamente, pelos seus conteúdos e pela estética sonora brilhante que pauta o seu trabalho.
21/12/2011
Ricardo Araújo Pereira
O Ricardo nasceu em Lisboa, em 1974. Quando era pequeno queria ser escritor e futebolista. Mas foi com a avó que descobriu a sua vocação: "Na infância comecei por fazer rir a minha avó, que ria-se e depois me dizia: Não tens piadinha nenhuma!"
Foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa. Dez anos depois da licenciatura inscreveu-se num mestrado de Teoria da Literatura, área que gostaria de ter seguido. Sobre o facto de ter voltado a estudar diz que "Aos 18 anos é-se uma besta. Não se está minimamente interessado em aprender. Agora, tenho outra vontade".
Começou por trabalhar como jornalista na redação do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO.
Escreve crónicas semanais na revista Visão, que já deram livros: "Boca do Inferno" e "Novas Crónicas da Boca do Inferno".
Faz parte do Governo Sombra, que é um programa da rádio TSF, coordenado pelo jornalista Carlos Vaz Marques.
Adaptou para teatro (com Pedro Mexia) "Como Fazer Coisas com Palavras", do filósofo inglês John Austin, peça que também interpretou no Teatro São Luiz, em 2008.
Não chegou a ser futebolista mas escreveu para o jornal A Bola, foi co-autor de "O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente)" e em 2010 escreveu o livro "A Chama imensa".
Os seus textos, a criação de personagens e a interpretação humorística elevaram-no ao estatuto de principal referência da nova geração do humor em Portugal. Foi incluído na lista "Grandes Portugueses".
Assume-se como Marxista não Leninista e Benfiquista Ferrenho, sócio nº 17.411.
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| foto daqui |
Começou por trabalhar como jornalista na redação do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Em televisão foi argumentista das Produções Fictícias, depois passou da escrita para a frente da câmara com O Perfeito Anormal. Seguiu-se o projeto Gato Fedorento, criado com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, que alcançou uma ascensão meteórica com as séries Fonseca, Meireles, Barbosa, Lopes da Silva, Diz que é uma Espécie de Magazine I e II, Zé Carlos, e Esmiúça os Sufrágios. Atualmente podemos vê-lo em Fora da Box, no canal 54 do MEO.
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Faz parte do Governo Sombra, que é um programa da rádio TSF, coordenado pelo jornalista Carlos Vaz Marques.
Adaptou para teatro (com Pedro Mexia) "Como Fazer Coisas com Palavras", do filósofo inglês John Austin, peça que também interpretou no Teatro São Luiz, em 2008.
Não chegou a ser futebolista mas escreveu para o jornal A Bola, foi co-autor de "O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente)" e em 2010 escreveu o livro "A Chama imensa".
Os seus textos, a criação de personagens e a interpretação humorística elevaram-no ao estatuto de principal referência da nova geração do humor em Portugal. Foi incluído na lista "Grandes Portugueses".
Assume-se como Marxista não Leninista e Benfiquista Ferrenho, sócio nº 17.411.
20/12/2011
galeria entrevista Mami Pereira
Terça-feira é dia de entrevista na galeria portuguesa.
Saiba um pouco mais sobre a Mami Pereira.
O nome Mami vem de Maria Miguel. Tirou Comunicação Cultural e é mestre em História de Arte.
Gosta de escrever com ironia e de tirar fotografias. Diz que qualquer dia vai ser escritora-viajante.
Perde-se com M&Ms amarelos, livros do Boris Vian, coreografias do Nijinsky, músicas do Stravinsky, filmes do Wong Kar Wai e Carne de Porco à Alentejana.
Quando era pequena queria ser bailarina, arqueóloga ou caixa de supermercado. Mas é jornalista, blogger e fotógrafa.
Já foi editora da Lecool e da Found, escreve para os Guias Lisboa ConVida, assina os clips de Lifestyle da Compal no canal Fox Life e dedica-se agora a desenvolver um projeto inspirador chamado A Arqueologista – pessoa apaixonada por lojas antigas que se dedica à caça, descoberta e catalogação dos achados do comércio tradicional.
www.arqueolojista.com
Tenho que perguntar: Porquê Mami? Não gosta de Maria?
R: Ora, porque é que chamamos “Rossio” à praça D.Pedro IV? Terreiro do Paço à Praça do Comércio? Rua do Ouro à Rua Áurea? Mami à Maria Miguel? Há lá coisas que pegam.
Vem de Comunicação Cultural e História de Arte. Qual era a ideia inicial para a sua carreira?
R: “Eu vim de ciências”, como dizia o Darwin, e queria ser astrofísica… já ostentava alguma miopia e o resto era uma questão de tempo mas o destino levou-me para comunicação, neste caso, a negativa a geometria descritiva…. Depois de acabar o curso apaixonei-me pela Historia de Arte e fui fazer um mestrado (os avós gostam mais de netos com mestrados)... Um dia vou ser professora à Clube dos Poetas Mortos. Juro.
Como é que surgiu A Arqueologista, e como é que tem corrido esta experiência?
R: Devia estar a beber o meu galãozinho numa pastelaria lisboeta quando “inventei” o nome. Achei de estalo. Juntei isso à vontade de cronicar o castiço, ao namorico com a fotografia, à mania de meter conversa com gente sénior e bonacheirona e a lâmpada imaginária da ideia acendeu!
A concretização tem sido melhor que alheira com ovo a cavalo. Tanto pelos tesouros descobertos, como pelos lojistas que tenho a sorte de conhecer e pelos leitores que me mandam palmadinhas-nas-costas por email. É mimo por todo o lado!
Faz compras nos sítios que apresenta?
R: Sim. A experiência da compra é única. É prefaciada com muitos “ó menina”. É uma coisa ritualista, o balcão é quase altar. Trocam-se dizeres e memórias, somos batizados de fregueses, somos sempre bem tratados. Apetece voltar. Fazer-se muito lá de casa.
Diz que adora andar de transportes públicos. Porquê?
R: É um fenómeno estranho mas feliz. É o único sítio em que consigo entrar em estado Zen. Aquilo não vai andar mais depressa por telepatia e sabemos exatamente onde vai dar por isso podemos relaxar e deixar-nos ir. É bom para treinar a gestão se stress. É óptimo para assistir à vida ao vivo, ler, escrever, tirar fotos, ouvir música. Toda uma experiencia subestimada.
Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Claro. Ela lembra-se do que os meus olhos se esquecem. Um dia sem máquina é um dia perdido.
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: É tudo segundo o Borda d’Água. Se está Sol, pego na máquina e saio de casa, se está chuva como chocolates e vejo comédias dos anos 80, se for Janeiro semeio a fava, a ervilha e o rabanete, se for Junho faço anos, se for Setembro colho as amêndoas… O resto acontece por si…
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Vou descobrir a América do Sul e quando voltar quero começar a dinamizar A Arqueolojista. Quem sabe um guia castiço, umas visitas guiadas, uns cabazes capazes de pôr aqui os rapazes a comprar o que é nosso... vamos ver.
Para além de escrever e fotografar, o que mais gosta de fazer?
R: Sou moça simples, gosto de dormir, de comer e de ouvir música (tudo em excesso). Também gosto de conversa. E lanches. O lanche é a avó das refeições, é uma coisa formidável.
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Sair da cama. Custa-me sempre. Ainda que o faça às 11h da manhã. É aquele choque do nascimento renovado diariamente.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Ainda pensei em escolher o poeta Bulhão Pato só por causa das amêijoas. Mas quem leva a taça hoje é o Eduardo Gageiro, incrível fotógrafo do que é nosso. Se alguma vez quiser uma aprendiza, cozinho-lhe amêijoas todos os dias.
Saiba um pouco mais sobre a Mami Pereira.
O nome Mami vem de Maria Miguel. Tirou Comunicação Cultural e é mestre em História de Arte.
Gosta de escrever com ironia e de tirar fotografias. Diz que qualquer dia vai ser escritora-viajante.
Perde-se com M&Ms amarelos, livros do Boris Vian, coreografias do Nijinsky, músicas do Stravinsky, filmes do Wong Kar Wai e Carne de Porco à Alentejana.
Quando era pequena queria ser bailarina, arqueóloga ou caixa de supermercado. Mas é jornalista, blogger e fotógrafa.
Já foi editora da Lecool e da Found, escreve para os Guias Lisboa ConVida, assina os clips de Lifestyle da Compal no canal Fox Life e dedica-se agora a desenvolver um projeto inspirador chamado A Arqueologista – pessoa apaixonada por lojas antigas que se dedica à caça, descoberta e catalogação dos achados do comércio tradicional.
www.arqueolojista.com
Tenho que perguntar: Porquê Mami? Não gosta de Maria?
R: Ora, porque é que chamamos “Rossio” à praça D.Pedro IV? Terreiro do Paço à Praça do Comércio? Rua do Ouro à Rua Áurea? Mami à Maria Miguel? Há lá coisas que pegam.
Vem de Comunicação Cultural e História de Arte. Qual era a ideia inicial para a sua carreira?
R: “Eu vim de ciências”, como dizia o Darwin, e queria ser astrofísica… já ostentava alguma miopia e o resto era uma questão de tempo mas o destino levou-me para comunicação, neste caso, a negativa a geometria descritiva…. Depois de acabar o curso apaixonei-me pela Historia de Arte e fui fazer um mestrado (os avós gostam mais de netos com mestrados)... Um dia vou ser professora à Clube dos Poetas Mortos. Juro.
Como é que surgiu A Arqueologista, e como é que tem corrido esta experiência?
R: Devia estar a beber o meu galãozinho numa pastelaria lisboeta quando “inventei” o nome. Achei de estalo. Juntei isso à vontade de cronicar o castiço, ao namorico com a fotografia, à mania de meter conversa com gente sénior e bonacheirona e a lâmpada imaginária da ideia acendeu!
A concretização tem sido melhor que alheira com ovo a cavalo. Tanto pelos tesouros descobertos, como pelos lojistas que tenho a sorte de conhecer e pelos leitores que me mandam palmadinhas-nas-costas por email. É mimo por todo o lado!
Faz compras nos sítios que apresenta?
R: Sim. A experiência da compra é única. É prefaciada com muitos “ó menina”. É uma coisa ritualista, o balcão é quase altar. Trocam-se dizeres e memórias, somos batizados de fregueses, somos sempre bem tratados. Apetece voltar. Fazer-se muito lá de casa.
Diz que adora andar de transportes públicos. Porquê?
R: É um fenómeno estranho mas feliz. É o único sítio em que consigo entrar em estado Zen. Aquilo não vai andar mais depressa por telepatia e sabemos exatamente onde vai dar por isso podemos relaxar e deixar-nos ir. É bom para treinar a gestão se stress. É óptimo para assistir à vida ao vivo, ler, escrever, tirar fotos, ouvir música. Toda uma experiencia subestimada.
Anda sempre com a máquina fotográfica?
R: Claro. Ela lembra-se do que os meus olhos se esquecem. Um dia sem máquina é um dia perdido.
Organiza os seus dias ou trabalha por instinto?
R: É tudo segundo o Borda d’Água. Se está Sol, pego na máquina e saio de casa, se está chuva como chocolates e vejo comédias dos anos 80, se for Janeiro semeio a fava, a ervilha e o rabanete, se for Junho faço anos, se for Setembro colho as amêndoas… O resto acontece por si…
Tem projetos para um futuro próximo?
R: Vou descobrir a América do Sul e quando voltar quero começar a dinamizar A Arqueolojista. Quem sabe um guia castiço, umas visitas guiadas, uns cabazes capazes de pôr aqui os rapazes a comprar o que é nosso... vamos ver.
Para além de escrever e fotografar, o que mais gosta de fazer?
R: Sou moça simples, gosto de dormir, de comer e de ouvir música (tudo em excesso). Também gosto de conversa. E lanches. O lanche é a avó das refeições, é uma coisa formidável.
E, no dia-a-dia, o que menos gosta de fazer?
R: Sair da cama. Custa-me sempre. Ainda que o faça às 11h da manhã. É aquele choque do nascimento renovado diariamente.
Sugira alguém português que, para si, seja inspirador.
R: Ainda pensei em escolher o poeta Bulhão Pato só por causa das amêijoas. Mas quem leva a taça hoje é o Eduardo Gageiro, incrível fotógrafo do que é nosso. Se alguma vez quiser uma aprendiza, cozinho-lhe amêijoas todos os dias.
19/12/2011
Laurinda Alves
A Laurinda nasceu em Lisboa em 1961. Da infância guarda a alegria de ter uma família grande e feliz com quem adorava passar férias em Aldeia Velha, a terra dos avós e pais.
Fez o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e começou a fazer jornalismo aos 20 anos. Primeiro como estagiária no departamento de Eurovisão da RTP, depois como coordenadora do Serviço Iberoamericano de Notícias na TVE, em Madrid, e durante 12 anos seguidos como repórter do Telejornal, na RTP. Ao mesmo tempo fez reportagens diárias na TSF (de mota, no início da Rádio em Direto). Fez Grandes Reportagens e Documentários de Investigação.
Ganhou prémios de jornalismo e fez séries para televisão que lhe valeram uma condecoração do presidente da República, atribuída "pelo debate e defesa pública das questões ligadas à Educação". Decidiu fazer apenas televisão e escrever nos jornais. Primeiro n'O Independente e depois no Público - onde acabou por fazer outras coisas, desde escrever para a revista Pública a criar a revista XIS, para além de crónicas semanais no jornal. Foi também diretora da revista Pais & Filhos e voltou a fazer televisão mas como freelancer.
Dedica-se a grandes causas como a defesa da vida ou a cidadania ativa, através da política, da escrita, do voluntariado e da intervenção cívica. Confia nas pessoas e acredita sempre que ‘melhor é possível!’.
Publicou os livros: XIS Ideias Para Pensar, Um Dia Atrás do Outro, Ideias XIS, Atitude XIS e Ouvir, Falar, Amar.
Este ano estreou na RTP2 "Portugueses Sem Fronteiras", onde entrevista três pessoas por programa, que vivem em três países diferentes e trabalham em áreas distintas.
Acha que tem uma escrita impressionista. Não gosta de ser associada à imagem da 'jornalista boazinha'. Prefere não ter rótulos e acreditar que fazemos melhor aquilo que fazemos com convicção.
Gosta de pessoas, casas, livros e viagens. Também gosta do silêncio, do amanhecer e do entardecer. De ouvir tocar piano, de ficar à conversa, do barulho do mar, da voz dos que ama, de coisas e memórias que guarda para sempre.
Foi casada com Miguel Sousa Tavares, de quem tem um filho, Martim.
Tem um blogue chamado A substância da vida, onde escreve sobre aquilo que a marca e interpela, sobre o que a toca e comove.
laurindaalves.blogs.sapo.pt
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| fotos daqui |
Ganhou prémios de jornalismo e fez séries para televisão que lhe valeram uma condecoração do presidente da República, atribuída "pelo debate e defesa pública das questões ligadas à Educação". Decidiu fazer apenas televisão e escrever nos jornais. Primeiro n'O Independente e depois no Público - onde acabou por fazer outras coisas, desde escrever para a revista Pública a criar a revista XIS, para além de crónicas semanais no jornal. Foi também diretora da revista Pais & Filhos e voltou a fazer televisão mas como freelancer.
Dedica-se a grandes causas como a defesa da vida ou a cidadania ativa, através da política, da escrita, do voluntariado e da intervenção cívica. Confia nas pessoas e acredita sempre que ‘melhor é possível!’.
Publicou os livros: XIS Ideias Para Pensar, Um Dia Atrás do Outro, Ideias XIS, Atitude XIS e Ouvir, Falar, Amar.
Este ano estreou na RTP2 "Portugueses Sem Fronteiras", onde entrevista três pessoas por programa, que vivem em três países diferentes e trabalham em áreas distintas.
Acha que tem uma escrita impressionista. Não gosta de ser associada à imagem da 'jornalista boazinha'. Prefere não ter rótulos e acreditar que fazemos melhor aquilo que fazemos com convicção.
Gosta de pessoas, casas, livros e viagens. Também gosta do silêncio, do amanhecer e do entardecer. De ouvir tocar piano, de ficar à conversa, do barulho do mar, da voz dos que ama, de coisas e memórias que guarda para sempre.
Foi casada com Miguel Sousa Tavares, de quem tem um filho, Martim.
Tem um blogue chamado A substância da vida, onde escreve sobre aquilo que a marca e interpela, sobre o que a toca e comove.
laurindaalves.blogs.sapo.pt
28/11/2011
Manuel António Pina
Poeta, autor de livros para crianças, tradutor, professor e cronista.
Manuel António Pina nasceu na Guarda em 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Foi jornalista profissional no Jornal de Notícias, onde desempenhou funções de editor e chefe de redação. Continua a colaborar regularmente na comunicação social e é considerado um dos melhores cronistas de língua portuguesa.
Escreveu “O País das Pessoas de Pernas para o Ar” em 1973, foi o seu primeiro livro para a infância. Um ano depois, estreou-se na poesia com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. Depois de publicar dezenas de livros de poesia, crónica, ensaio e literatura infantil, aventurou-se na ficção “para adultos” com “Os Papéis de K.”, em 2003.
Escreveu para teatro, cinema, televisão e BD. Tem também obras musicadas e editadas em disco.
A sua poesia encontra-se traduzida em muitas línguas e a sua obra foi homenageada com diversos prémios, como o Prémio Literário da Casa da Imprensa, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube
de Jornalistas, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT.
Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A distinção foi atribuída por consenso do júri e justificada pela "inventividade e originalidade" da obra.
Vale a pena ler a entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel António Pina, aqui.
Manuel António Pina nasceu na Guarda em 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Foi jornalista profissional no Jornal de Notícias, onde desempenhou funções de editor e chefe de redação. Continua a colaborar regularmente na comunicação social e é considerado um dos melhores cronistas de língua portuguesa.
Escreveu “O País das Pessoas de Pernas para o Ar” em 1973, foi o seu primeiro livro para a infância. Um ano depois, estreou-se na poesia com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. Depois de publicar dezenas de livros de poesia, crónica, ensaio e literatura infantil, aventurou-se na ficção “para adultos” com “Os Papéis de K.”, em 2003.
Escreveu para teatro, cinema, televisão e BD. Tem também obras musicadas e editadas em disco.
A sua poesia encontra-se traduzida em muitas línguas e a sua obra foi homenageada com diversos prémios, como o Prémio Literário da Casa da Imprensa, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube
de Jornalistas, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT.
Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. A distinção foi atribuída por consenso do júri e justificada pela "inventividade e originalidade" da obra.
Vale a pena ler a entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel António Pina, aqui.
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